SP terá instituto voltado à investigação da biodiversidade do Sudeste

Toda vez que viajo para o litoral de São Paulo, gosto de abrir os vidros do carro na Serra do Mar. Sentir a brisa gelada, a umidade, escutar o barulho da floresta, observar aquela abundância de espécies, ver as cachoeiras quase escondidas, o mar azul lá em baixo encontrar com o céu… Se o mundo fosse pegar fogo amanhã e pudesse escolher um bioma para salvar, sem dúvida. Optaria pela Mata Atlântica, incluindo a imponente Serra do Mar.
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) inaugurou dia quatro, no campus São Carlos, a sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Hymenoptera Parasitóides da Região Sudeste Brasileira (Hympar-Sudeste) – um dos cerca de 50 Institutos Nacionais criados em 2008 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
O Hympar-Sudeste será um centro de investigação e gestão da biodiversidade da região brasileira. Para a implantação, o Hympar-Sudeste receberá do Ministério R$ 4,79 milhões, que serão investidos em equipamentos e bolsas de pesquisa de iniciação científica à pós-graduação.
Por que “hympar”?
Os Hymenoptera parasitóides são um grupo de insetos que incluem as vespas, abelhas e formigas que se alimentam de outros insetos – bingo, que têm hábito de parasita. De acordo com Angélica Maria Penteado Martins Dias, coordenadora do Hympar-Sudeste, os Hymenoptera Parasitóides são importantes por funcionarem como reguladores naturais das populações de outros insetos, mantendo os ecossistemas em equilíbrio.
“Eles podem ser utilizados como inimigos naturais de pragas agrícolas, sendo usados em programas de controle biológico. Além disso, são importantes bioindicadores do estado de preservação de ambientes, pois sua presença depende da ocorrência de outras espécies que são seus hospedeiros, que por sua vez dependem das suas plantas nutridoras”, explica a professora.
“O conhecimento da biodiversidade brasileira, em especial de grupos de invertebrados como os insetos, pode embasar o trabalho dos que decidem sobre o destino das unidades de conservação ou daqueles que se preocupam com a garantia de melhores condições para a produção agrícola do País”, diz. De acordo com Angélica, os resultados obtidos também serão utilizados como ferramenta para a divulgação da importância de se preservar a biodiversidade brasileira junto a vários segmentos da sociedade como, por exemplo, estudantes de vários níveis de ensino.
Vivam os Hymenoptera parasitóides da Serra do Mar! Conheça o instituto aqui.

3 comentários em “SP terá instituto voltado à investigação da biodiversidade do Sudeste”

  1. É uma iniciativa muito boa. Muita de nossa biodiversidade é desconhecida. E o triste é que muito dela é descoberta por instituições estrangeira. Espero que isto reverta um pouco esta situação.
    Abraço,
    Búfalo

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