{"id":2244,"date":"2020-06-26T22:16:42","date_gmt":"2020-06-27T01:16:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/?p=2244"},"modified":"2023-08-25T16:34:37","modified_gmt":"2023-08-25T19:34:37","slug":"a-topologia-do-planeta-na-visao-do-seculo-xv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/2244\/","title":{"rendered":"A topologia do planeta na vis\u00e3o do s\u00e9culo XV"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper\"><em>Lembrete: s\u00e9culo XV vai de 1401 at\u00e9 1500.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">\u00c9 interessante quando imaginamos a concep\u00e7\u00e3o das civiliza\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 nossa, parece que suas no\u00e7\u00f5es de mundo eram muito distantes da realidade ou mesmo absurdas. No caso, discutiremos neste texto a vis\u00e3o topol\u00f3gica do planeta Terra, mais precisamente at\u00e9 a data de 1472, quando ocorreu a primeira publica\u00e7\u00e3o do livro A Com\u00e9dia, do poeta italiano Dante Alighieri e que posteriormente ficou conhecida como A Divina Com\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Adianto que n\u00e3o busco neste texto construir uma reflex\u00e3o geral sobre a vis\u00e3o das pessoas neste per\u00edodo e tampouco como a ci\u00eancia de navega\u00e7\u00e3o encarava a topologia da Terra. Apenas desejo fazer uma leve infer\u00eancia a cerca de uma obra que ao meu ver foi e ainda \u00e9, um marco de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no que diz respeito \u00e0 compreens\u00e3o topol\u00f3gica deste planeta em que vivemos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Dante (protagonista da obra) em meio \u00e0 uma floresta escura e cheia de feras adentra no que \u00e9 a entrada do Inferno. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image aligncenter size-large eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"500\" height=\"500\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled0.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2247\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled0.jpg 500w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled0-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled0-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled0-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled0-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled0-96x96.jpg 96w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Neste caminho ele desce at\u00e9 encontrar com o poeta grego Virg\u00edlio que ser\u00e1 seu guia nesta jornada. No decorrer da trama eles avan\u00e7am pelos c\u00edrculos do Inferno, descendo a cada n\u00edvel no qual lhes s\u00e3o explicados os pecadores que l\u00e1 residem e interagem de algum modo com a presen\u00e7a de Dante que \u00e9 vivo, em meio a eles, pedindo-lhe que envie mensagens para os vivos ou conte-os sobre o que ocorreu nos \u00faltimos tempos. A &#8220;aventura&#8221; segue descendo cada vez mais, chegando at\u00e9 um ponto no qual era preciso da ajuda de uma criatura assustadora para lev\u00e1-los a um n\u00edvel ainda mais baixo, e depois exigindo que um gigante da antiguidade os auxiliasse a descer um pouco mais&#8230; <\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image aligncenter size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"167\" height=\"500\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2248\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled2.jpg 167w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled2-100x300.jpg 100w\" sizes=\"(max-width: 167px) 100vw, 167px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">ap\u00f3s descer tudo o que era poss\u00edvel, l\u00e1 no ponto mais profundo do Inferno, eles encontram o pr\u00f3prio L\u00facifer, preso com seu corpo gigante no solo da cintura para cima.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image aligncenter size-large is-resized eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled3-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2261\" style=\"width:500px\" width=\"500\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled3-1.jpg 165w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled3-1-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled3-1-48x48.jpg 48w\" sizes=\"(max-width: 165px) 100vw, 165px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por meio dos v\u00e3os da rachadura em que ele estava preso, Dante e Virg\u00edlio descem, por\u00e9m em vez de descer, logo ap\u00f3s a fenda, eles estavam agora subindo, e viam as pernas de L\u00facifer voltadas para cima.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image aligncenter size-large is-resized eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2250\" style=\"width:500px\" width=\"500\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A forma como ele se encontra preso na Terra \u00e9 resultado de sua queda do c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image aligncenter size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2251\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled5.jpg 640w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled5-300x188.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Deste ponto em diante, eles sobem at\u00e9 chegarem na montanha do purgat\u00f3rio, l\u00e1 eles encontram uma montanha t\u00e3o larga que os olhos n\u00e3o a diferenciam de um continente e t\u00e3o alta que era imposs\u00edvel avistar o topo ao horizonte, mas que sabem muito bem que no topo da montanha h\u00e1 o c\u00e9u\/para\u00edso. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image aligncenter size-large eplus-wrapper\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2252\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled8.png 640w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled8-300x188.png 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">As almas trazidas para o purgat\u00f3rio de modo convencional (ou seja, por caminhos diferentes daquele tomado por Dante e Virg\u00edlio), viajam do continente dos vivos at\u00e9 l\u00e1 em barcos guiados por anjos (paremos por aqui, dado que j\u00e1 temos o bastante para nossa discuss\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image aligncenter size-large eplus-wrapper\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled9.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2253\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled9.png 640w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2020\/06\/Untitled9-300x188.png 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Sem presumir nenhum formato pr\u00e9vio para nosso planeta, vamos tirar algumas infer\u00eancias das seguintes observa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\">O trajeto entre o continente dos vivos e a divis\u00f3ria do planeta envolve uma imensa descida;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">Existe um caminho por dentro do planeta que liga o continente dos vivos e a montanha do purgat\u00f3rio;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">A posi\u00e7\u00e3o de L\u00facifer \u00e9 resultado de sua queda do c\u00e9u, passando pelo que \u00e9 a montanha do purgat\u00f3rio at\u00e9 atingir a terra;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">A orienta\u00e7\u00e3o (cima\/baixo) se inverte quando passamos do ponto central do planeta no qual L\u00facifer marca a divis\u00f3ria;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">Existe um caminho pelo mar que liga o continente dos vivos e a montanha do purgat\u00f3rio;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">Apesar da montanha do purgat\u00f3rio ter a largura de um continente e uma altura da qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel avistar o topo, ela n\u00e3o pode ser vista do continente dos vivos.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Da observa\u00e7\u00e3o 1, podemos dizer que o planeta deve ter uma imensa profundidade para justificar a longa e humanamente imposs\u00edvel descida at\u00e9 seu centro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Da observa\u00e7\u00e3o 2, podemos dizer que os continentes se conectam por massas cont\u00ednuas de terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Da observa\u00e7\u00e3o 3, podemos dizer que em queda livre do c\u00e9u at\u00e9 a Terra, nos encontramos em uma dire\u00e7\u00e3o verticalmente oposta \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o usual no continente dos vivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Da observa\u00e7\u00e3o 4 e 5, podemos dizer que seguindo o caminho que liga os continentes pelo mar, em algum ponto a orienta\u00e7\u00e3o (cima\/baixo) se inverter\u00e1. Diferente de Dante e Virg\u00edlio que escalaram a fenda, os barcos n\u00e3o fazem curvas verticais em 90 graus&#8230; logo, esta mudan\u00e7a de orienta\u00e7\u00e3o deveria ocorrer de modo suave no decorrer do pr\u00f3prio curso da embarca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Da observa\u00e7\u00e3o 6, se o continente dos vivos estivesse no mesmo plano tridimensional da montanha do purgat\u00f3rio, seria ent\u00e3o poss\u00edvel avist\u00e1-la, dado sua largura continental e altura inalcan\u00e7\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Destas observa\u00e7\u00f5es, podemos dizer que Dante descartava a hip\u00f3tese de uma Terra plana, pois para ele o planeta era bastante profundo, com dois continentes conectados por uma massa cont\u00ednua de terra e tamb\u00e9m pelo mar, com uma orienta\u00e7\u00e3o (cima\/baixo) dependente da sua atual posi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do resultado de n\u00e3o ser poss\u00edvel ver a montanha do purgat\u00f3rio que \u00e9 absurdamente alta e larga. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Destas infer\u00eancias, podemos dizer que o modelo de Terra esf\u00e9rica se enquadrava melhor no contexto proposto por Dante Alighieri, justificando o outro hemisf\u00e9rio como referente ao mundo espiritual. Por fim, como seu livro foi um marco nas publica\u00e7\u00f5es e muito difundido em sua pr\u00f3pria \u00e9poca, o conceito de Terra esf\u00e9rica j\u00e1 era ent\u00e3o &#8220;popular&#8221; ainda que subjetivamente pelos leitores de Dante (o que n\u00e3o \u00e9 pouca coisa).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">\u00c9 interessante analisar este livro, pois o pr\u00f3prio autor n\u00e3o menciona o formato que ele imagina para o planeta, mas a partir de elementos e estruturas da sua pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o do universo de Inferno, Purgat\u00f3rio e Para\u00edso, chegamos que esta \u00e9 uma das concep\u00e7\u00f5es mais simples que satisfazem as suas necessidades do universo proposto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Curioso como a observa\u00e7\u00e3o de que um dos maiores autores de todos os tempos, que publicou esta obra em 1472, deliberava em sua trama a cerca de uma explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel para a estrutura do nosso planeta, justificando o continente desconhecido como ocupando o outro hemisf\u00e9rio, tamb\u00e9m que as navega\u00e7\u00f5es s\u00f3 poderiam ir at\u00e9 o outro lado guiadas por anjos, ou mesmo que ao cruzar o limiar do centro da Terra, haveria instantaneamente uma mudan\u00e7a de orienta\u00e7\u00e3o (cima\/baixo). <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">S\u00e3o aspectos que me impressionaram e por isso decidi trazer para voc\u00eas, pois n\u00e3o \u00e9 nada natural ver nele e nos seus leitores tais ideias ao mesmo tempo t\u00e3o claras para n\u00f3s do s\u00e9culo XXI, e tamb\u00e9m educadamente disfar\u00e7adas em um contexto de fic\u00e7\u00e3o na qual a topologia de uma terra plana n\u00e3o sustentaria, ou sequer uma terra em um formato com curvas n\u00e3o suaves explicaria a navega\u00e7\u00e3o dos barcos guiados por anjos&#8230; restando finalmente uma topologia esf\u00e9rica (ainda que achatada) para justificar esta obra com t\u00e3o importante marco para nossa cultura ocidental.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\" wp-block-separator has-css-opacity eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-left eplus-wrapper\">Como referenciar este conte\u00fado em formato ABNT (baseado na norma NBR 6023\/2018):<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">SILVA, Marcos Henrique de Paula Dias da. A topologia do planeta na vis\u00e3o do s\u00e9culo XV. <em>In<\/em>: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. <strong><strong><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zero &#8211; Blog de Ci\u00eancia da Unicamp<\/a><\/strong>. <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/category\/v-3-ed-1\/\">Volume 3. Ed. 1. 1\u00ba semestre de 2020<\/a><\/strong>. Campinas, 26 jun. 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/2244\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/2244\/<\/a>. Acesso em: &lt;data-de-hoje&gt;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1472 a Divina Com\u00e9dia de Dante Alighieri, j\u00e1 retratava uma topologia da Terra em formato de globo.<\/p>\n","protected":false},"author":434,"featured_media":2253,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[1210],"tags":[],"class_list":["post-2244","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-v-3-ed-1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/users\/434"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2244"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5258,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2244\/revisions\/5258"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}