Londres abole a tradicional chuva de papel picado

Ontem à noite, quando cheguei na garagem do meu prédio, vi que a lixeira de materiais recicláveis estava cuspindo caixas de panetone, papéis de presente e muito plástico. O lixo até brilhava! Esse resultado deve-se a uma equação simples: + consumo = + lixo. Uau, deveria ganhar uma medalha Fields – conhecida como prêmio Nobel da matemática – por essa fantástica conta.
Bom, no final de ano, o fato é que a carioca Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) registra aumento de lixo coletado em torno de 10% a 20% – ou 350 toneladas diárias – em relação aos meses anteriores. Como disse, embalagens de produtos alimentícios e embrulhos de presentes estão entre os maiores responsáveis por esse acréscimo.
Durante essa época, o litoral também sofre com o aumento de lixo. Devido à assídua presença de turistas, a orla das praias brasileiras fica cheia de lixo como garrafas de vidro e oferendas no dia primeiro. Quem nunca pisou num espinho de rosas pulando as sete ondinhas? Apesar que adoro nossa tradição de oferendas para Iemanjá. Acredito que uma maneira de resolver o problema seria, sistematicamente, evitar jogar lixo na praia.
Em Londres, a tradicional – deles – chuva de papel picado durante as festas de Ano Novo foi abolida. Era considerada um hábito perigoso pela própria população, pois trazia riscos de incêndio, dificultava o escoamento da água da chuva e aumentava sujeira nas ruas. Quem passou essa informação foi a Ecoesfera, uma construtora de olho no lucrativo “mercado verde”. A empresa desenvolveu um “mapa sustentável” interativo bem bonitinho. Veja aqui.
Falando em edifícios… Este ano, fiquei contente. Há poucos meses meu prédio recolhe óleo de cozinha para ser reciclado. Em casa, guardamos o material em uma garrafa pet. Conforme vai enchendo, despejamos no local indicado pela síndica.

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