{"id":675,"date":"2010-01-29T00:48:10","date_gmt":"2010-01-29T03:48:10","guid":{"rendered":"http:\/\/scienceblogs.com.br\/xisxis\/2010\/01\/a_ciencia_por_tras_da_tv\/"},"modified":"2010-01-29T00:48:10","modified_gmt":"2010-01-29T03:48:10","slug":"a_ciencia_por_tras_da_tv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/2010\/01\/29\/a_ciencia_por_tras_da_tv\/","title":{"rendered":"A ci\u00eancia por tr\u00e1s da TV"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"3219352526_5f2fc6073a.jpg\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-content\/uploads\/sites\/242\/2011\/08\/3219352526_5f2fc6073a1.jpg\" width=\"500\" height=\"375\" class=\"mt-image-left\" style=\"float: left;margin: 0 20px 20px 0\" \/>Atualmente, estou trabalhando no fant\u00e1stico mundo da televis\u00e3o. \u00c9 incr\u00edvel a for\u00e7a e o alcance que a TV tem. Basta lembrar da pesquisa do Programa Nacional de Conserva\u00e7\u00e3o de Energia El\u00e9trica (Procel). Ela constatou que cerca de 98% dos lares brasileiros contam com ao menos uma televis\u00e3o. Desses, 2% n\u00e3o possuem geladeira.<br \/>\nE &#8220;fazer televis\u00e3o&#8221; \u00e9 indescrit\u00edvel. As imagens completadas pelos textos apenas, \u00e0s vezes, pedem uma m\u00fasica. A imagem em movimento \u00e9 forte. Tente lembrar de algo que viu na TV quando era pequeno&#8230; Inesquec\u00edvel, a televis\u00e3o.<br \/>\nMas quem fez, literalmente, televis\u00e3o foram os cientistas. Um inventou um treco, outro um barato e, ao final, nasceu o iconosc\u00f3pio! N\u00e3o sabe o que \u00e9 isso? O fazer televis\u00e3o resume como funciona a ci\u00eancia. Uma pe\u00e7a que se encaixa na outra at\u00e9 podemos ver seu brilho. Acompanhe a hist\u00f3ria &#8211; cient\u00edfica &#8211; da TV comigo:<\/p>\n<ul>\n<li>1817 &#8211; O qu\u00edmico sueco Jakob Berzelius descobre que uma corrente el\u00e9trica modifica o elemento qu\u00edmico sel\u00eanio;<\/li>\n<li>1838 &#8211; O pintor, editor e inventor americano Samuel Morse &#8211; h\u00e3, h\u00e3 &#8211; pesquisava o eletromagneto &#8211;  a &#8220;coisa&#8221; se magnetiza por meio da passagem de uma corrente el\u00e9trica. Um belo dia, com isso, ele inventou o tel\u00e9grafo;<\/li>\n<li>1873 &#8211; O telegrafista irland\u00eas Joseph May resolve melhorar as transmiss\u00f5es telegr\u00e1ficas prejudicadas pelo enfraquecimento dos sinais. Viu que o sel\u00eanio transmitia os impulsos el\u00e9tricos com maior intensidade dependendo da sua exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz. Era o princ\u00edpio da c\u00e9lula fotoel\u00e9trica &#8211; convers\u00e3o de luz em corrente el\u00e9trica;<\/li>\n<li>1879 &#8211; O americano Thomas Edison lidera um grupo de pesquisadores que testa um filamento de papel carbonizado que brilhava por dias. Da\u00ed&#8230; inventou a l\u00e2mpada! Que mais tarde evoluiu para v\u00e1lvulas de televis\u00e3o;<\/li>\n<li>1880 &#8211; O inventor franc\u00eas Maurice Leblanc criou um sistema que projetava uma imagem atr\u00e1s da outra. Assim&#8230; elas pareciam se movimentar;<\/li>\n<li>1884 &#8211; O estudante alem\u00e3o Paul Nipkow criou um transmissor mec\u00e2nico. Tratava-se de um disco de ferro com furos eq\u00fcidistantes dispostos em espiral. Ao girar o disco, a imagem de um objeto era quebrada em pequenos pontos. Mas, se a velocidade do giro fosse alta o suficiente, a imagem exposta atr\u00e1s dos buracos voltaria outra vez \u00e0 forma original;<\/li>\n<li>1884 &#8211; No mesmo ano, o f\u00edsico alem\u00e3o Heinrich Hertz &#8211; h\u00e3 &#8211;  prova a exist\u00eancia de ondas eletromagn\u00e9ticas. E, ainda, que elas podem ser medidas;<\/li>\n<li>1901 &#8211; O italiano Guglielmo Marconi constr\u00f3i um aparelho que codifica as ondas eletromagn\u00e9ticas em sinais el\u00e9tricos. O princ\u00edpio do r\u00e1dio. Mas h\u00e1 quem conteste. O ga\u00facho Padre Roberto Landell de Moura teria, tr\u00eas anos antes, inventado o r\u00e1dio. Acontece que sofreu muito preconceito &#8211; saiba mais <a href=\"http:\/\/www.pucrs.br\/famecos\/vozesrad\/ldemoura\/ldemoura\/ldemoura.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>;<\/li>\n<li>1901 &#8211; O russo Boris Rosing pesquisa tubos de imagem;<\/li>\n<li>1920 &#8211; O americano Charles Jenkins cria um disco perfurado que captava e transmitia imagens. Enquanto isso, o ingl\u00eas John Lodgie Baird conseguiu o mesmo feito;<\/li>\n<li>1923 &#8211; O russo naturalizado americano, Vladimir Zworykin, inventa o iconosc\u00f3pio &#8211; um tubo a v\u00e1cuo com uma tela de c\u00e9lulas fotoel\u00e9tricas. Quatro anos depois, transmite imagens a uma dist\u00e2ncia de 45 quil\u00f4metros trabalhando para a Radio Corporation of America (RCA). Na mesma \u00e9poca, John Baird faz uma demonstra\u00e7\u00e3o de transmiss\u00e3o de imagem na Inglaterra. A British Broadcasting Corporation (BBC) o contrata;<\/li>\n<li>1931 &#8211; A RCA tem sua antena e os est\u00fadios da National Broadcasting Corporation (NBC), no ultimo andar do Empire State, em Nova York;<\/li>\n<li>1935 &#8211; a Fran\u00e7a constr\u00f3i sua antena no alto da Torre Eiffel;<\/li>\n<li>1936 &#8211; A BBC transmite a coroa\u00e7\u00e3o do rei Jorge VI.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A partir de 1940, a TV se firma com sistema totalmente eletr\u00f4nico. Em 1953, a imagem \u00e9 enviada &#8220;a cores&#8221;. Em 1962, o sat\u00e9lite Telstar I permitiu a primeira transmiss\u00e3o, experimental, entre os Estados Unidos e a Europa &#8211; &#8220;ao vivo&#8221;. Para o Brasil, a primeira transmiss\u00e3o ao vivo se deu em 20 de julho de 1969. O que aconteceu nesse dia? O homem pisou na Lua. Quem viu, n\u00e3o esquece.<br \/>\n<strong>Obs.: <\/strong>Quer ver uma transmiss\u00e3o com minha mat\u00e9ria? <a href=\"http:\/\/www.redetv.com.br\/portal\/Video.aspx?52,15,69311,Jornalismo,RedeTV-News,Bebe-que-foi-esquecido-dentro-do-carro-e-enterrado-em-Santo-Andre\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui<\/a>. Lembrando que, s\u00e1bado \u00e0s 10: 30 h da manh\u00e3, participarei de um painel sobre blogs de ci\u00eancia na Campus Party. Transmiss\u00e3o ao vivo e a cores, <a href=\"http:\/\/tv.campus-party.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>. O texto escrevi com base no livro &#8220;O Texto na TV&#8221;, da jornalista Vera \u00cdris Paternostro, Editora Campus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atualmente, estou trabalhando no fant\u00e1stico mundo da televis\u00e3o. \u00c9 incr\u00edvel a for\u00e7a e o alcance que a TV tem. 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E &#8220;fazer televis\u00e3o&#8221; &hellip; <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/2010\/01\/29\/a_ciencia_por_tras_da_tv\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">A ci\u00eancia por tr\u00e1s da TV<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":473,"featured_media":676,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[7,17,21],"tags":[184,242,380,558,692],"class_list":["post-675","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ciencia","category-historia","category-pesquisa","tag-ciencia","tag-descoberta","tag-historia","tag-pesquisador-cientifico","tag-televisao"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-content\/uploads\/sites\/242\/2011\/08\/3219352526_5f2fc6073a.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/675","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-json\/wp\/v2\/users\/473"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=675"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/675\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-json\/wp\/v2\/media\/676"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/xisxis\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}