{"id":4579,"date":"2022-08-12T16:55:00","date_gmt":"2022-08-12T19:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/?p=4579"},"modified":"2023-08-26T19:44:16","modified_gmt":"2023-08-26T22:44:16","slug":"a-aventura-de-atalia-uma-narrativa-de-rpg-sincera-parte-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4579\/","title":{"rendered":"A aventura de Atalia \u2013 uma narrativa de RPG sincera \u2013 parte 4"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" eplus-wrapper\">Atalia acordou na manh\u00e3 seguinte extremamente debilitada. Todo seu corpo do\u00eda muito, sentia um cansa\u00e7o extremo e uma sede sem igual. Arrastando-se foi procurar pelas gotas de \u00e1gua do orvalho, enquanto tentava raciocinar sobre como sobreviveria naquele estado. Ent\u00e3o se lembrou do vaga-lume e isso a fez por um momento esquecer-se da dor e do cansa\u00e7o, quando foi procur\u00e1-lo encontrou-o exatamente onde ela estava deitada. Pensou que ele estivesse morto, mas ent\u00e3o tocou nele e ele acendeu, segurou-o com as m\u00e3os e sorriu animada com aquilo mas ele n\u00e3o reagia e nem se movia. Ela ent\u00e3o come\u00e7ou a empurr\u00e1-lo com o dedo para que ele andasse um pouco, mas s\u00f3 assim ele erguia um pouco as patinha, se movia at\u00e9 recuperar a estabilidade do empurr\u00e3o e ent\u00e3o parava. Ela ent\u00e3o o jogou para o alto para ver se ele conseguia voar, e ele abriu a asas, voou e ent\u00e3o pousou na frente  dela.  <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Atalia notou que havia algo de estranho naquele inseto, pois era esperado que ele agisse de maneira mais agitada, contudo o cansa\u00e7o e o senso de sobreviv\u00eancia come\u00e7avam a disputar espa\u00e7o com sua curiosidade. De 0.01 &#8211; 0.90 ela o deixa de lado por um tempo e seguir\u00e1 em busca de recursos, de 0.91 &#8211; 1.00 ela ignora a fome e o cansa\u00e7o e segue investigando o inseto: <strong>0.84.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Relutante sobre o comportamento do inseto, sente que aquilo n\u00e3o \u00e9 sua real prioridade, deixando-o de lado um pouco e indo procurar nos arredores do que sobrou daquela casa, algo que pudesse ajud\u00e1-la a sobreviver.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Encontrou um po\u00e7o, que parecia ter \u00e1gua, mas n\u00e3o tinha nenhuma corda nem balde para peg\u00e1-la. <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Ap\u00f3s conferir com uma pedra de que havia \u00e1gua no fundo, Atalia pensa em como poderia pux\u00e1-la. Sua ideia era improvisar uma corda cortando faixas do seu cobertor, mas n\u00e3o poderia ser nem muito grossa, pois precisava dele para resistir ao frio e nem muito fina, pois teria a chance de arrebentar. Com uma pedra pontuda, m\u00e3os cansadas e sua baixa destreza para trabalhos manuais, tentou fazer estas faixas. De 0.01 &#8211; 0.10 faz as faixas na medida certa, de 0.11 &#8211; 0.50 faz as faixa um pouco largas, reduzindo mais do que precisava a largura do seu cobertor, de 0.51 &#8211; 1.00 faz as faixas bem largas, comprometendo assim o poder do cobertor de proteg\u00ea-la do frio a noite: <strong>0.32.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Ap\u00f3s cortar algumas faixas meio tortas, seu cobertor j\u00e1 estava bem menor, mas ainda com largura suficiente para proteger uma mo\u00e7a pequena como ela.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Amarrando as faixas, jogou aquela corda at\u00e9 alcan\u00e7ar o fundo, e puxando aquele pano molhado at\u00e9 o topo, torceu-o e bebeu sua \u00e1gua como e fosse a coisa mais maravilhosa do mundo. Come\u00e7ava a sentir a vida fluir pelo seu corpo e repetiu este processo at\u00e9 que estivesse satisfeita. Juntou ent\u00e3o algumas madeiras que n\u00e3o estavam muito queimadas e procurou encaix\u00e1-las no canto, fazendo uma prote\u00e7\u00e3o onde poderia ficar mais segura durante a noite.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Faltava equipamento e experi\u00eancia sobre como fazer aquilo, e tamb\u00e9m as madeiras eram um tanto pesadas, procurou escor\u00e1-las do melhor modo poss\u00edvel como se fizesse uma cabana. De 0.01 &#8211; 0.15 consegue fazer uma cabana bem fechada e com uma estrutura firme, de 0.16 &#8211; 0.40 faz uma cabana vazada mas com uma estrutura firme, de 0.41 &#8211; 0.80 faz uma cabana vazada e com uma estrutura frouxa, de 0.81 &#8211; 1.00 faz uma cabana vazada e com estrutura inst\u00e1vel: <strong>1.00.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Mexer com madeira n\u00e3o era o forte de Atalia, ap\u00f3s um tempo de dedica\u00e7\u00e3o e imenso esfor\u00e7o, sua cabana estava horr\u00edvel, n\u00e3o parecia proteger do frio e amea\u00e7ava cair a qualquer momento, mas tinha sido o melhor que ela pode fazer naquelas condi\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Desanimada com o estado de sua cabana, Atalia foi vasculhar nas cinzas a procura de algo que pudesse lhe ser \u00fatil. Vasculhando nas cinzas, achou alguns trapo queimados, alguns objetos de barro quebrados, um peda\u00e7o de metal que parecia ser a base de uma enxada, e alguns ossos. <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Atalia somente havia vistos ossos de animais at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o imaginava que aquele seriam osso humanos. Desse modo, n\u00e3o chegou a se surpreender com eles, seguindo sua busca sem imaginar o que havia acontecido ali. De 0.01 &#8211; 0.10 Atalia sente um calafrio e pressente que ali houve um assassinato, de 0.11 &#8211; 0.30 Atalia sente um calafrio relacionado \u00e0queles ossos, mas n\u00e3o entende o que possa ser, de 0.31 &#8211; 0.60 Atalia tem a leve sensa\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 algo estranho no ar, de 0.61 &#8211; 1.00 Atalia nem desconfia do que possa ter ocorrido e segue sua busca: <strong>0.56<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Atalia sente algo estranho, uma esp\u00e9cie de mal-estar naquele ambiente, como se houvesse uma carga pesada ali, mas associa isto ao seu estado de cansa\u00e7o e exaust\u00e3o, ignorando esta sensa\u00e7\u00e3o e prosseguindo na sua busca.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Reunindo alguns objetos de barro n\u00e3o t\u00e3o quebrados, pensava em us\u00e1-los para guardar um pouco de \u00e1gua, e com aquela base de enxada, podia cortar com mais facilidade do que usando uma pedra. Certamente a dificuldade n\u00e3o havia terminado, mas ao menos agora come\u00e7ava a sentir suas chances de sobreviv\u00eancia aumentando. Aproveitou o momento mais quente do dia para se lavar e cuidar da sua ferida, cuja dor come\u00e7ava a incomodar. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Tirando com cuidado suas ataduras, viu que a ferida ainda estava sens\u00edvel, do\u00eda s\u00f3 de tocar ao seu redor, e sentia que por dentro ainda estava ruim. Com bastante cautela se lavou por completa, e tamb\u00e9m tentou lavar as ataduras, torceu-as e deixou-as secar antes de us\u00e1-las novamente. Enquanto esperava ali no sol at\u00e9 secar-se foi procurar seu vaga-lume, que encontrava-se exatamente onde havia deixado de manh\u00e3. Isso era bem estranho, pois ele aparentava vivo, mas sem reagir naturalmente a nada. O tempo passou r\u00e1pido at\u00e9 que estivesse totalmente seca e suas ataduras tamb\u00e9m, refez o curativo e ent\u00e3o se vestiu. Foi procurar pelos arredores o que pudesse comer, algum tempo depois havia reunido uma boa quantidade de coisas possivelmente comest\u00edveis, mas decidiu ser mais seleta, n\u00e3o comendo o que lhe deixasse em d\u00favida. Tamb\u00e9m trouxe um pouco de folha secas para dar mais aconchego \u00e0 sua cabana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">J\u00e1 estava terminando a tarde, quando achou por bem tentar refazer sua cabana, agora com mais energia, com a experi\u00eancia frustrante da \u00faltima tentativa e a possibilidade de fazer alguns talhos na madeira com sua ponta de enxada.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> De 0.01 &#8211; 0.25 consegue fazer uma cabana bem fechada e com uma estrutura firme, de 0.26 &#8211; 0.50 faz uma cabana vazada mas com uma estrutura firme, de 0.51 &#8211; 0.90 faz uma cabana vazada e com uma estrutura frouxa, de 0.91 &#8211; 1.00 faz uma cabana vazada e com estrutura inst\u00e1vel: <strong>0.66<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Mexer com madeira realmente n\u00e3o era algo f\u00e1cil para Atalia, ap\u00f3s um tempo de dedica\u00e7\u00e3o e imenso esfor\u00e7o, sua cabana estava bem vazada mas a estrutura j\u00e1 n\u00e3o estava t\u00e3o inst\u00e1vel. Poderia se arriscar a passar a noite ali sem tanto medo dela desabar em cima dela.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Logo mais caiu a noite e Atalia se cobriu e encostou-se no canto preparada para o frio que viria, mesmo com algum receio das madeiras ca\u00edrem, ent\u00e3o com a chegada na escurid\u00e3o lembrou-se procurar seu vaga-lume. Se engatinhando ela procurou com as m\u00e3os onde o havia deixado e logo mais o pegou. Trazendo para pertinho de si perguntou se ele n\u00e3o ia acender aquela luzinha? E ent\u00e3o ele come\u00e7ou a brilhar. Isso a fez bem e a noite passou de maneira mais leve, caindo rapidamente no sono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>STATUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Nome:<\/strong> Atalia, filha de Galieu da regi\u00e3o de Farhes<br><strong>Apar\u00eancia:<\/strong> Mesti\u00e7a indiana\/europeia<br><strong>Idade: <\/strong>16 anos<br><strong>Profiss\u00e3o:<\/strong> Andarilha<br><strong>Equipamentos:<\/strong><br>Roupa do corpo<br>Cobertor<br>Ponta de enxada<br><strong>Situa\u00e7\u00e3o:<\/strong><br>Sa\u00fade debilitada<br><strong>Caracter\u00edsticas:<\/strong><br>Forte odor<br>N\u00e3o sente nojo<br>N\u00e3o se incomoda com odores<br>Pouco comunicativa<br>Gosta de ficar sozinha<br>Sa\u00fade forte<br>Afinidade com animais<br>\u00c1gil e flex\u00edvel<br>L\u00edngua dos mortos<br>Reanimar cole\u00f3pteros<br><strong>Inimigos:<\/strong><br>Duquesa de Mancini<\/p>\n\n\n\n<hr class=\" wp-block-separator has-css-opacity eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper\"><strong>RPG e curvas de crescimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Como chegamos onde estamos hoje? Claro que existem exce\u00e7\u00f5es nos quais ocorrem saltos que mudam tudo do dia para a noite. Mas na maioria dos casos as coisa se constroem lenta e gradativamente. Mesmo na nossa forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, as vezes temos contato com algum evento cient\u00edfico ou projeto no Ensino M\u00e9dio, ent\u00e3o vamos para a gradua\u00e7\u00e3o onde as coisas seguem por mais alguns anos, somando uma participa\u00e7\u00e3o em congresso, uma coautoria em resumo, uma experi\u00eancia em projeto e por ai vai. Analisados de maneira individual parecem a\u00e7\u00f5es muito simples, e que contribuem pouco no curr\u00edculo acad\u00eamico, mas ent\u00e3o come\u00e7amos a somar e valores mais significantes come\u00e7am a aparecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Na aventura de hoje pode parecer tudo muito banal, Atalia acordou e permaneceu naquela casa queimada at\u00e9 o final do dia. Mas se formos ver o que aconteceu realmente com nossa personagem, \u00e9 que depois de uma longa jornada ferida, de n\u00e3o conseguir espa\u00e7o com comerciantes que passavam por ela na estrada, ela finalmente encontrou um local para reclinar a cabe\u00e7a. Como a inten\u00e7\u00e3o dessa \u00e9 ser uma aventura sincera, a protagonista n\u00e3o deseja nada mais do que um pouco de seguran\u00e7a e t\u00e9dio para se recuperar por completo. Ela est\u00e1 se desenvolvendo nessa aventura, aprendendo a sobreviver sozinha, encontrando comida, improvisando uma cabana, reunindo recursos por onde passa. A\u00e7\u00f5es que at\u00e9 ent\u00e3o nunca foram preocupa\u00e7\u00f5es para ela, mas que agora come\u00e7am a mudar a personagem. Mesmo seu pequeno vaga-lume zumbi, j\u00e1 come\u00e7amos a notar um dom\u00ednio inconsciente sobre ele, ao perguntar se viria a acender a luzinha, e ter seu comando obedecido. Atalia n\u00e3o sabe que \u00e9 uma necromante, nem teve mentores que identificassem nela essas habilidades, mas come\u00e7am a surgir as primeiras pistas de que h\u00e1 algo de diferente nela. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Contudo, o tema da discuss\u00e3o de hoje, \u00e9 curva de crescimento. Esse \u00e9 um tema que j\u00e1 discuti bastante com o Pavel, e sempre ca\u00edmos num dilema sobre as pessoas aprendem\/desenvolvem-se e como isso pode ser modelado dentro de um RPG.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Certamente n\u00e3o podemos restringir um jogador de querer que seu personagem aprenda algo novo, pois na vida aprendemos coisas novas o tempo todo. Embora tenha tamb\u00e9m a quest\u00e3o de qu\u00e3o bom voc\u00ea \u00e9 em algo, e como isso pode afetar suas a\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s muitas discuss\u00f5es sobre este tema, e experi\u00eancias em RPG&#8217;s nos quais isso era proibido e em que isso era liberado, acho interessante falar mais a respeito do que acontecia nestes contextos. Quando havia uma regra clara sobre n\u00e3o adquirir novas habilidades exceto mediante pontos atribu\u00eddos com ganho de n\u00edvel, os jogadores simplesmente seguiam sua vidas, e do nada apareciam com uma habilidade totalmente nova vinda de lugar nenhum (Neo para Morpheus: eu sei kung fu!). No cen\u00e1rios em que ganhar habilidades com treinamento era permitido, os jogadores ficavam literalmente todo o tempo livre dos seus personagens treinando. Intera\u00e7\u00f5es sociais ou qualquer outra a\u00e7\u00e3o eram ignoradas, e o foco todo era treinar, inclusive treinar para n\u00e3o sentir que estavam desperdi\u00e7ando tempo com besteiras. Tamb\u00e9m haviam contextos intermedi\u00e1rios, no qual o ganho estava associado a algum mentor, nestes casos, os jogadores buscavam sempre achar mentores que pudessem dar-lhes os ganhos desejados. Em todos os contextos, sinto que a quest\u00e3o sempre trava na ideia de ganhar algo ou uma sede em melhorar-se o tempo todo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Se precisasse responder isso hoje, sobre como enxergo a evolu\u00e7\u00e3o de habilidades num cen\u00e1rio de RPG, acho que a melhor resposta seria uma pergunta ret\u00f3rica: <strong>pra que voc\u00ea quer se desenvolver?<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">At\u00e9 o final do m\u00eas de junho, estava trabalhando como estagi\u00e1rio docente de C\u00e1lculo III, nesse per\u00edodo precisava dar aulas de um conte\u00fado que sentia ter pouco dom\u00ednio. Assim, ficava estudando para dar boa aula, e coneguir tirar d\u00favidas de meus alunos. Esta era minha inten\u00e7\u00e3o, e isso me motivava e me preocupava o suficiente para dedicar-me em aprender, para isso, abrindo m\u00e3o de outras atividades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Para um RPG a situa\u00e7\u00e3o segue an\u00e1loga, se um personagem deseja ganhar um torneio de artes marciai, \u00e9 natural que procure treinar diariamente para isso. Mas se ele simplesmente quer ter uma vida confort\u00e1vel e sua arma \u00e9 um instrumento para garantir sua seguran\u00e7a pessoal, talvez seja mais prudente dormir em quartos individuais nas pousadas, do que acampar ao redor da cidade. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Em rela\u00e7\u00e3o a n\u00fameros, pontos, quanto se ganha, quanto se perde&#8230; acredito que isto sempre termine em confus\u00f5es. Pois uma vez que inserimos uma regra num\u00e9rica para modelar um ganho\/perda\/melhoria, come\u00e7amos mentalmente (as vezes de forma involunt\u00e1ria) a procurar maximizar nossos ganhos ou minimizar nossa perdas. Mesmo para regras muito complexas, em seus extremos provavelmente teremos situa\u00e7\u00f5es absurdas que n\u00e3o correspondem a um modelo sustent\u00e1vel. \u00c9 aquela hist\u00f3ria:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\">Se um pedreiro constr\u00f3i uma casa em um ano, 365 pedreiros constroem uma casa em um dia?<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Acredito que a maior arma para evitar incogru\u00eancias no enredo e que vem inclusive a somar no pr\u00f3prio desenvolvimento da hist\u00f3ria, \u00e9 a pr\u00f3pria hist\u00f3ria como base. Atalia tentou construir sua cabana, gastou tempo, energia e esfor\u00e7ou-se para fazer algo bom. Mas a sorte estava contra ela, e o resultado foi p\u00e9ssimo&#8230; algum tempo depois, decidiu que valia a pena tentar novamente, se contentando com o novo resultado um pouquinho melhor que o anterior. Se esse for um crit\u00e9rio de base, cabe aos jogadores manterem uma consci\u00eancia sobre o que j\u00e1 ocorreu com seu personagem ao longo da aventura, e fazer uso destas experi\u00eancias para exigir melhores condi\u00e7\u00f5es para os testes (ou seja, um sinal de que n\u00e3o s\u00e3o mais os mesmos de quando tentaram isso pela \u00faltima vez).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>A aventura de Atalia \u2013 uma narrativa de RPG sincera<\/strong><br>parte 0: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3826\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3826\/<\/a><br>parte 1: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3832\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3832\/<\/a><br>parte 2: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4247\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4247\/<\/a><br>parte 3: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4283\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4283\/<\/a><br>parte 4: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4579\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4579\/<\/a><br>parte 5: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4700\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4700\/<\/a><br>parte 6: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4703\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4703\/<\/a><br>parte 7: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4708\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4708\/<\/a><br>parte 8: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4716\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4716\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\" wp-block-separator has-css-opacity eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Como referenciar este conte\u00fado em formato ABNT (baseado na norma NBR 6023\/2018): <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">SILVA, Marcos Henrique de Paula Dias da. A aventura de Atalia \u2013 uma narrativa de RPG sincera \u2013 parte 4. <em>In<\/em>: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. <strong><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zero \u2013 Blog de Ci\u00eancia da Unicamp<\/a>. <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/category\/v-8-ed-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Volume 8. Ed. 1. 2\u00ba semestre de 2022<\/a><\/strong>. Campinas, 12 ago. 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4579\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4579<\/a>. Acesso em: &lt;data-de-hoje&gt;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O despertar dos poderes necromantes em meio a desafios de sobreviv\u00eancia com poucos recursos.<\/p>\n","protected":false},"author":434,"featured_media":4580,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[1224],"tags":[],"class_list":["post-4579","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-v-8-ed-1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4579","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/users\/434"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4579"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4579\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5346,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4579\/revisions\/5346"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4580"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}