Protetor solar não prejudica “absorção” de vitamina D

Seguindo com a temática mais avassaladora do momento, com o deus mais temido e clamado pela maioria das civilizações antigas: o Sol. Nunca pensei nisso, mas não é que a pesquisa é curiosa? Veja: estudo comprova que usar protetor solar sempre não prejudica a síntese de vitamina D. Aquela que obtemos após tomar banho de sol – bebês e presidiários entram na lista. Ela é importante no processo de absorção de cálcio e fósforo, crescimento e reparo dos ossos que conseguimos por meio do banho de sol – veja aqui.
Saiba mais:
Estudo recente realizado por médicos da Clínica de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e patrocinado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional do Estado de São Paulo (SBD RESP) demonstrou que o uso contínuo do filtro solar não impede a síntese da vitamina D, cuja produção pelo organismo é estimulada pela exposição ao sol. Ela previne a osteoporose, o raquitismo e outras doenças – inclusive alguns tipos de câncer.
“Estudos têm sugerido que a prática da fotoproteção para prevenção do câncer da pele poderia provocar deficiência de vitamina D. Como consequência, futuras alterações na mineralização óssea. Nosso estudo mostrou que, apesar de as concentrações de vitamina D em indivíduos fotoprotegidos [que usam protetor solar] serem menores, não são suficientes para causar hipovitaminose [falta da vitamina]”, afirma Marcus Maia, o autor do estudo e professor adjunto da disciplina de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
Publicado nos “Anais Brasileiros de Dermatologia”, o estudo foi vencedor do “Prêmio Saúdepromovido pela revista de mesmo nome. Como já dito, o objetivo da pesquisa foi avaliar os níveis de vitamina D em pacientes com intensa proteção solar – incluindo evitar os horários de maior radiação solar, permanecer na sombra, uso correto do filtro solar fator 30, chapéus e camisetas. O estudo envolveu 50 pacientes de pele clara, com idades entre 35 e 60 anos.
Mais detalhes ainda:
Foram comparados grupos de pacientes fotoprotegidos com indivíduos que não praticam qualquer tipo de fotoproteção. Além disso, avaliou-se a relação da proteção solar com a produção do paratormônio (PTH), hormônio secretado pela glândula paratireóide, cuja função principal é de regular o teor de cálcio e fósforo no organismo. Segundo os médicos, para obtenção da quantidade necessária de vitamina D, bastaria a exposição da pele a pequenas quantidades de sol do cotidiano e, por esse motivo, a fotoproteção tem sido recomendada com boa margem de segurança pelos dermatologistas.
“É evidente que o bloqueio completo da radiação ultravioleta causaria diminuição significante na produção de vitamina D, mas num país tropical como o Brasil a proteção solar absoluta é impossível de ser praticada. De acordo com os resultados do trabalho, portanto, deve-se ter mais preocupação em proteger a pele do sol do que temer o prejuízo ósseo”, conclui Maia.
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