{"id":1240,"date":"2020-02-29T00:07:18","date_gmt":"2020-02-29T03:07:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/?p=1240"},"modified":"2023-08-25T12:19:56","modified_gmt":"2023-08-25T15:19:56","slug":"death-note-e-a-pixel-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/1240\/","title":{"rendered":"Death Note e a pixel-alma"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"1240\" class=\"elementor elementor-1240\" data-elementor-settings=\"{&quot;ha_cmc_init_switcher&quot;:&quot;no&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-33c0ee8 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default jltma-glass-effect-no\" data-id=\"33c0ee8\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\" data-settings=\"{&quot;_ha_eqh_enable&quot;:false}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7ea4494 jltma-glass-effect-no\" data-id=\"7ea4494\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-601d9e5 jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"601d9e5\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h4 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/2020\/03\/09\/death-note-and-the-pixel-soul\/\">(Translate)<\/a><\/h4>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-a15b7b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default jltma-glass-effect-no\" data-id=\"a15b7b7\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\" data-settings=\"{&quot;_ha_eqh_enable&quot;:false}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6889fd5 jltma-glass-effect-no\" data-id=\"6889fd5\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7b0b316 jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7b0b316\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p align=\"justify\">O anime Death Note gira em torno da exist\u00eancia de \u201ccadernos da morte\u201d. Objetos que aparentam cadernos comuns, mas com o poder de matar aquele cujo nome for escrito no caderno enquanto quem escreve mentaliza seu rosto. Dessa forma, o dono de um \u201ccaderno da morte\u201d precisa conhecer o nome e o rosto do seu alvo para elimin\u00e1-lo com apenas uma caneta.<\/p><p align=\"justify\">Nesse ponto, o nome \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o bastante objetiva. Por exemplo, meu nome \u00e9 \u201cMarcos Henrique de Paula Dias da Silva\u201d. Qualquer acr\u00e9scimo, varia\u00e7\u00e3o, ou elimina\u00e7\u00e3o de caractere, formar\u00e1 um nome diferente do meu. Contudo, a necessidade de conhecer o rosto do alvo d\u00e1 espa\u00e7o para v\u00e1rias discuss\u00f5es, que ser\u00e1 o tema deste texto.<\/p><p align=\"justify\">Uma quest\u00e3o bastante comum para quem assiste este anime \u00e9: suponha que existam dois g\u00eameos id\u00eanticos, ambos com o mesmo nome, se voc\u00ea escreve o nome de um deles, qual dos dois morreria?<\/p><p align=\"justify\">A explica\u00e7\u00e3o para este impasse come\u00e7a no epis\u00f3dio 9. Nele o protagonista Raito, se encontra presencialmente com o detetive e rival L. No caso, L se apresenta como hom\u00f4nimo (pessoa com o mesmo nome de outra) de um ator bastante famoso. O protagonista embora duvide que este seja de fato seu verdadeiro nome, teme testar a hip\u00f3tese, pois se no momento da escrita mentalizar involuntariamente o ator famoso, pode acabar matando este ator, e isto indicaria para o detetive que o Raito \u201cmordeu a isca\u201d, fornecendo uma evid\u00eancia dele ser o respons\u00e1vel pelas mortes.<\/p><p align=\"justify\">Outro aspecto essencial para entender essa explica\u00e7\u00e3o, \u00e9 presente desde o primeiro epis\u00f3dio. O fato de que a mem\u00f3ria do alvo n\u00e3o precisa ser no presente. Ou seja, podemos nos lembrar do rosto do alvo como era ontem, anteontem, ou de um m\u00eas, um ano atr\u00e1s\u2026 se alguma vez o vimos e venhamos a pensar no seu rosto na ocasi\u00e3o em que escrevemos seu nome no caderno, o efeito ocorrer\u00e1. Mas isto d\u00e1 espa\u00e7o para in\u00fameras mudan\u00e7as na sua atual apar\u00eancia, a pessoa pode ter cortado o cabelo, sofrido v\u00e1rias queimaduras que a desfiguraram, ou mesmo envelhecido, feito uma cirurgia pl\u00e1stica\u2026 as op\u00e7\u00f5es s\u00e3o intermin\u00e1veis, mas o efeito se lembrar o rosto se mant\u00eam.<\/p><p align=\"justify\">Com isto, podemos concluir que de certa forma cada pessoa possua uma \u201calma\u201d, e ao lembrarmos de seu rosto, na verdade estamos chamando esta \u201calma\u201d, que \u00e9 \u00fanica. Desse modo apesar de g\u00eameos id\u00eanticos, eles s\u00e3o duas pessoas distintas, cada um com uma \u201calma\u201d e uma vida associada. Mesmo que n\u00e3o consigamos diferenci\u00e1-los, a \u201calma\u201d daquele que chamamos seria a afetada.<\/p><p align=\"justify\">Contudo, algo presente desde o primeiro epis\u00f3dio do anime \u00e9 motivo para a interessante discuss\u00e3o que preparamos neste texto. Esta tal de \u201calma\u201d aparece em fotos?<\/p><p align=\"justify\">De forma po\u00e9tica, poder\u00edamos imaginar a foto anal\u00f3gica como um peda\u00e7o da realidade congelada (ou na verdade queimada na prata) e assim com um potencial de preservar estes elementos que permitem \u201cchamarmos a alma\u201d, ou de forma mais pr\u00e1tica, identificar o alvo que escreveremos o nome no \u201ccaderno da morte\u201d. Mas o que dizer de uma foto digital?<\/p><p align=\"justify\">No epis\u00f3dio 1, Raito estava duvidando do caderno, e vendo o notici\u00e1rio na televis\u00e3o, se depara a um criminoso que mantinha v\u00e1rios ref\u00e9ns. Incr\u00e9dulo sobre o poder do caderno, decide \u201ctest\u00e1-lo\u201d de forma leviana ap\u00f3s passar na televis\u00e3o o rosto do criminoso identificado com seu nome completo. Raito escreve e logo depois o homem morre. Mas ent\u00e3o surge a quest\u00e3o, o que Raito viu que lhe serviu de mem\u00f3ria sobre o rosto do seu alvo?<\/p><table width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"4\"><colgroup><col width=\"85*\" \/> <col width=\"85*\" \/> <col width=\"85*\" \/> <\/colgroup><tbody><tr><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i><b>Situa\u00e7\u00e3o<\/b><\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i><b>Resultado<\/b><\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i><b>Consequ\u00eancia<\/b><\/i><\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>Tela da TV<\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>N\u00edtida o suficiente para identificar a pessoa<\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>Efeito do caderno da morte funciona<\/i><\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>Metade da qualidade <\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>N\u00edtida o suficiente para identificar a pessoa<\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>Efeito do caderno da morte funciona<\/i><\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>\u00bc da qualidade<\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>Um pouco emba\u00e7ada, mas suficiente para identificar a pessoa<\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>Efeito do caderno da morte funciona<\/i><\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>1\/8 da qualidade<\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>Bastante emba\u00e7ada<\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>?<\/i><\/p><\/td><\/tr><tr><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>1\/1000 da qualidade<\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>1 pixel<\/i><\/p><\/td><td width=\"33%\"><p align=\"center\"><i>?<\/i><\/p><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><p align=\"justify\">Nesse ponto precisamos analisar duas hip\u00f3teses:<\/p><p align=\"justify\"><b>Hip\u00f3tese <\/b><b>1)<\/b> N\u00e3o importa o qu\u00e3o ruim seja a qualidade da imagem digital, a \u201calma\u201d est\u00e1 sempre ligada a imagem original e o \u201ccaderno da morte\u201d funcionaria mesmo assim.<\/p><p align=\"justify\"><b>Hip\u00f3tese <\/b><b>2)<\/b> Uma imagem digital com baixa qualidade n\u00e3o permite ativar o efeito do \u201ccaderno da morte\u201d.<\/p><p align=\"center\"><b>An\u00e1lise da Hip\u00f3tese 1<\/b><\/p><p align=\"justify\">Supondo a Hip\u00f3tese 1 como verdade, podemos chegar a um absurdo de termos a imagem inteira reduzida a qualidade de um \u00fanico pixel e ainda assim ser poss\u00edvel mentalizando aquele pixel, matar o alvo. Pois supostamente, sua alma estaria associada a este pixel, que deriva dos pixels originais da imagem.<\/p><p align=\"justify\">Por\u00e9m o que \u00e9 um pixel? Pixel \u00e9 a menor unidade de um display digital. No caso dos monitores coloridos comuns, podemos dizer que cada pixel corresponde a uma combina\u00e7\u00e3o de tr\u00eas cores como por exemplo o sistema RGB (Red-vermelho, Green-verde, Blue-azul). Que atribui a cada cor uma intensidade entre 0 e 255, ou seja, 256 op\u00e7\u00f5es. Dessa forma, cada pixel \u00e9 um quadrado pintado com uma \u00fanica cor entre at\u00e9 256\u00b3 cores diferentes (este exemplo n\u00e3o generaliza todos os pixels, apenas aqueles no sistema RGB 8-bits).<\/p><p align=\"justify\">Nesta hip\u00f3tese, poder\u00edamos descartar a pr\u00f3pria necessidade de quem escreve o nome no caderno de ter em mente um rosto completo. Bastaria por exemplo j\u00e1 ter visto a ponta da orelha do alvo, que seria o bastante para o efeito do \u201ccaderno da morte\u201d funcionar. Ou em um caso mais extremo, se esta hip\u00f3tese fosse verdadeira, a mem\u00f3ria sobre um \u00fanico quadradinho de uma tela inteira, seria o bastante para escrever o nome do alvo e associar o nome \u00e0 pessoa.<\/p><p align=\"center\"><em><b>An\u00e1lise da Hip\u00f3tese 2<\/b><\/em><\/p><p align=\"justify\">Supondo a Hip\u00f3tese 2 como verdade, chegamos que existe uma quantidade de pixels suficiente para formar a imagem de uma alma. Dessa forma, podemos calcular a partir do tamanho de uma imagem, quantos pixels a comp\u00f5e. Isso permite reduzir a quantidade de pixels ao isolarmos apenas o rosto do nosso alvo. Pensando em fotos como aparecem nos chats das redes sociais, vamos dizer que n\u00e3o sejam maiores do que 100\u00d7100 pixels.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d9c5a8 jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"1d9c5a8\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"100\" height=\"100\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/02\/exemplo-100x100-23.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-1254\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/02\/exemplo-100x100-23.jpg 100w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/02\/exemplo-100x100-23-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/02\/exemplo-100x100-23-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/02\/exemplo-100x100-23-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 100px) 100vw, 100px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-206fa14 jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"206fa14\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center\"><span style=\"color: #ffffff\"><em><span style=\"font-family: Arial, Helvetica, sans-serif\">eu<\/span><\/em><\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8aec5b6 jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"8aec5b6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p align=\"justify\">Na foto acima, deveria ser perfeitamente claro me identificar, apesar de conter no seu formato digital apenas 10.000 pixels. Considerando as possibilidades de cores, temos que existe a chance de uma em 167.772.160.000 de formar esta foto jogando valores aleat\u00f3rios para as cores de cada pixel. Isto \u00e9 um tanto perturbador por v\u00e1rios motivos que listarei a seguir:<\/p><p align=\"justify\"><b>1)<\/b> Um gerador aleat\u00f3rio de pixels em quadros 100\u00d7100, poderia produzir esta mesma imagem (digo mesma, pois n\u00e3o haveria diferen\u00e7a sequer em um pixel). Embora improv\u00e1vel, ao repetir o gerador por um n\u00famero suficientemente grande de vezes, como 150 trilh\u00f5es, a chance de chegar na imagem exata j\u00e1 n\u00e3o seria t\u00e3o baixa. Mas isto significa que sem nunca ter tirado esta foto, ela atenderia exatamente os mesmos requisitos de uma foto que serviria de \u201cchamado para minha alma\u201d.<\/p><p align=\"justify\"><b>2)<\/b> Posso tirar muitas fotos minhas em tamanho 100\u00d7100 e nenhuma delas ser id\u00eantica a essa, apesar de todas representarem minha pessoa. Isto significa que as fotos que me representam em quadros 100\u00d7100 n\u00e3o s\u00e3o restritas apenas a esta. Ou seja, supondo que existam milhares de fotos minhas em tamanho 100\u00d7100, a chance de formar uma destas imagens necessariamente ser\u00e1 no m\u00e1ximo:<\/p><p align=\"center\"><i>(total-de-fotos) dividido por 167.772.160.000<\/i><\/p><p align=\"justify\"><b>3)<\/b> Posso remover uma quantidade de pixels e ainda assim me representar. Ou seja, existe uma quantidade m\u00ednima de pixels que deve ser correspondente a minha pessoa para deduzir quem eu sou na hora de escrever no caderno.<\/p><p align=\"justify\"><b>4) <\/b><b>Princ\u00edpio dos pixels de pombos<\/b>. Existe um resultado curioso na matem\u00e1tica e ao mesmo tempo de conceitua\u00e7\u00e3o bastante simples. Diz que se temos N casas e N+1 pombos, pelo menos em uma casa ter\u00e1 mais do que um pombo.<\/p><p align=\"justify\">De forma an\u00e1loga, existem quase 7 bilh\u00f5es de pessoas no mundo. Se cada uma tem 24.000 fotos (todas diferentes) em um tamanho 100\u00d7100, com isto, chegamos que existir\u00e3o 168.000.000.000.000 de fotos (pombos) no tamanho 100\u00d7100.<\/p><p align=\"justify\">Mas o total de possibilidades para fotos \u00e9 de 167.772.160.000 (casas para os pombos). Ou seja, teremos pelo menos 227.840 fotos exatamente iguais (casas ocupadas por mais do que um pombo).<\/p><p align=\"justify\">Como cada pessoa tem 24.000 fotos suas, teremos pelo menos 10 pessoas cujas fotos sejam id\u00eanticas em cada pixel a de outra pessoa. Mas isto significa que o \u201cchamado da alma\u201d dela dever\u00e1 ser o mesmo, dessa forma, se duas delas com a mesma foto tiverem o mesmo nome, ao escrever seu nome e pensar nesta foto, ambas deveriam morrer.<\/p><p align=\"justify\">A situa\u00e7\u00e3o apenas complica quando acrescentamos que no anime existem pessoas com \u201colhos de shinigami\u201d, uma habilidade que o detentor do \u201ccaderno da morte\u201d pode comprar do shinigami (anjo da morte) dono original do \u201ccaderno da morte\u201d (paga-se metade da vida restante por ela). Os olhos de shinigami permitem a pessoa enxergar o nome e a expectativa de vida de qualquer pessoa (exceto daqueles que possuem um \u201ccaderno da morte\u201d). No caso de uma imagem formada por pixels, duas pessoas representadas pelos mesmos pixels mas com nomes diferentes, levariam a uma incoer\u00eancia quando o sujeito com \u201colhos de shinigami\u201d olhar esta foto. Dado que ambos os nomes e expectativas de vida deveriam aparecer ao mesmo tempo, pois a imagem representaria a ambos. No caso, se tamb\u00e9m tivessem o mesmo nome, seria imposs\u00edvel matar um sem matar o outro.<\/p><p align=\"justify\">Isto leva a um racioc\u00ednio contradit\u00f3rio, invalidando a hip\u00f3tese 2.<\/p><p align=\"justify\">Desse modo, tanto a hip\u00f3tese 1 \u00e9 estranha (pois bastaria um pixel para equivaler a imagem do rosto da pessoa) quanto a hip\u00f3tese 2 falha para o funcionamento da foto como um \u201cchamado para alma\u201d em Death Note. Com isto, ou existe uma terceira hip\u00f3tese que explica a situa\u00e7\u00e3o, ou a l\u00f3gica por tr\u00e1s da mentaliza\u00e7\u00e3o do rosto \u00e9 realmente falha e s\u00f3 funcionava naquele universo pela vontade do autor.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6331f2e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default jltma-glass-effect-no\" data-id=\"6331f2e\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\" data-settings=\"{&quot;_ha_eqh_enable&quot;:false}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-8075353 jltma-glass-effect-no\" data-id=\"8075353\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-32e809a jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"32e809a\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h4 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/\">Voltar para p\u00e1gina principal<\/a><\/h4>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-590055d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default jltma-glass-effect-no\" data-id=\"590055d\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\" data-settings=\"{&quot;_ha_eqh_enable&quot;:false}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-c461495 jltma-glass-effect-no\" data-id=\"c461495\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-588ae98 jltma-glass-effect-no elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"588ae98\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h4 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/quem-escreve-os-posts\/\">Quem escreve os posts?<\/a><\/h4>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ter em mente a imagem do alvo \u00e9 um conceito bastante falho em Death Note. Basta olharmos com mais aten\u00e7\u00e3o para o que \u00e9 uma imagem.<\/p>\n","protected":false},"author":434,"featured_media":1261,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[1210],"tags":[],"class_list":["post-1240","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-v-3-ed-1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1240","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/users\/434"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1240"}],"version-history":[{"count":24,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1240\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5224,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1240\/revisions\/5224"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1261"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1240"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1240"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1240"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}