Asfalto ecológico na volta do carnaval

Estava dirigindo feliz, alegre e contente voltando do interior de São Paulo pós carnaval. Quando, de repente, vejo uma placa: “Asfalto ecológico feito com pneu”. Um sorriso abriu um meu rosto. Que bonito!
Existem vários tipos de asfalto. Se eu não me engano, todos possuem petróleo de alguma maneira na sua composição. A diferença é que o asfalto ecológico é feito com 20% de pó de pneu velho, segundo o site Setor Reciclagem.
De acordo com a empresa Greca Asfaltos, em 2006 foram produzidos 54,5 milhões de pneus. Em 1999, estimava-se que existiam mais de 10 milhões de pneus abandonados. Detalhe. A empresa Midas Elastômeros do Brasil, transforma pneu em pó de borracha, afirma que sua tecnologia é nacional.
Veja só. Além da óbvia vantagem de usar algo que iria poluir o meio ambiente, o asfalto ecológico é 40% mais resistente do que o convencional – sendo que alguns pesquisadores afirmam que ele pode durar até 5,5 vezes mais que o comum, fonte aqui.
A pergunta que não quer calar. Se é mais eficiente e ecologicamente correto, por que todos os municípios e concessionárias não optam pelo asfalto feito de pneu?

15 comentários em “Asfalto ecológico na volta do carnaval”

  1. é que é mais cômodo fazer o asfalto comum… teriam que criar uma logística para recolher pneus por ae para fazer o asfalto… os vagabundos que colocamos no poder preferem o caminho mais fácil, afinal, meio ambiente ainda naum garante tantos votos assim!!
    uma vez eu vi um dado que dizia que o nosso asfalto de péssima qualidade e nada ecológico é tão caro quanto o asfalto ecológico e de primeira que usa-se no japão… haja desvio de verba hein!

  2. Concordo com o Chocobo, …recordo de a alguns anos ter visto iniciativas nacionais, de asfalto feito com pneus velhos, que demonstrava ser mais economico, mas o que andei lendo sobre o que estão usando hoje, não parece ser a melhor solução não… Talvez apenas para dar destino aos pneus velhos, mas nem tanto para gerar economia ..assim, caem dúvidas sobre a intenção destas iniciativas atuais.
    Isis, leia neste link:: http://www.radiobras.gov.br/ct/materia.phtml?tipo=EN&materia=164398

  3. Chocobo, pelo que li, nosso asfalto é de qualidade ruim porque eles economizam. Colocam uma camada mais fina do que o indicado. Daí, estraga mais rápido devido ao peso dos veículos e das chuvas! Sem contar quando caminhões trafegam por áreas proibidas, porque o asfalto lá não aguenta o peso deles…
    Alex, é verdade que o asfalto ecológico é mais caro. Porém dar esse destino para os pneus, na minha opnião, é bárbaro!

  4. Trecho da entrevista do link que postei antes:
    C&T – Parece que há empresas e universidades brasileiras fabricando asfalto borracha no país…
    Gontijo – É Mentira. A patente levou 30 anos para ser quebrada. Como então a Petrobras, a Ipyranga, a Centro-Oeste, a Feamig, a Graca e outras empresas conseguiram fazer em três ou quatro dias? O que a Petrobras fabrica não é asfalto borracha. Todas elas dizem que fazem, mas não fazem. Elas pegam o asfalto, pegam a borracha, e misturam.
    C&T – E isso não é asfalto borracha?
    Gontijo – Claro que não. Veja o que acontece com o asfalto. Se eu aquecer o asfalto a mais de 177°, eu queimo o asfalto e ele deixa de ser um material ligante para virar um material queimado. Eu acabo com as propriedades ligantes dele. O asfalto borracha é fundido a 220° C. Aí que mora a patente. E mais um detalhe, se ele resfriar, por um motivo qualquer, abaixo de 190°, que é muito mais que os 177° que eles utilizam, você pode aquecê-lo incorporando mais borracha. Se ele resfriar novamente, não dá para aplicar mais, porque perdeu a massa. Ou seja, ele só admite dois ciclos de resfriamento à base de 190°.

  5. …Adorei a critica que ele faz ao final da transcrição da entrevista… que termina assim: “(…)Eles não querem investir em tecnologia, preferem comprar produtos baratos e não testados.” … Precisa dizer mais?

  6. Parece uma boa idéia, mas não sei se é mais uma idéia vendida do que algo eficaz para o meio ambiente. O asfalto reutilizado, por exemplo, acaba sendo menos eficiente para combater o aquecimento do que o fabricado. E mesmo o papel reciclado. É melhor socialmente, já que empregam famílias no processo, mas os produtos químicos usados no processo acabam poluindo mais que produtos novos.
    Abraço,
    Búfalo

  7. Senhores…
    Em que mundo vocês vivem ?
    Em nosso mundo capitalista, o que move este mundo chama-se DINHEIRO!
    E isso vale para TODO MUNDO! Inclusive os senhores que estão criticando governo e empresas!
    Vão me dizer que aqui ninguém nunca comprou um CD ou DVD pirata ?
    Se existir um produto nacional, mas ecologicamente correto ou produto idêntico só que chinês, fruto provavelmente de trabalho escravo, pela metade do preço. A pergunta é:
    Que produto vocês compram ???
    Respondam sinceramente!!!!!
    Então, antes de criticar governo e empresas, vejam-se no espelho!
    Quem tem que mudar de atitude NÃO é o governo ou empresas!!
    NÓS é que temos que mudar primeiro!
    Quem faz a sociedade em que vivemos somos NÓS!
    Abraços a todos,
    Abrantes.

  8. Meio fora de propósito o comentário anterior… Claro que, entre pagar uma fortuna por um CD/DVD “legítimo” (e que vai se deteriorar com a mesma rapidez de um “pirata”) e pagar uma ninharia por um “pirata”, qualquer pessoa de bom senso vai pagar o preço menor. Não por uma questão de “ganância”, mas porque ganhar dinheiro custa caro!… O apelo emocional para “trabalho escravo” (na China) só faz desmerecer a qualidade do argumento.
    Não, caro Abrantes… Os dois casos não guardam correlação. O que se discute aqui é a qualidade do produto vs. custo de obtenção, não questões morais. Além do que, reciclar pneus dificilmente pode ser equacionado com “violação de direitos autorais”.
    Respondendo à pergunta da Isis: porque não sabem disso. E porque os eleitores não sabem disso.

  9. Ísis, economizam na obra pra sobrar mais grana pra eles no final!
    e quanto ao produto pirata, opto por ele quando julgo que o preço do original é injusto… R$50,00 por uma CD de música que venderá 1milhão de cópias é uma safadeza sem tamanho! (só para constar tenho uma coleção de dvds originais que comprei na americanas que custaram entre R$15,00 e R$25,00 cada, um preço legal… e antes que alguem venha dizer que eu tenho que ver o lado do artista, subsidios do governo para insentivar a cultura é a resposta)…
    e é uma estupidez sem tamanho tentar julgar a situação do outro lado do globo com nossa cabeça ocidental… é uma sociedade totalmente diferente, com valores diferentes…

  10. Caro João Carlos…
    Vejo que ÉTICA é coisa que passa longe de você…
    Pois acha “normal” comprar um CD/DVD pirata e acha isso “sensato”.
    Gostaria de saber se fosse o SEU TRABALHO que estivesse sendo pirateado e literalmente roubado, se você teria o mesmo pensamento…
    Você deve ler a matéria de novo, pois o que está em questão NÃO é a qualidade de dois produtos, mas sim seu custo!
    Esta foi a minha colocação, que pelo jeito você não entendeu.
    Como mencionei em minha primeira mensagem, quem faz uma sociedade somos NÓS e não o governo ou empresas.
    Produtos orgânicos já existem no mercado. Mas quem os compra ao invés dos produtos com agrotóxicos ? E qual o motivo ? O MESMO: DINHEIRO!
    Eu recomendo a visita a um excelente vídeo que mostra excelentemente nosso modo de vida e que poderia ser mudado.
    http://video.google.com/videoplay?docid=-7568664880564855303
    Abraços,
    Abrantes.

  11. “Ética” hipócrita passa bem longe, sim!… Não vejo motivo para ser roubado por “detentores de propriedade intelectual” (leia-se: “um monte de chupa-sangue que não participou da criação”). Se o produto original tivesse um preço decente, aí eu concordaria em discutir “ética”. Aliás, metade dos produtos chamados de “piratas” são “originais” vendidos “por debaixo do pano” para escapar dos impostos (e aí temos mais assunto para discutir “ética”…)
    Quanto aos produtos “orgânicos”, eu lembro que a maior parte da população vive de salário (de mínimo a dois ou três) e compra o que der para comprar. Quem tem fome, está se lixando para “ética” (e, por falar nisso, para “meio-ambiente”, “desenvolvimento sustentável” e outros valores éticos).
    Agora, eu concordo com você quanto a: “quem faz uma sociedade somos NÓS” (com a ressalva de que o governo e as empresas também fazem parte desse “NÓS”). Mas “NÓS” somos muitos e com enormes diferenças entre os indivíduos. Seria de se supor que a parte desse “NÓS” que realmente decide (ou seja: o governo e os empresários), fosse mais esclarecida e cuidasse dos interesses da sociedade.
    Só que eu não vou morder a isca e enveredar por uma discussão sobre alta política…

  12. Acredito que a nossa mentalidade – do brasileiro em geral, incluindo políticos e empresas – é a culpada pelas questões ambientais-econômicas. As pessoas buscam o benefício imediato, principalmente o financeiro. Não conseguem pensar a longo prazo. Daí, compram algo mais barato, mas que irá se deteriorar antes, para “economizar”. Por isso, inclusive, não conseguem pensar no meio ambiente à longo prazo. Só ficam com ninharias ecochatas ou burrices capitalistas.

  13. Muito bom seu comentário Isis.
    Eu só faria uma pequena retificação…
    Não é somente o brasileiro que pensa assim, eu diria que o MUNDO pensa assim!
    Vá a qualquer país do MUNDO e você verá produtos MADE IN CHINA por todo lugar.
    Sds,
    Abrantes.

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