Saiba mais sobre o bruxismo

Não sou bruxa, mas rolou uma identificação – que piadinha péssima. Pedro Luiz Pitarello, cirurgião bucomaxilofacial – não achei como se escreve corretamente o “palavrão” – do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, conta que um dos principais problemas com que topa é o bruxismo. Aquela mania de ranger os dentes dormindo ou sem perceber durante o dia.
Pasme, mas cerca de 15% da população – homens, mulheres e crianças – é atingida pelo problema. As principais causas do ato inconsciente estão ligadas ao fechamento inadequado da boca, alinhamento incorreto dos dentes, fatores psicológicos, tensão emocional, agressão reprimida, ansiedade, raiva, medo, frustrações, estresse emocional e físico. Sendo que estresse e forte tensão emocional se destacam.
Entre os sintomas estão dores ao morder, bocejar ou abrir a boca; estalo e rangido ao ocluir os dentes; sensação de mordida desalinhada, torta ou cruzada; dor na face, ouvido, pescoço e nuca; dores de cabeça frequentes; estresse, ansiedade e depressão.
Segundo o especialista, dores de cabeça são os sintomas mais comuns. “A articulação temporomandibular também pode ser comprometida com estalos, travamento de abertura e fechamento da boca e até provocar desvios laterais nesses movimentos. Além disso, o quadro doloroso que ocasiona desgaste dos dentes pode chegar ao tecido gengival. Os traumas e as fraturas nos dentes, os processos inflamatórios nas gengivas levam à perda do suporte ósseo”, explica.
Ao detectar o problema, como sempre, é importante procurar um especialista. De acordo com  Pitarello, ele fará exame clínico de apalpação da face. Imagem como radiografias, tomografias computadorizadas e a ressonância magnética também são importantes para o diagnóstico. Eu conheço muita gente com o problema, mas a nenhuma dessas pessoas foi pedido esses exames…
Para alívio dos sintomas são recomendados: placas de mordida feitas com resina acrílica – que ajudam a preservar os dentes; reabilitação oral por meio de próteses dentária; tratamentos ortodônticos; conscientização da disfunção; relaxamento da musculatura facial; acompanhamento psicológico ou psiquiátrico; bolsas de água quente e massagens. “A psicoterapia ajuda no tratamento, pois identifica e trata as dificuldades emocionais associadas”, diz Pitarello.
Mesmo assim, segundo o cirurgião, não existe cura definitiva para o bruxismo. O tratamento  combate os sintomas. E praticar atividades esportivas ou de lazer ajudam a reduzir o estresse. Afinal, o aumento da tensão só tende a piorar e agravar o problema. Por isso que, quando preciso de endorfina, escrevo para o blog ou vou à academia. Neste caso, de brinde, ainda queimo gordurinhas.
Crianças
Não se assuste se seu filho pequenininho já apresentar o bruxismo. Nas crianças, ele é normal até os seis anos de idade. O ato inconsciente faz parte do desenvolvimento facial. A intervenção de um especialista só deve ser feita se prejudicar os dentes.

5 comentários em “Saiba mais sobre o bruxismo”

  1. Aposto que se fizessem uma pesquisa só em São Paulo, esses 15% saltariam pra uns 50%. Quase todo paulistano, estressado que é, tem bruxismo!

  2. acho que sofro com o bruxismo porque tenho o abito de ranger os dentes e ate dormindo, mas estas informações me ajudaram muito e vou procurar umproficional.

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