{"id":3498,"date":"2021-09-18T23:58:52","date_gmt":"2021-09-19T02:58:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/?p=3498"},"modified":"2023-08-26T16:26:04","modified_gmt":"2023-08-26T19:26:04","slug":"o-desafio-na-porta-do-abismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3498\/","title":{"rendered":"O desafio na porta do abismo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" eplus-wrapper\">No come\u00e7o dos anos 70 quando a popularidade do xadrez estava em alta no mundo, surge um boato entre os principais representantes da categoria envolvendo um <strong>desafio das trevas<\/strong>. Para acess\u00e1-lo haviam diversos requisitos, como <em>subir num elevador de um pr\u00e9dio localizado na esquina de duas ruas com nomes de santos cat\u00f3licos<\/em>, mas a fim de evitar que mais pessoas se submetam a esse perigo, omitimos aqui os demais passos necess\u00e1rios para tal. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">N\u00e3o se sabe ao certo como esse boato surgiu, nem quem o divulgou de maneira t\u00e3o precisa entre tantas na\u00e7\u00f5es, mas v\u00e1rios enxadristas profissionais se viram tentados a participar. Apesar do boato ser levado pouco a s\u00e9rio em alguns grupos, todos aqueles que se colocaram a realizar os procedimentos para acessar esse <strong>desafio das trevas<\/strong> nunca mais eram vistos. Na \u00e9poca, devido ao conflito da Guerra Fria, os mais c\u00e9ticos atribuiam esses desaparecimentos as ag\u00eancias de inteligencia das grandes na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mas o boato chegou at\u00e9 um jogador amador bastante velho que nunca tinha se destacado o suficiente para ser reconhecido, mas durante sua trajet\u00f3ria chegou a dar bastante trabalho a grandes mestres do xadrez devido a sua capacidade de colocar-se em situa\u00e7\u00f5es de alt\u00edssimo risco. Essa caracter\u00edstica fez com que ele fosse conhecido dentro da pr\u00f3pria comunidade como o <strong>Enforcado<\/strong>. Esse jogador havia perdido o contato com alguns excelentes jogadores com que tinha amizade que foram atr\u00e1s do <strong>desafio das trevas<\/strong>, tentado a descobrir mais sobre isso, foi o mesmo seguir as instru\u00e7\u00f5es do boato para acess\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O <strong>Enforcado<\/strong> estava no elevador do pr\u00e9dio quando finalizou todos os procedimentos que o suposto ritual arcano exigia, na hora veio uma sensa\u00e7\u00e3o de decep\u00e7\u00e3o ao perceber que continuava tudo igual, n\u00e3o fora transportado a lugar nenhum, nem nada havia ocorrido. Por um momento, se chateando por ter acreditado naquilo, quando a porta do elevador abre e percebe estar em um andar completamente vazio e escuro. A poucos metros da porta do elevador, havia um tabuleiro de xadrez montado e uma entidade sombria sentada ao seu lado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Em p\u00e2nico toda a coragem do homem se foi, e ele quis sair dali. Apertando para o elevador mudar de andar, mas apesar da porta fechar-se, o elevador permanecia parado at\u00e9 que a porta se abrisse novamente e revelasse aquele mesmo andar. O <strong>Enforcado<\/strong> percebendo que havia realmente acessado o <strong>desafio das trevas<\/strong> se arrepende daquilo, mas sente que n\u00e3o h\u00e1 volta, ent\u00e3o com as pernas tr\u00eamulas se dirige aquela entidade que lhe cumprimenta pelo nome de <strong>Enforcado<\/strong>, dizendo que sua fama era reconhecida at\u00e9 mesmo ali, nos limites do abismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O homem assustado se coloca arrependido, dizendo que sentia muito ter tentado aquilo, que gostaria de ir embora. Mas a entidade diz que isso n\u00e3o era poss\u00edvel, que estavam agora numa bolha entre o abismo e sua realidade, e o \u00fanico jeito de romper essa bolha \u00e9 derrotando-a numa partida. O <strong>Enforcado<\/strong> ent\u00e3o se d\u00e1 conta do porque seus companheiros e outros enxadristas nunca retornaram do desafio, devem ter perdido a disputa, mas com a voz tr\u00eamula e morrendo de medo, pergunta para aquele ser obscuro na sua frente, o que ocorreria caso perdesse a partida. E o ser lhe respondeu que absolutamente nada, que poderia disputar contra ela quantas vezes quisesse. O <strong>Enforcado<\/strong> ent\u00e3o se colocou a jogar, estava com bastante medo. Logo na primeira jogada, a entidade disse:<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper\"><em>Non curat<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ent\u00e3o ouve-se um tipo de assobio vindo do tabuleiro e uma pe\u00e7a se move.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O <strong>Enforcado<\/strong> perguntou o que significava &#8220;<em>Non curat<\/em>&#8220;, e imediatamente ouve-se outro assobio vindo do tabuleiro e uma pe\u00e7a do lado dele se move. A criatura ent\u00e3o explicou que era uma express\u00e3o do Latim, que significava &#8220;eu n\u00e3o me importo&#8221;, dizer isso era um comando para que uma jogada aleat\u00f3ria fosse realizada, uma pequena conveniencia para os momentos de indecis\u00e3o, tais como o primeiro lance do jogo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ap\u00f3s a explica\u00e7\u00e3o bastante educada e cordial, o <strong>Enforcado<\/strong> parece ter entendido porque a criatura n\u00e3o se importava com algumas jogadas simples, visto que sua habilidade no jogo era absurda. Em poucas jogadas estava com sua partida toda arruinada, sendo derrotado. Ap\u00f3s a derrota o <strong>Enforcado<\/strong> esperava alguma puni\u00e7\u00e3o, mas nada ocorreu, aquela entidade apenas agradeceu a partida e se prop\u00f4s a arrumar as pe\u00e7as para que jogassem de novo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O <strong>Enforcado<\/strong> surpreso da cordialidade e gentileza, se colocou a jogar de novo e de novo. Tentando estrat\u00e9gias diferentes, jogadas suicidas e todo tipo de artimanha que conhecesse para obter alguma vantagem frente ao seu fabuloso advers\u00e1rio. Ap\u00f3s muitas partidas, alguns embates mais equilibrados que os outros, pela primeira vez o <strong>Enforcado<\/strong> se via no dom\u00ednio. Controlando o jogo come\u00e7ou a enxergar algumas possibilidades de vit\u00f3ria, quando sentiu um frio na espinha, de que havia algo de errado em tudo aquilo. Olhou para o tabuleiro e refletiu sobre o jogo por bastante tempo, observou atentamente todos os movimentos poss\u00edveis de todas as pe\u00e7as restantes, pensando no que havia de estranho, no que estava deixando de notar. Ent\u00e3o, ap\u00f3s quase meia-hora observando aquele jogo, se deu conta de uma coisa \u00f3bvia, de que ele n\u00e3o era realmente um bom enxadrista em compara\u00e7\u00e3o aos colegas dele que sumiram nesse mesmo <strong>desafio das trevas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Essa percep\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria limita\u00e7\u00e3o, o fez pensar sobre porque os outros jogadores n\u00e3o voltaram desse desafio? Cada um deve ter se colocado nessa mesma situa\u00e7\u00e3o que ele, jogando repetidas vezes contra esse oponente obscuro. Estariam eles at\u00e9 hoje jogando, presos nessa mar\u00e9 de derrotas sem fim? <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">N\u00e3o! Pois se fosse assim, ele, um simples jogador amador como ele jamais teria chegado t\u00e3o perto da vit\u00f3ria. Havia algo de estranho nisso, talvez esses jogadores n\u00e3o tivessem a humildade de perceber que a verdadeira armadilha n\u00e3o esteja em ser derrotado repetidas vezes, e sim, acreditar que a vit\u00f3ria no tabuleiro seria a vit\u00f3ria deles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O <strong>Enforcado<\/strong> ent\u00e3o respirou, e come\u00e7ou a olhar a partida por mais tempo, na sua percep\u00e7\u00e3o parece ter ficado cerca de duas horas olhando aquelas pe\u00e7as antes de iniciar o que seria sua sequ\u00eancia final de movimentos. Ap\u00f3s essa longa reflex\u00e3o, come\u00e7ou sua sequ\u00eancia calculada e precisa de lances. Entre cada lance, refletia friamente por um longo tempo, j\u00e1 que a entidade contra quem jogava apesar de sempre fazer seus lances de modo instant\u00e2neo, parecia n\u00e3o se importar com o tempo que seu advers\u00e1rio levava para jogar. Ent\u00e3o, jogada ap\u00f3s jogada, cavou sua vit\u00f3ria, chegando at\u00e9 sua pen\u00faltima jogada, na qual o <strong>Enforcado<\/strong> (de pe\u00e7as pretas) se encontrava em xeque.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image aligncenter size-large eplus-wrapper\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3500\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-96x96.jpg 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada.jpg 1134w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O <strong>Enforcado<\/strong> feliz com a situa\u00e7\u00e3o agradeceu \u00e0 criatura pela partida que jogaram enquanto se levantava sem dar seu \u00faltimo lance. Dirigindo-se at\u00e9 o elevador, ap\u00f3s entrar espera a porta fechar e ent\u00e3o  fechar e ent\u00e3o, de dentro do elevador fala bem alto:<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper\"><em>Non curat<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Logo em seguida, ouve um pequeno assobio e ap\u00f3s alguns instantes a porta do elevador se abre, mas agora em um andar comum do pr\u00e9dio. Aliviado de ter escapado daquele jogo, suas pernas estavam tr\u00eamulas, suava frio e seu cora\u00e7\u00e3o palpitava, saiu do elevador direto para o ch\u00e3o, juntando as for\u00e7as se encostou na parede e desceu quase se arrastando por todos os outros andares de escada, saindo imediatamente daquele lugar e sentando-se ao longe para tomar f\u00f4lego. Nunca mais entrou em nenhum elevador e nem jogou xadrez pelos anos que a mais que viveu, sempre que algu\u00e9m mencionava uma partida de xadrez, sentia um horror sobrenatural de pensar no destino de seus colegas que na sede de vit\u00f3ria, estouraram a bolha sem antes estando ainda do lado de dentro do abismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper\"><strong>Sobre o post<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Esse \u00e9 um conto de fic\u00e7\u00e3o baseado no 7o arco da 3a temporada de Doctor Who (s\u00e9rie cl\u00e1ssica), &#8220;The Celestial Toymaker&#8221; que foi ao ar em 1966. Nessa hist\u00f3ria, a nave do Doutor vai parar num universo controlado pela criatura conhecida como Celestial Toymaker (uma esp\u00e9cie de divindade c\u00f3smica). A criatura diz que a \u00fanica forma do Doutor escapar dali, \u00e9 resolvendo o desafio das Torres de Han\u00f3i no menor n\u00famero de movimentos. A medida que o Doutor vai resolvendo, a criatura d\u00e1 alguns comandos para o jogo avan\u00e7ar algumas jogadas. Ao final do arco, faltava apenas uma pe\u00e7a para a vit\u00f3ria do Doutor, e o mesmo se deu conta de um problema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">No momento que movesse a \u00faltima pe\u00e7a, aquele universo do Celestial Toymaker iria se desfazer, e o Doutor ficaria preso no vazio. A \u00fanica forma de escapar em seguran\u00e7a, era estando na sua nave antes do universo se desfazer, mas a nave tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiria se deslocar enquanto o jogo n\u00e3o fosse encerrado. A solu\u00e7\u00e3o encontrada pelo Doutor foi imitar a voz do Celestial Toymaker e de dentro da sua nave dar para o jogo o comando de mover a \u00faltima pe\u00e7a restante. Com isso, o universo da criatura foi desfeito enquanto o Doutor permanecia seguro em sua nave pronto para escapar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">No caso desse conto, o comando &#8220;<em>Non curat<\/em>&#8221; fazia com que uma pe\u00e7a qualquer do seu lado do tabuleiro fosse movida. Essa informa\u00e7\u00e3o dada pela entidade no seu primeiro movimento, era a chave para os desafiantes escaparem. No caso, o <strong>Enforcado<\/strong> conduziu o jogo de modo que s\u00f3 lhe restasse uma \u00fanica jogada poss\u00edvel, e essa jogada resultasse no xeque-mate do oponente. Assim, ao ativar o comando &#8220;<em>Non curat<\/em>&#8221; a \u00fanica pe\u00e7a que poderia se mover seria seu Bispo Preto, bloqueando a amea\u00e7a da Torre Branca, e resultando no xeque-mate ao Rei Branco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\" wp-block-image size-large eplus-wrapper\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-0-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3501\" srcset=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-0-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-0-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-0-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-0-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-0-24x24.jpg 24w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-0-48x48.jpg 48w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-0-96x96.jpg 96w, https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2021\/09\/ultima-jogada-0.jpg 1134w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Assim, apesar do jogador n\u00e3o ver a jogada final (pois j\u00e1 estava no elevador com as portas fechadas), isso o levou \u00e0 vit\u00f3ria e consequentemente com a bolha do abismo sendo estourada com o <strong>Enforcado<\/strong> fora do abismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper\"> Cr\u00e9ditos da imagem de capa \u00e0 <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/icheinfach-989720\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1610657\">icheinfach<\/a> por <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1610657\">Pixabay<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\" wp-block-separator has-css-opacity eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-left eplus-wrapper\">Como referenciar este conte\u00fado em formato ABNT (baseado na norma NBR 6023\/2018):<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">SILVA, Marcos Henrique de Paula Dias da. O desafio na porta do abismo. <em>In<\/em>: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. <strong><strong><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zero &#8211; Blog de Ci\u00eancia da Unicamp<\/a><\/strong>. <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/category\/v-6-ed-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Volume 6. Ed. 1. 2\u00ba semestre de 2021<\/a><\/strong>. Campinas, 18 set. 2021. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3498\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3498\/<\/a>. Acesso em: &lt;data-de-hoje&gt;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um enxadrista amador enfrenta um ser que nem os melhores escaparam. A diferen\u00e7a \u00e9 que ele reconhece suas pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es neste jogo.<\/p>\n","protected":false},"author":434,"featured_media":3499,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[1219],"tags":[],"class_list":["post-3498","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-v-6-ed-1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3498","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/users\/434"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3498"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3498\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5314,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3498\/revisions\/5314"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3499"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}