As incríveis aventuras do pequeno grande Darwin em Galápagos

Cansado dos monótomos livros e de colecionar besouros, o pequeno Charles Darwin sucumbiu à proposta do reverendo John Henslow. “O senhor aceita ser o naturalista abordo do navio HMS Beagle, em uma viagem de mais de dois anos pela América do Sul?”. Sim, disse empolgado o rapaz.
No começo, sua família não gostou nem um pouco da idéia. Preferiria que o pequeno seguisse carreira eclesiástica. Ironia… Por fim, papai deixou o garoto de 22 anos embarcar. Munido de telescópios, instrumentos de medição, produtos químicos e espingardas, balançou o lencinho branco. “Bye”.
Entre os anos de 1831 e 1836, os marujos científicos deram a volta no Hemisfério Sul. Da Inglaterra, passaram até pelo Brasil. Por aqui, Darwin – também chamado de “Philo” pela tripulação – se horrorizou com a escravidão. Para quem não sabe – bobinhos os marinheiros – , foram até o Taiti, a Nova Zelândia e a Austrália. Uma viagem que eu faria sem nenhum problema.
Bom, no meio do caminho do Oceano Pacífico, os navegantes resolveram dar uma passadinha em Galápagos. Já que estavam por perto… Galápagos é um arquipélago, formado por cerca de 220 ilhas vulcânicas, localizado a 960 km da costa do Equador. Atualmente, 95% da superfície faz parte de um parque que leva o seu nome. O demais está colonizado. Há uma base da Força Aérea Equatoriana no local.
Durante a viagem, Darwin fez anotações em diários sobre geologia, espécies, o que ocorria no navio e outras observações. “Galápagos é um universo em miniatura”, escreveu. Não contente, cavalgou em tartarugas gigantes e puxou o rabo das coitadas das iguanas. Tudo em nome da ciência, quem diria…
A maioria das espécies encontradas por lá não existia em outras ilhas da América do Sul. Somado a isso, na época, equatorianos chamaram a atenção do estudioso para um detalhe. As tartarugas pareciam iguais, mas não eram. Em cada ilha, havia uma espécie diferente.
Já na Inglaterra, relendo seus escritos, Darwin teve um insight. As diferenças entre as tartarugas eram pequenas, pois todas provinham de um ascendente em comum! E, assim, nasceu sua mais famosa obra: “Sobre a Origem das Espécies Através da Seleção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida”. Mais conhecida como “A Origem das Espécies”.
“Galápago”, caro leitor, em espanhol é o mesmo que “cágado”. Pegou?
Para saber mais sobre a viagem e o arquipélago, respectivamente, indico: Darwin 2009 e Parque Nacional Galápagos – este, em espanhol. Veja aqui, no Google Maps, tais ilhas. E boa surfada!
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5 comentários em “As incríveis aventuras do pequeno grande Darwin em Galápagos”

  1. É interessante que depois que alguém “descobre” certa coisa no mundo da ciência, logo em seguida vem a frase que todo mundo diz:
    “porque eu não pensei nisso ?”
    Eu diria que a Teoria da Evolução é ÓBVIA!
    Mas também já ouvi dizer que há “buracos” a serem resolvidos…
    E também não podemos de deixar de citar que continua sendo uma TEORIA.
    Sua concorrente, a TEORIA CRIACIONISTA (http://pt.wikipedia.org/wiki/Criacionismo) é tão irreal, que não consigo imaginar alguém do mundo da ciência que realmente acredite nela.
    A Igreja já chegou inclusive a aceitar a TEORIA DE DARWIN como a mais aceitável.
    Sds,
    Abrantes.

  2. É interessante que a interferência em Galápagos já gerou intereferência nos animais vsitos por Darwin. Hoje pássaros com bico médio – que se adaptam a diferentes tipos de alimentação – estão sobrivivendo mais facilmente.
    A teoria de Darwin apesar de bem famosa não tem seu próprio desenvolvimento comentado. O neodarwinismo combina estas idéias com o conhecimento sobre genética.
    É curioso que dois assuntos populares combinados – evolução e genética – acabam sendo esquecidos.
    Talvez isso influencie em não acreditarem nela.
    Abraço,
    Búfalo

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