Seria possível “ressuscitar” os dinossauros?

Estou ansiosa desde a semana passada para contar aqui a resposta sobre essa intrigante pergunta. Desde que escrevi uma também intrigante matéria. Sobre intrigante pesquisa. Cientistas conseguiram provar que quatro pessoas enterradas juntas – há 4.600 anos atrás! – realmente eram membros da mesma família. Pai, mãe e dois filhos. Aliás, não apenas isso! Relataram como violentamente a família foi morta, quem a enterrou e quantos anos tinha cada um. Digno de um “Cold Case”. Tudo, ou quase tudo, descoberto graças a um mero exame de DNA. Leia a matéria inteira no G1, aqui.
Matutando… Seria possível elaborar um Jurassic Park? Criar um Amazonsaurus maranhensis pet? A resposta correta é… tchan tchan tchan tchan… Não! Vou desembuchar. O  paleontólogo Reinaldo Bertini contou, enquanto eu apurava a matéria, que os dinossauros viveram há 65 milhões de anos. Nós homo sapiens derivamos de uma única Eva africana que viveu há 100 mil anos. Note a “pequena” diferença na linha cronológica entre milhões e mil.
Assim, os restos de dinossauros aos quais intitulamos de fósseis são, na realidade, rochas. Ou eles “se tornaram” rochas ou deixaram sua impressão nelas. Já os homens enterrados há mil e poucos anos podem preservar resquícios biológicos que permitem análises de DNA. Sei que a verdade nem sempre conforta, mas para ficarmos mais contentes pode ser possível em um futuro próximo clonar um mamute – leia matéria aqui! Droga, lembrei daquela música que não sai da cabeça. Em espanhol, vamos lá coro: “Un mamut chiquitito quería volar. Probaba y probaba y no podía volar. Una palomita, su amiga, lo quiso ayudar y de un quinto piso lo hiso saltar.”
Para saber mais
O arqueólogo forense Sergio F.S.M. Silva explica – para a matéria publicada – sobre a família e o DNA:

A escolha por DNA mitocondrial ou nuclear não é sempre possível, visto que a preservação dos materiais orgânicos se dá de maneira diversa e inesperada, nas várias regiões do esqueleto humano. (…) No Brasil, esse tipo de análise ainda não oferece resultados satisfatórios para os casos de grupos humanos extintos do litoral, por exemplo. O sambaqui Piaçaguera, na Baixada Santista (SP), escavado por arqueólogos na década de 1960 e com coleção antropológica sob a guarda do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE-USP), é um exemplo de sítio pré-histórico com cerca de 4.000 anos atrás e com inúmeras sepulturas contendo adultos e crianças, constituindo deposições duplas ou múltiplas. O grau de preservação do DNA não foi verificado nessa coleção, muito menos tentada uma reconstrução dos níveis de afinidade genética entre indivíduos até o momento. Foram empregados somente caracteres epigenéticos cranianos e sob perspectivas regionais, entre grupos. A sexagem ou estimativa do sexo em remanescentes arqueológicos pode ser obtida a partir de análises morfológicas (caracteres cranianos, dos ossos pélvicos, entre outros), arqueológicas (a contextualização do corpo como posição, status social e acompanhamentos distintos – braceletes, armas, etc – por sexo e recorrentes, em determinados sítios, sempre verificável e em relação as demais análises de sexagem) e bioquímicas (pela amelogenina). A análise dos isótopos de Sr do esmalte dentário (ou da dentina) refletiu aspectos da dieta dos indivíduos durante as suas infâncias.

Atenção: Um amigo – veja o blog dele ali – que está morando na África disse que as notícias da República Democrática do Congo são tristes. Rebeldes e soldados do governo – que brigam por terras ou entre tribos -, ambos, estão abusando das mulheres. A ONU lançou uma campanha chamada Stop Rape Now para tentar coibir. Visite o site aqui.

4 comentários em “Seria possível “ressuscitar” os dinossauros?”

  1. Quer dizer que o Jurassic Park, que o complemento do DNA com o DNA de uma rã era tudo invenção?
    Brincadeiras e bobagens à parte, o interessante nesta questão de “tornarem-se pedra” é que assim eles mostram de onde são, mostram que “anos atrás” é um buraco muito mais embaixo com eles, dinossauros.

  2. Isis, acho que este post é uma síntese de porquê continuo voltando aqui para ler teu blog quase todos os dias, desde que o descobri por acaso… …Há um programa na Rede TV que destoa da pobre programação da emissora, chamado “Leitura Dinâmica”, que me lembra um pouco o que vejo aqui… a apresentadora passeia pelas notícias com brevidade, e além das noticias já batidas por todas as outras emissoras (todos noticiam exatamente as mesmas coisas, com raras exceções), acrescenta alguns temas fora daqueles que causam sensação, que escaparam pelos outros ‘noticiarios’… …é quase um programa da TVCultura, pelo molde. hehehehe… …ler teu blog, é uma leitura dinâmica. Suave, a leitura flui com facilidade; Referenciado, quando me interesso pelo assunto posso ir adiante, e voltar à tua própria fonte; ..os assuntos, estão além do Xis-Xis do nome… e apesar do toque de pessoalidade, que me recorda os papos de buteco com os amigos, a roupagem que você coloca nos textos é muito atraente…
    Parabéns, de verdade!!
    Alex..

  3. João, é verdade. Sabe outro detalhe que acho interessante e “viajante”? Estamos sentados, dirigimos, tomamos água, brincamos… Enfim, os dinossauros estão por toda parte. Basta prestarmos atenção para vermos!
    Alex, obrigada!!! Ganhei a semana!

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