Quer participar de pesquisa? UFSCAR E USP procuram voluntários para biotecnologia

O Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com o Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), está convocando voluntários dos sexos masculino e feminino para participar de pesquisas que utilizam aplicação de raios laseres,  feitos com LEDs, para melhoria no funcionamento das atividades celulares.
As voluntárias devem estar na fase pós-menopausa e ter idade entre 50 a 59 anos. Os machos, ter idade entre 18 e 25 anos, peso entre 65 e 90 kg e índice de massa corpórea (IMC, calcule aqui http://como-emagrecer.com/calculo-de-imc.html) inferior a 30 kg/m e altura entre 1,60 e 1,90m.  Eles devem ser clinicamente saudáveis e apresentar um padrão de vida sedentário ou fisicamente ativo.
Meninas
Intitulada “Efeito da fototerapia sobre os tecidos musculares, ósseos e adiposos em mulheres na pós-menopausa”, a pesquisa é desenvolvida pela doutoranda Fernanda Paolillo no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia sob a orientação de Vanderlei Bagnato e Cristina Kurachi, professores do IFSC.
O projeto avaliará os efeitos da emissão de laseres associada a exercícios aeróbios em esteira ergométrica. Para o desenvolvimento da pesquisa, as mulheres serão submetidas a atividades físicas coordenadas, fototerapia e exames clínicos. Outro grupo fará os exercícios sem a interferência dos laseres, para comparação dos dados.
Interessadas devem entrar em contato pelos telefones (16) 3371-6071, 9707-7008 e 8162-5758 ou  e-mail ferrp@itelefonica.com.br. Mais informações: (16) 3373-9810, ramal 216.
Meninos
Os recursos fototerapêuticos são usados visando a melhora da performance muscular. Voluntários do sexo masculino participarão de atividades que envolvem treinamento físico dos membros inferiores num aparelho de musculação, associado a um recurso fototerápico que possivelmente melhora a performance muscular.
No programa estão previstas avaliações da porcentagem de massa muscular e adiposa, análise da performance muscular por meio de um aparelho que mede a força gerada pelos músculos e estudos da expressão de genes responsáveis pela recuperação do músculo após atividade física.
Intitulado “Expressão Gênica no Músculo em Treinamento de Força Fotoestimulado por Laser”, o projeto também é desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UFSCar e é coordenado pelo mestrando Cleber Ferraresi, sob orientação dos professores Nivaldo Antônio Parizoto, do Departamento de Fisioterapia, e Euclides Matheucci Júnior, do Departamento de Genética e Evolução da UFSCar.
Os interessados podem entrar em contato pelos telefones (19) 9733-4294 e (16) 3351-8985 ou e-mail cleber.ferraresi@gmail.com.
O que é fototerapia
Segundo Kurachi, a fototerapia utiliza os raios laseres que concentram energia e são absorvidos pelas células. Conforme a intensidade e a cor do raio, o tecido celular pode absorver a energia e potencializar suas funções – como a capacidade de regeneração, a produção de enzimas, a respiração celular, etc.
A aplicação do laser inclui radiações visíveis e infravermelhos – não visíveis a olho humano – que atuam no processo de regeneração celular. Ela pode apresentar resultados no tratamento da dor, redução do processo inflamatório e regeneração celular.
De acordo com os pesquisadores, esse último efeito é bem importante. Ocorre redução da capacidade funcional das células com o processo de envelhecimento. Logo, a fototerapia pode auxiliar no equilíbrio entre morte e geração de novas células. Viva a vida!

6 comentários em “Quer participar de pesquisa? UFSCAR E USP procuram voluntários para biotecnologia”

  1. Viagens no tempo são um tema popular da ficção científica desde que H.G. Wells escreveu A Máquina do Tempo, em 1895. Mas esses deslocamentos são possíveis? Está dentro das possibilidades do homem a construção de uma máquina capaz de transportá-lo para o passado e o futuro?Durante muitas décadas as viagens no tempo ficaram fora dos limites da ciência mais respeitável. Mas, nos últimos anos, o assunto começou a ser discutido com freqüência cada vez maior pelos físicos teóricos. Em parte, eles fazem isso para se distrair – é divertido pensar sobre viagens no tempo. Mas há um lado sério. Compreender a relação entre causa e efeito é parte das tentativas para a formulação de uma teoria unificada para a física. Se as viagens do tempo forem possíveis, mesmo em princípio, a natureza dessa teoria unificada será drasticamente afetada.Começamos a entender melhor o tempo depois que Einstein formulou suas teorias da relatividade. Antes do aparecimento dessas teorias, considerava-se o tempo como absoluto e universal. Era igual para todos, mesmo se as circunstâncias físicas fossem diferentes. Na teoria da relatividade especial, Einstein propôs que o intervalo entre duas etapas depende da maneira como o observador se desloca. Isso é crucial.Quando dois observadores se movem de maneiras diferentes, experimentam durações diferentes. Descreve-se este efeito freqüentemente com o chamado “paradoxo dos gêmeos”. Vamos dizer que João e Maria sejam irmãos gêmeos. Maria viaja numa nave em velocidades altíssimas até uma estrela e regressa à Terra. João continua em casa. Para Maria, a viagem durou um ano. Mas, quando ela retorna, descobre que se passaram dez anos na Terra. O seu irmão está nove anos mais velho que ela. João e Maria não têm mais a mesma idade, apesar de nascidos no mesmo dia. Este exemplo, de certa maneira, mostra uma viagem no tempo, mesmo limitada. Maria deu um salto de nove anos no futuro da Terra.JET LAGEste efeito, conhecido como dilatação do tempo, ocorre sempre que dois observadores se movimentam um em relação ao outro. No dia-a-dia não observamos grandes variações, porque o efeito só é perceptível quando o movimento ocorre em velocidades próximas à da luz. Nas velocidades dos aviões comerciais, a dilatação do tempo, numa viagem normal, corresponde a alguns poucos nanossegundos, o que não é suficiente para inspirar romances de ficção científica. De qualquer maneira, os relógios atômicos têm precisão suficiente para registrar a mudança e confirmam que o movimento realmente afeta o tempo. Assim, a viagem ao futuro é um fato comprovado, embora ainda não em grandes proporções.Para observar saltos no tempo verdadeiramente impressionantes, é preciso olhar além do domínio da experiência normal. Partículas atômicas podem ser empurradas para velocidades próximas à da luz nos grandes aceleradores. Algumas dessas partículas, como os múons, têm relógios internos e decaem com uma meia-vida bem definida. É possível observar múons em velocidades altíssimas nos aceleradores decaindo em câmera lenta, o que confirma mais uma vez a teoria de Einstein. Da mesma maneira, raios cósmicos também apresentam saltos espetaculares no tempo. Essas partículas se movem em velocidades tão próximas da luz que, para o ponto de vista de seus relógios internos, atravessam a galáxia em alguns segundos, embora para a referência da Terra pareça levar milhares de anos. Se não houvesse dilação do tempo, essas partículas nunca chegariam aqui.A velocidade é uma maneira de saltar no tempo. Mas existe outra: a gravidade. Na teoria da relatividade geral, Einstein sugeriu que a gravidade faz com que o tempo escoe mais devagar. Os relógios andam um pouco mais depressa no sótão que no porão, que está mais próximo do centro da Terra e, portanto, mais no interior do seu campo gravitacional. De acordo com o mesmo princípio, os relógios andam mais depressa no espaço que no solo. O efeito é mínimo, mas já foi confirmado com o uso de relógios de altíssima precisão. Aliás, ele é levado em conta no Sistema de Posicionamento Global (GPS). Se não fosse, o fenômeno levaria motoristas, marinheiros e mísseis teleguiados a cometer erros de quilômetros no caminho para seus destinos.Na superfície de uma estrela de nêutrons a gravidade é tão intensa que o tempo corre cerca de 30% mais lentamente, em relação à Terra. Visto dessa estrela, um fato pareceria acontecer com a velocidade fast-forward de um aparelho de vídeo. O buraco negro apresenta o máximo em termos de distorção do tempo. Na superfície do buraco, o tempo parece estar parado em relação à Terra. Isso significa que se você cair num buraco negro, de uma distância pequena, toda a eternidade passará diante de seus olhos no curto espaço que atravessará para atingir a superfície. A região no interior do buraco negro está além do extremo do tempo, no que diz respeito ao universo de fora. Se um astronauta conseguisse chegar bem perto de um buraco negro e voltar inteiro – uma possibilidade muito difícil, para não dizer suicida – daria um salto muito além no futuro.SOLUÇÃO DE GÖDELAté agora venho discutindo a viagem no tempo para a frente, para o futuro. E para trás, para o passado? Isso é muito mais problemático. Em 1948, Kurt Gödel, do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, apresentou uma solução para as equações dos campos gravitacionais de Einstein que descrevia um universo em rotação. Num universo desse tipo, um astronauta poderia chegar ao seu passado atravessando o espaço. Isso ocorreria devido à maneira como a gravidade afeta a luz. A rotação do universo puxaria a luz (e assim as relações causais entre os objetos) consigo, em seu movimento. Um objeto material viajaria no espaço num círculo fechado, que seria também um círculo fechado no tempo. A solução de Gödel foi considerada apenas uma curiosidade matemática, pois, em nenhum momento, as observações levaram à conclusão de que o universo gira em torno de si. Mas seu resultado serviu para mostrar que voltar atrás no tempo não é algo proibido pela teoria da relatividade.VIAGEM PELO BURACO DE MINHOCA Uma Máquina do Tempo de Buraco de Minhoca em Três Etapas, Nenhuma das Quais Muito Fácil1 – Encontre ou monte um buraco de minhoca, um túnel que liga dois pontos no espaço. Pode ser que buracos de minhoca de grande porte existam no espaço profundo, herança do Big-Bang. Se não encontrar nenhum, vamos ter que nos contentar com buracos de minhoca subatômicos, ou naturais (de acordo com algumas teorias, eles aparecem e desaparecem rapidamente em nosso redor) ou artificiais (produzidos por aceleradores de partículas). Esses buracos de minhoca pequeninos teriam de ser aumentados até atingir proporções úteis, talvez pelo uso de campos de energia como o que fez o espaço inflar logo depois do Big-Bang.2 – Estabilize o buraco de minhoca. Uma infusão de energia negativa, produzida por meios quânticos como o chamado efeito Casimir, permitiria a passagem segura de um sinal ou um objeto através do buraco de minhoca. A energia negativa controla a tendência do buraco de minhoca de chegar a um ponto de densidade infinita ou quase infinita. Em resumo, impede que o buraco de minhoca se transforme em buraco negro.3 – Transporte o buraco de minhoca. Uma espaçonave, com tecnologia muito avançada, separaria as aberturas do buraco de minhoca. Uma abertura seria colocada junto à superfície de uma estrela de nêutrons, uma estrela de altíssima densidade, com campo gravitacional muito forte. A gravidade intensa faz com que o tempo corra mais devagar. Como o tempo corre mais depressa na outra abertura, os dois extremos do buraco de minhoca ficam separados não só no espaço, mas também no tempo.VIAGEM PELO BURACO DE MINHOCAHá outros cenários capazes de visualizar situações que permitiriam viagens ao passado. Em 1974, por exemplo, Frank Tipler, da Universidade Tulane, calculou que um cilindro maciço, infinitamente comprido, girando em torno do seu eixo em velocidades próximas à da luz, permitiria vis

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