Nem toda planta que vive na água é alga

IMG_0304.JPGOuvi no rádio uma colega falando de um helicóptero: “As algas do rio Pinheiros se espalharam para outros lugares”. Porém, nem toda planta que vive na água é alga. Sei que não posso atirar uma pedra porque cometi o mesmo erro. Essas plantas se chamam macrófitas. Acredite, se puder.
Observe a foto ao lado. Parece que o veleirinho está navegando na grama, correto? Mas toda essa plantaiada é a tal da macrófita aquática. Ou, tais. Aí, onde há verde, deveria estar visível a água da represa Guarapiranga.
Apurando uma matéria, descobri que existem mais de 80 espécies de macrófitas aquáticas habitando a represa. Algumas chegam a atingir 12 metros de comprimento. Olhando de perto, é meio nojento. Porque o lixo da represa fica preso nessa rede natural.
Mas, ao contrário do que se pensa, em número controlado, a fonte disse que elas fazem bem por oxigenar a água. Elas crescem bastante em ambientes com muito nutriente – seriam as chuvas que levam nutrientes para as águas? Ou tudo?
Na represa Guarapiranga e no rio Pinheiros, elas formam bancos de plantas que flutuam para um lado e para o outro de acordo, geralmente, com o vento. Se eu fosse você, nem mexeria com elas.

5 comentários em “Nem toda planta que vive na água é alga”

  1. Chuva nada… o problema esta no esgoto mesmo! Esgoto que é despejada indiscriminadamente. “Sem despejo de esgoto, Rio Pinheiros teria 20% do volume atual. Apenas 20% do rio paulistano são água limpa; o resto é dejeto. Barco batizado de ‘cata-lixo’ consegue tirar seis toneladas de lixo” – diz reportagem do G1

  2. Bem, pelo que você descreveu as macrófitas que estão sendo discutidas são do grupo das flutuantes. Na verdade uma consequência direta do aumento em excesso da sua população é a baixa concentração de oxigênio na água, já que o seu tempo de vida é relativamente curto. Muita biomassa a ser degradada por bactérias aeróbicas, ainda mais em condições de eutrofia.
    Um papel importante das macrófitas é que elas podem funcionar como um filtro para o aporte de nutrientes, principalmente as flutuantes. Isso depende de um controle contínuo de retirada das macrófitas do reservatório, antes delas morrerem. Elas absorvem nutrientes e acumulam em biomassa boa parte deles. Depois de serem retiradas da água podem ser utilizadas como fertilizantes em áreas de plantio próxima a represa, até recuperando áreas degradadas. Já vi isso em reservatórios no sul do Brasil e realmente funciona.
    Para resolver esse problema só nos resta atacar a causa direta: input direto de esgoto e recuperação do sedimento rico em nutrientes. Em situações de oligotrofia as macrófitas submersas tendem a dominar devido a maior penetração de luz na água. Assim as macrófitas flutuantes seriam eliminadas por competição.

  3. Em Genipabu, na área do mangue, quando chove muito forte o rio fica como essa foto aí acima, mas eu tenho a impressão de que são pedaços da vegetação do mangue que se soltam. Não tenho certeza.
    Vou procurar uma foto e lhe mando.

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