Transgênicos: estarei no Roda Viva, TV Cultura, hoje

3531255558_62c2db987c.jpgHoje, às 22 horas, na TV Cultura, estarei no programa Roda Viva como “tuitera”. No centro do fogo cruzado, contamos com o jornalista norte-americano Jeffrey Smith. O programa foi gravado, por isso posso dizer que é imperdível. Pegou fogo.
O jornalista sabatinado é radicalmente contra os transgênicos – se quer minha opinião, ainda estou em cima do muro, mas não gosto de nenhum extremo. Durante o programa, ele foi acusado de citar pesquisas científicas que não existem em seu livro. Além disso, os cientistas brasileiros super o questionaram.
Se você quer entender um pouco mais sobre as discussões que envolvem o tema, não deveria perder o programa. No pouco tempo que vai ao ar, o Roda Viva conseguiu se aprofundar o possível no assunto. E jogar no ventilador os dois lados da moeda.

8 comentários em “Transgênicos: estarei no Roda Viva, TV Cultura, hoje”

  1. Jefrei Faz um comentarios sem muita sentido. A biotecnologia tem que ser trabalhado. Agora achar que tudo é tudo errado. Parece retroceder no meio cientifico. se não fosse a ciências nós não estariamos aqui hoje. Se parar as pesquisas nós vamos morrer. Temos que continuar. Os fanaticos religiosos ou fanáticos por contrariar Como Jefrei.Volta para a idade média.

  2. Desculpe, Isis, mas não vi o programa “pegar fogo”. Talvez a edição do programa tenha “reduzido a temperatura” com cortes apropriados.
    Minha impressão geral sobre o entrevistado não foi das melhores. Quando confrontado a respeito da inexistência do trabalho científico e dos respectivos autores em seu livro pelo prof. da USP, ele simplesmente fugiu da raia, basicamente fingindo não ter ouvido a acusação. E quando o Heródoto insistiu no assunto, ele ‘argumentou’ (se é que isso é argumentar) que às vezes, é necessário usar outras informações quando não há estudos científicos disponíveis a respeito de um dado assunto. Mr. Smith tergiversou exatamente como as empresas que acusa por não usar a ciência para comprovar alegações.
    Enfim, em diversas respostas, senti-me assistindo a um típico político brasileiro, que só responde ao que lhe convém, tagarelando sem parar para não nos dar tempo de refletir sobre o que é dito e distraindo-nos de questões que não quer tratar.
    Naturalmente, a questão transcende mr Smith e não é porque ele não é convincente que o assunto dos transgênicos – e mesmo a gravidade de seu cultivo e consumo – não merece ser pensado e debatido.

  3. Sou agrônomo e, a mim, o escritor decepcionou. Por exemplo: a soja Roundup Ready permitiu que os produtores substituíssem duas ou três aplicações de herbicidas normalmente de classe I (DL50 = 50 mg/kg ou menos) por apenas uma aplicação de Glifosato. As variedades de soja RR não precisam, necessariamente, produzir mais para serem econômicas, elas compensam porque reduzem os custos com herbicida. Além disso, dentre os herbicidas o Glifosato é dos menos tóxicos (classe IV, na maioria das formulações), de baixa probabilidade de desenvolvimento de resitência nas plantas daninhas, e vendido hoje por 18 marcas no Brasil, não apenas pela demonizada Monsanto.
    O Bacillus thuringiensis, por sua vez, é utilizado há muito tempo no controle de insetos, em formulações como o Dipel (DL50 ORAL camundongos: > 15.000.000 U.I. de B T/kg, classe IV), pois produz uma toxina seletiva aos insetos. O gene do BT foi inserido em variedades de algodão, consequentemente reduzindo a necessidade de aplicação dos 237 inseticidas registrados para o algodão no Brasil, sendo 73 deles de classe I.
    Não entendo de onde o escritor tirou a informação de que a soja RR e o algodão BT PROVOCARAM o aumento no consumo de agrotóxicos e de produtos cada vez mais tóxicos. Além disso, não sei de onde ele tirou a informação de que os transgênicos reduzem a fertilidade do solo. O que uma coisa tem a ver com a outra?
    E quanto à afirmação dele de que o gene do BT pode ser adquirido pelas bactérias do estômago? Seria a criação natural de um transgênico? Elas poderiam adquirir mais facilmente genes diretamente da bactéria BT, então. As bactérias do estômago, por acaso, também adquirem a capacidade de produzir vitaminas dos alimentos? Que vantagem isso daria às bactérias de um ambiente sem insetos?
    Infelizmente, a discussão deste senhor está baseada na criação de pânico, citando centenas de supostos malefícios de difícil compreensão pelos leigos, passando longe de qualquer discussão de aspectos técnicos. Merecemos debatedores mais sérios para esse assunto.
    E ele ainda recebe dinheiro e publicidade para atacar os transgênicos, assim como os cientistas que ele acusa de terem sido “comprados” pelas empresas de biotecnologia. No final das contas, ainda prefiro confiar nos cientistas do CTNbio, na Coca Cola, McDonald’s e no FMI.
    [DL50=dose letal para 50% das cobaias (g de veneno/g de cobaia). Classe toxicológica I=extremamente tóxico, II=altamente tóxico, III= medianamente tóxico, IV – pouco tóxico. Dados são do site “Agrofit” do ministério da agricultura]

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