Arte x Ciência


Quando trabalhava em uma revista de engenharia/arquitetura, tivemos a idéia de fazer uma matéria explicando onde começa a arte e acaba a ciência. Ou vice-versa. Sempre adorei essas pautas, de certa maneira, filosóficas. Quem ficou encarregada da missão impossível? Eu.
Teria, relativamente, pouco tempo para me dedicar ao assunto que daria um livro. Menos de uma semana. Naquela noite, após a reunião cheguei em casa quieta. Estava pensando por onde poderia começar ou atrás de um fio condutor. Até que me lembrei de um gênio que representa, com perfeição, tanto a arte quanto a ciência: Leonardo da Vinci. E, assim, o texto fluiu de uma maneira cientificamente artística. Sem dúvida, foi a matéria que mais amei fazer – infelizmente não achei o exemplar on-line.
Leonardo da Vinci
O pintor, matemático, engenheiro, astrônomo, filósofo, projetista, anatomista… Nasceu em 1452, na Toscana, Itália, e morreu na França em 1519. Inventou máquinas voadoras, elaborou estudos trigonométricos e incrementou a anatomia humana.
Apesar de ficar emocionada ao ver a Monalisa, o quadro que mais gosto do pitor chama-se “A Anunciação”. Em Florença, caminhava calmamente pelo museu Uffizi. Livre daquela ansiedade e tumulto. Quando entrei na sala com a obra do Leonardo, pude admirar a um metro de distância. Como se estivesse encarando o artista/ cientista.
No quadro, existia um mundo ao fundo que inexistia. Um anjo que lembrava as pinturas sem profundidade anteriores. O rosto feminino, detalhes de Monalisa. Os tecidos eram os mais invejáveis. Sim, me sentia completa. Uma obra possível a um gênio.
O limite
Certa vez, um cirurgião me disse: “O que aprendemos durante faculdade é a ciência. A ténica. Mas o que fazemos nos momentos limítrofes em uma cirurgia é a arte”. Em alguns momentos, elas se confundem. Em outros, se separam. Ou uma depende da outra. Como duas melhores amigas, que às vezes se desentendem, mas fazem seu caminho de mãos dadas. Para mim, ciência é uma arte.
 Foto: Vista da cidade de Florença de dentro do museu Uffizi.

7 comentários em “Arte x Ciência”

  1. Outro dia estava conversando com um amigo para saber quem teria sido o maior gênio da Humanidade até então…
    Para ele foi Leonardo da Vinci, justamente pelo que você comentou, ou seja, ” pintor, matemático, engenheiro, astrônomo, filósofo, projetista, anatomista… ”
    Eu discordei dele…
    Para mim o maior gênio da humanidade chama-se Isaac Newton. Talvez este pensamento seja em função do fato de eu ser engenheiro. Se bem que Leonardo da Vinci era mais engenheiro que Sir Isaac Newton…
    Mas meu pensamento fundamenta-se no fato que o nome de Isaac Newton consta nos 4 livros de Física (Halliday/Resnick) que estudei. Ele desenvolveu o cálculo diferencial e integral para escrever suas teorias. Algo fantástico, sob minha ótica.
    P.S.: Também conheci a Monalisa no Louvre (Paris). Centenas de pessoas na sala em questão. Enquanto isso em outro canto do Louvre, a Venus de Milo reinava quase que solitária…Interessante…

  2. Dani, obrigada, também adorei te ver! Volte sim! Beijos
    Luiz Abrantes, é… não saberia dizer qual é o maior gênio para mim. Mas Leonardo da Vinci estaria entre os três primeiros, com certeza! Nossa, quando eu fui, a Vênus também era disputada!

  3. Concorod que a ciência é arte. Mas será que podemos considerar a arte um ciência? Falando do próprio da Vinci, considero a arte também uma ciência. Afinal os estudos, técnicas de reprodução, produção de tintas, suas esculturas tinham muito do processo científico. E eram arte!
    É bom para acabar o mito do que desprezam algumas ciências mas adoram a arte. Andam juntas.
    Abraço,
    Búfalo

  4. Intrigante…
    Outro dia vi um documentário com artesãos argentinos, onde um deles comentava sobre esse limite entre arte e ciencia, dizendo que muitos artistas não seriam artistas sem a ciência… ..mas que apesar de existirem artistas que ignoram a ciencia, a ciencia em si é uma arte à parte.
    Quanto ao maior gênio… ha tantos… Leonardo sem dúvida é um dos maiores historicamente conhecidos… mas eu fico vislumbrando o numero de genios que as sociedades passadas e atual suprimiram por conta de suas convenções e dogmas… quantos não resistiram às estantes do tempo…

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