Mulheres ainda sonham em encontrar o grande amor

Como as mulheres, passado seu período de reprodução, escolhem os parceiros? Afinal, atualmente nós, mocinhas, vivemos quase 30% da vida após a menopausa. Seria essa fase, o momento, o alívio, a dádiva para o “oba oba”?
Em busca da resposta, três mulheres: a professora Regina Célia Brito do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Pará, com apoio da mestranda Marilu Cruz e da bolsista Gabriela Ribeiro.
O estudo “Critérios de Eleição de Parceria Amorosa de Mulheres entre 40 e 60 Anos de Idade: definição de relacionamento amoroso” foi realizado com 92 moças entre 40 e 60 anos e 88 entre 20 e 39. Todas com o ensino médio completo e renda acima de dois salários mínimos.
Pasme. De acordo com o resultado que li no jornal – aqui – da respectiva instituição, as mulheres continuam idealizando. Mesmo com seus 60 anos de experiência! Sonham com o amor eterno, duradouro e perfeito de conto de fadas.
Ao mesmo tempo, afirmam que na prática o relacionamento amoroso foi uma experiência dolorosa. Também que, hoje em dia, ele está perdido, é inexistente e vulgar. Que é de má qualidade. Que é impossível existir uma boa relação entre duas pessoas.
Entre outros detalhes, a pesquisadora acredita que essa idealização pode ser um obstáculo na vida conjugal. Eu, Isis, sei não. Até concordo com Regina, mas uma relação se constrói em parceria. Principalmente agora, depois de tanto sutiã queimado e homens perdidos no que diz respeito ao papel da mulher na sociedade atual.
Ah, você deve estar se perguntando quais as características do príncipe encantado. Tome nota: que seja companheiro, atencioso, apaixonado, bonito, bom de cama, inteligente, estável e responsável. Macho, se se reconhecer, me mande um e-mail – brincadeirinha…
O próximo passo das pesquisadoras será estudar mulheres de baixa renda e relacionamentos homoafetivos.
Queridas fêmeas, atrasado, mas de bom coração: que todos os dias sejam nossos. “Seja feliz”, como sempre profere o querido Salomão Schvartzman.

20 comentários em “Mulheres ainda sonham em encontrar o grande amor”

  1. Não é que os “príncipes encantados” não existam… Apenas são tão raros quanto as princesas…
    P.S: curioso!… ninguém colocou o atributo “fiel” na relação, ou era pedir demais?… 😉

  2. Oi Isis!
    Eu não acredito em principes encantados. Mas acho muito interessante o fato da maioria das mulheres idealizarem um parceiro ideal, assim com alguns homem também idealizam uma princesa encantada – mais preocupado com a aparencia fisica desta – mas acho que isso é uma questão neurocientifica.
    É normal buscar um parceiro que some com suas ideias e que realmente seja um parceiro companheiro e amante …. porém normalmente só encontramos uma destas qualidades, fazer o que??
    srsrsrsrsr

  3. Vale notar que o interesse das mulheres é PROCURAR o príncipe encantado. Assim que o encontram, tratam logo de dispensá-lo para poder voltar a reclamar e procurar novamente por aquilo que não querem ter. É como um quadro de Escher! A incoerência e complexidade feminina são tão grandes que a cada dia que passa eu respeito mais os gays e desprezo as lesbicas!
    O Amor está morto!
    Princesas são raras, João Carlos?
    Não, elas só existem na mesma medida que dragões, fadas e duendes!
    “Sinto-me feliz por não ser homem, porque, se o fosse, teria de casar com uma mulher”
    Madame de Stael

  4. ..Não seria o conceito de fidelidade o problema de não constar na lista?.. mas bem, vai saber. Li uma pesquisa gringa a un 2 anos, sobre critérios de seleção do companheiro pelas femeas (humanas) que se baseava em parametros biologicos, o que explicaria certas predileções totalmente fora das que citaste (à exceção de, bom de cama e estável). Não recordo onde li para postar aqui o link… mas enfim, me pareceu un tanto interessante, ainda mais contrastando com este que apresentas Isis. Pensemos que apesar de seres psíquicos, que tentam a tanto custo superar sua animalidade, ainda somos animais biológicos, que respondem a estimulos bioquimicos… acho que uma pesquisa deveria aliar os 2 extremos para ser válida… O que os impulsos direcionam e o que a mente tenta sugerir.
    Pensando nisso, acho que não procuro uma princesa, mas sim uma guerreira, uma aventureira… lo que sea….

  5. Um tema atualíssimo!
    Eu diria que a nossa sociedade fez com que nós idealizássemos um parceiro(a).
    Enquanto a juventude (de 15 a 30) banalizou o romantismo, pois agora esta geração, em sua grande maioria, quer somente “ficar”, as demais pessoas passaram a exigir do seu parceiro(a) um ideal, um príncipe encantado. Isso em função do trabalho, pois hoje, temos que obter metas no menor tempo possível. O lucro DEVE ser imediato. Não podemos esperar para que o lucro venha…
    No trânsito, os “espertos” cortam carros como se fosse uma máquina de costura, vivem estressados. Quem anda com respeito nas ruas é considerado um “otário”…
    As pessoas SEMPRE estão com pressa. Em sua grande maioria das vezes, porque são desorganizadas e não se planejam e deixam SEMPRE para a última hora os compromissos. Resultado: Tem que compensar o atraso ou no trânsito ou seja como for.
    Eu me confesso MUITO exigente e não é à toa que estou sozinho.
    Confesso que também idealizei uma princesa encantada!
    Mas como é dito por aí…
    Ela aparecerá quando menos se esperar e não quando eu desejar…risos…
    P.S.: Me reconheci em sua descrição…risos…
    Sds,
    Abrantes.

  6. Ester, pois é… E os homens, geralmente, só se importam com a beleza. Impressionante!
    Alex, faz sentido… Pelo que entendi da pesquisa, ela foi feita apenas com base no que as mulheres falaram mesmo. Elas tinham que preencher um questionário, daí entra o consciente.
    Luiz, faz todo o sentido sua colocação! Tudo a ver, principalmente, para as mulheres que tem tempo limite para a reprodução…
    Mas você e o Igor preenche todos os requisitos… Ó… rs

  7. Daqui a pouco a Ísis vai me bloquear por se o chato. Gente, o problema desses estudos é: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Desde a polemica entre Margaret Mead e o Freeman sobre os adolescentes de Samoa que a Antropologia sofre do incontornável problema da falsa evidência fornecida por questionários e entrevistas. Eu estou estudando um monte de artigos para preparar um post sobre o tema e o que eu posso adiantar pra vocês é que um certo David Buss ficou famoso nos anos 70 por estudar 37 culturas diferentes (eu nem sabia que existiam tantas!) e em todas elas o perfil do parceiro ideal era o mesmo: homens preferem mulheres jovens e bonitas (sinais de saúde e fertilidade, necessários para produizr uma boa prole) e mulheres preferem homens bem sucedidos em termos financeiros e hierárquicos (sinais de força e poder – necessários para amntê-las e a essa prole). Só que tudo feito com questionário. Ok, todo mundo quer a mesma coisa, mas olhem para os lados: não tem tanta gente bonita e rica assim no mundo! Em um artigo bastante interessante, Hazan e Diamond mostraram que essas preferências servem muito pouco e que as pessoas acabam casando/juntando com… com quem está próximo! Na verdade, com que está no raio de ação do binômio casa-trabalho. Hoje tudo bem que esse raio é amplo, mas 20 anos atrás… significava que você ia casar mesmo é com o seu vizinho da rua. O que conta é familiariade!
    As mulheres podem acreditar no amor e falar isso em todos os questionários e entrevistas que quiserem. Mas no apagar das luzes, vão fazer muuuuuitas concessões. Tantas que nem mais reconhecerão o que queriam inicialmente. Os homens também.
    Mas ainda há uma explicação mais simples: as pessoas mentem! Vide a declaração da Ísis de que fidelidade não é mais um fator importante. Dú-vi-do que ela ache isso! 🙂
    Um abraço,
    Mauro

  8. Seria muito bom se fizessem com os homens também. Acredito que no fundo não seria muito diferente.
    A velha história de que quando as pessoas ficam velha perdem a vontade de mudar e mudar o mundo talvez não seja tão verdadeira. Lá dentro todos ainda são os mesmos. Elas ainda sonham. Elas também são jovens apesar de velhas.
    Elas querem alguém bom de cama. Mas é curioso que apesar de ser um desejo comum mesmo nessa idade isto não é muito discutido na cidade nem entre pais e filhos.
    Abraço,
    Búfalo

  9. Quando racionais, cientes de que relacionamentos amorosos são obviamente vulgares e tolos, as mulheres se tornam irresistivelmente interessantes. Quando, no entanto, cedem às fantasias do príncipe encantado, do amor eterno, perdem-se numa lama entediante de ingenuidade.

  10. Mauro, até parece que te bloquearei! Você esclarece as nossas dúvidas!!! Bem, não quis dizer que para mim fidelidade é irrelevante. Apenas é curioso ela mal ter sido citada…
    Esses dias falaram para mim: “Com seis bilhões de pessoas no mundo, não é possível que não encontremos muita gente interessante”. Só que você tem razão. Apesar dos seis graus de separação, precisamos de muitos contatos diferentes para chegar a tanta gente… Recentemente, li uma pesquisa afirmando que a maioria das pessoas se casam com amigos de amigos no Brasil.
    Búfalo, concordo! Mas que mania as pessoas têm de focas esse tipo de pesquisa em mulheres…
    Thiago, mas existe algo único em viver o “amor eterno”.
    Aliás, olhe que sensacional: “O governo britânico apresentou os dados junto com uma série de propostas que podem tornar a vida das mulheres mais segura. Entre as sugestões, há a ideia de permitir que as mulheres analisem o histórico policial dos homens com quem se relacionam.” Li aqui: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1035589-5602,00-UM+EM+CADA+SETE+BRITANICOS+ACHA+ACEITAVEL+BATER+NA+NAMORADA+DIZ+PESQUISA.html

  11. Mauro, o artigo que li sobre seleção sexual, falava exatamente o que mencionas; a preferencia das femea por machos alfa… e, caso não encontre um disponivel, considerando o passo do seu relógio biológico, vai se associar ao macho beta, gama, delta, ..zeta, mais próximo… …acho que aí cabe colocar o processo cultural e psicológico individual como fatores secundários, pois ao não conseguir satisfazer os requisitos biológicos, entram os mecanismos sociais, que vao fazer a mocinha ficar com o “melhorzinho possivel que encontrar”, ou mais ainda, com aquele que ela julgar que estiver ao seu alcance. ..o mesmo, suponho, deve valer para os machos…
    Isis, esse lance de casar com amigos de amigos é verdadeiro de onde venho, vejo isso no meu grupo de amigos onde poucos resistiram ao tempo e a maioria fez suas escolhas localmente… E quanto a consultar o historico policial, digam, quem não faz uma pequena pesquisa quando se interessa por alguém um pouco além de uma “ficada”?!

  12. Esqueci de um fato engraçado… tenho uma amiga que diz:: “No final da festa, a mulherada que não pegou nada já tá desesperada, e aí meu filho, qualquer ‘pão com ovo serve’.”.

  13. Alex, de onde você vem? E é verdade, basta interessar para a gente pesquisar sobre o “histórico” do mocinho/ mocinha. Ainda mais com essas redes como Orkut, My Space, etc… E esse esquema do final da festa não se aplica para todas! rs

  14. Bela nota! Apesar da mulher ter mudado tanto seu papel na sociedade tornando-se profissional, mãe e amante, ainda aspiramos as mesmas simples coisas que nossas tataravós: um bom e belo grande amor!

  15. Venho da “Grande Porto Alegre”, que nem é tão grande assim… onde a maioria dos habitantes vem de todos os cantos do RS, e os Porto Alegrenses são bem poucos… 😉 ..diferente de São Paulo ou do Rio de Janeiro, onde os habitantes vem do país (talvez do mundo) inteiro… ..imagino que uma pesquisa como esta de seleção sexual, deva considerar este requisito (“de onde vem a população” onde pretende ser feita o estudo), pois vai influenciar nas respostas, a herança cultural do alvo da pesquisa. ..sabemos que os costumes regionais e suas descendencias influenciam nisso e se sobrepões, conforme o caso, ao impulso biológico no resultado final, ..não sabemos?? :-O .. Ou estou equivocado???

  16. Eu também queria ter uma mulher linda, companheira, boa-de-cama, confiável, inteligente, responsável… Mas, se a gente colocar um monte de variáveis assim, na hora da “seleção”, fica difícil! =P
    =*

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