{"id":4700,"date":"2022-11-06T11:00:00","date_gmt":"2022-11-06T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/?p=4700"},"modified":"2023-08-26T19:49:45","modified_gmt":"2023-08-26T22:49:45","slug":"a-aventura-de-atalia-uma-narrativa-de-rpg-sincera-parte-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4700\/","title":{"rendered":"A aventura de Atalia \u2013 uma narrativa de RPG sincera \u2013 parte 5"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"eplus-wrapper\">Na manh\u00e3 seguinte Atalia se levanta com uma sensa\u00e7\u00e3o alegre, ainda que estivesse com o corpo todo dolorido, fome, sentindo-se suja e ainda bastante cansada e sonolenta, ao menos a situa\u00e7\u00e3o parecia caminhar para um cen\u00e1rio de estabilidade, com seu vaga-lume ainda ao seu lado. Decide ent\u00e3o procurar um galho com que pudesse encaixar sua ponta de enxada e oferecer seus servi\u00e7os em troca de um pouco de alimento.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Atalia caminha entre a vegeta\u00e7\u00e3o, procurando no ch\u00e3o ou nas \u00e1rvores, algum peda\u00e7o duro de madeira que encaixasse naquela enxada, que apesar de nunca t\u00ea-lo utilizado, imaginava como deveria ser seu cabo. De 0.01 \u2013 0.10 ela procura com bastante aten\u00e7\u00e3o por toda a manh\u00e3 at\u00e9 encontrar um galho bem seco e reto o suficiente para encaixar-se naquele peda\u00e7o de metal, de 0.11 &#8211; 0.50 procurou por toda a manh\u00e3, mas o m\u00e1ximo que encontrou foi um galho n\u00e3o t\u00e3o reto que encaixasse naquela ponta de enxada, de 0.51 &#8211; 0.90 procurou por parte da manh\u00e3 at\u00e9 achar um galho que encaixasse na enxada, de 0.91 &#8211; 1.00 desiste de procurar ap\u00f3s pouco tempo de buscas infrut\u00edferas: <strong>0.28.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Atalia gasta sua manh\u00e3 inteira de esfor\u00e7o, at\u00e9 encontrar um galho torto que encaixava na sua ponta de enxada. Seu encaixe era firme, mas sua empunhadura parecia estranha, dificultando um pouco o seu uso.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\">Seguiu ent\u00e3o em sua rotina de sobreviv\u00eancia, procurando alimentos, se hidratando e mantendo suas feridas limpas at\u00e9 que avistasse algum sinal de outras pessoas passando pela regi\u00e3o. No final da tarde, ouve sons de cavalos, e corre com sua enxada improvisada para a estrada afim de encontrar-se com quem passava. Na carro\u00e7a haviam muitas caixas vazias, e dois homens que se surpreenderam com a apari\u00e7\u00e3o de Atalia. Ela ent\u00e3o explicou que gostaria de oferecer seus servi\u00e7os de arado na terra deles, em troca de alguns alimentos.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Era evidente que a enxada de Atalia era improvisada, e sua apar\u00eancia imunda e magricela, indicavam que ela realmente estava em uma situa\u00e7\u00e3o desesperadora. De 0.01 &#8211; 0.15 os homens se comovem com a situa\u00e7\u00e3o de Atalia e se disp\u00f5e a ajud\u00e1-la de imediato. De 0.16 &#8211; 0.40 eles ficam receosos, e se prop\u00f5e a ajud\u00e1-la mediante o servi\u00e7o dela nas suas terras. De 0.41 &#8211; 0.80 eles decidem interrogar mais a mo\u00e7a, para avaliar a situa\u00e7\u00e3o, de 0.81 &#8211; 1.00 eles a dispensam e v\u00e3o embora: <strong>0.87.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Eles ficam receosos sobre o que pode ter levado aquela mo\u00e7a a tal situa\u00e7\u00e3o t\u00e3o prec\u00e1ria e desesperadora, e decidem n\u00e3o se envolver por medo de trazer com ela mais problemas para suas vidas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\">Atalia retorna para sua barraca improvisada se sentindo p\u00e9ssima, toda aquela esperan\u00e7a que veio pela manh\u00e3 parece que deixou um vazio no peito ainda maior do que antes. Ficou revendo o que disse, pensando o que poderia ter dito que fizesse aquelas pessoas darem-lhe uma chance. Isso a fez sentir-se culpada e arrepender-se profundamente da sua situa\u00e7\u00e3o. Pensava que tinha sido um erro deixar sua casa, que talvez toda aquela confus\u00e3o pudesse ter se resolvido no di\u00e1logo, na conversa, talvez sua m\u00e3e ajudasse a explicar o que houve naquele dia. Ou mesmo que o cocheiro pudesse ajud\u00e1-la a ser perdoada, e que voltaria a sua antiga vida, com os cavalos, no est\u00e1bulo, dormindo bem e comendo bem.  <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Atalia desmotivada e depressiva, se colocou ali enquanto os \u00faltimos feixes de luz passavam pelo horizonte, em sua tristeza sentia no vazio profundo aquela sensa\u00e7\u00e3o da morte que j\u00e1 havia sentido v\u00e1rias vezes nos \u00faltimos dias desde seu incidente no est\u00e1bulo. De 0.01 &#8211; 0.20 Atalia parece ver uma esp\u00e9cie de brilho azulado vindo das cinzas, de 0.21 &#8211; 0.50 Atalia sente um calafrio ao lembrar-se dos ossos que encontrou ali no dia anterior e pressente que ali houve um assassinato, de 0.51 &#8211; 0.80 Atalia sente um calafrio relacionado aos ossos que encontrou nas cinzas no dia anterior, mas n\u00e3o entende o que possa ser, de 0.81 &#8211; 1.00 Atalia sente um ar sombrio no ar, mas n\u00e3o o distingue da sua pr\u00f3pria tristeza: <strong>0.49<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Atalia sentiu um medo s\u00fabito, em meio as trevas que come\u00e7avam a dominar o ambiente, lembra-se daqueles ossos e procurando-os novamente em meio \u00e0s cinzas enquanto escurecia, ela tateou um e ficou muito receosa em continuar sua busca.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\">Com aquele osso em m\u00e3os, come\u00e7ou a respirar ofegante diante o fato que algu\u00e9m morreu ali. Talvez assassinado. Provavelmente assassinado. N\u00e3o sabia se era uma pessoa, ou havia mais gente, sua cabe\u00e7a estava perturbada com aquilo. N\u00e3o sabia o que fazer, se ficava ali, se ia embora, mas ir para onde? N\u00e3o lembrava o caminho de volta, nem sabia se queria realmente voltar.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Atalia tenta se acalmar, encolhida no canto enquanto segurava aquele osso, tentava com dificuldade organizar seus pensamentos. De 0.01 &#8211; 0.15 ela consegue for\u00e7ar um estado de calma, o suficiente para descansar e pensar nisto com calma na manh\u00e3 seguinte, de 0.16 &#8211; 0.40 permanece tensa, pensativa, ansiosa, com o pensamento acelerado, de 0.41 &#8211; 0.80 d\u00e1 um ataque de p\u00e2nico, medo, inseguran\u00e7a, desespero e pavor, de 0.81 &#8211; 1.00 levantasse e foge dali: <strong>0.21.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Atalia tem uma noite longa, cansativa, at\u00e9 que o sono a atinja de modo involunt\u00e1rio.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\"><strong>STATUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\"><strong>Nome:<\/strong> Atalia, filha de Galieu da regi\u00e3o de Farhes<br><strong>Apar\u00eancia:<\/strong> Mesti\u00e7a indiana\/europeia<br><strong>Idade: <\/strong>16 anos<br><strong>Profiss\u00e3o:<\/strong> Andarilha<br><strong>Equipamentos:<\/strong><br>Roupa do corpo<br>Cobertor<br>Enxada improvisada<br>Osso misterioso<br><strong>Situa\u00e7\u00e3o:<\/strong><br>Sa\u00fade debilitada<br><strong>Caracter\u00edsticas:<\/strong><br>Forte odor<br>N\u00e3o sente nojo<br>N\u00e3o se incomoda com odores<br>Pouco comunicativa<br>Gosta de ficar sozinha<br>Sa\u00fade forte<br>Afinidade com animais<br>\u00c1gil e flex\u00edvel<br>L\u00edngua dos mortos<br>Reanimar cole\u00f3pteros<br><strong>Inimigos:<\/strong><br>Duquesa de Mancini<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper has-text-align-center\"><strong>Ritmo do enredo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\">Dentre os maiores desafios que j\u00e1 encontrei tanto jogando RPG como Narrando aventuras para v\u00e1rios jogadores, \u00e9 manter todos os presentes na trama com n\u00edveis de intera\u00e7\u00e3o parecidos. Separar os personagens dos jogadores numa aventura ao meu ver \u00e9 realmente problem\u00e1tico, pois as a\u00e7\u00f5es deixam de ser conjuntas, enquanto um grupo vive um contexto o outro assiste em sil\u00eancio, e depois trocam. Ainda mais complexo quando a quantidade de a\u00e7\u00f5es de risco nestes enredos variam, por exemplo, em &#8220;Senhor dos An\u00e9is: A Sociedade do Anel&#8221;, quando Gandalf foi confrontar Balrog e ca\u00edram juntos no abismo, para o restante do grupo que seguiu fugindo, as a\u00e7\u00f5es foram mais simples e curtas, do que as de Gandalf, que ficou envolvido em um longo confronto f\u00edsico e espiritual, retornando como Gandalf o Mago Branco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\">Nas aventuras isso tamb\u00e9m segue sendo um problema, pois alguns personagens podem simplesmente se ocupar de a\u00e7\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o, como a Atalia procurando um galho adequado na vegeta\u00e7\u00e3o ao seu redor, enquanto outras situa\u00e7\u00f5es podem envolver decis\u00f5es em intervalos muito curtos, como um confronto, uma fuga, uma negocia\u00e7\u00e3o. Na posi\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 jogando este tempo ocioso pode ser problem\u00e1tico, pois assiste os outros jogadores vivendo e se aventurando, enquanto sente sua pr\u00f3pria aventura reduzida a a\u00e7\u00f5es muito b\u00e1sicas e sem emo\u00e7\u00e3o. No caso, j\u00e1 vi (mestrando) e j\u00e1 agi assim (jogando), isto pode estimular o jogador a partir numa dire\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica e destrutiva, simplesmente para &#8220;puxar&#8221; um pouco de a\u00e7\u00e3o ao seu lado. Arrumar uma briga desnecess\u00e1ria, entrar em uma confus\u00e3o, ou fazer algo simplesmente est\u00fapido que vir\u00e1 a ter consequ\u00eancias problem\u00e1ticas a si, ou a todos. \u00c9 dif\u00edcil entretanto para quem mestra a aventura perceber este \u00f3cio, pois como piv\u00f4 das a\u00e7\u00f5es dos jogadores, sua aten\u00e7\u00e3o geralmente est\u00e1 distribu\u00edda e durante toda a sess\u00e3o, quase n\u00e3o para de mediar as a\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\">Neste contexto, acho que em vez de criar barreiras que forcem todos os personagens a permanecerem juntos no mesmo ambiente, ou que tente distribuir uma s\u00e9rie de problemas entre os personagens em locais diferentes (que ainda assim distribu\u00edra o tempo de \u00f3cio de cada um), \u00e9 interessante pensarmos em fazer a manuten\u00e7\u00e3o do grupo como um combinado inicial e pr\u00e9-disposto a cada personagem em seus pr\u00f3prios objetivos. Ou seja, antes de se criar um personagem, ou import\u00e1-lo de outro cen\u00e1rio, deixar claro que \u00e9 necess\u00e1rio existir esta conex\u00e3o, que os mantenham unidos como grupo. No caso de Senhor dos An\u00e9is: A Sociedade do Anel, o objetivo comum de destruir o anel era este objetivo, e ainda assim a aventura se divide com Gandalf caindo no abismo, Frodo abandonando o grupo, os hobbits sendo raptados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\">.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\"><strong>A aventura de Atalia \u2013 uma narrativa de RPG sincera<\/strong><br>parte 0: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3826\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3826\/<\/a><br>parte 1: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3832\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3832\/<\/a><br>parte 2: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4247\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4247\/<\/a><br>parte 3: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4283\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4283\/<\/a><br>parte 4: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4579\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4579\/<\/a><br>parte 5: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4700\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4700\/<\/a><br>parte 6: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4703\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4703\/<\/a><br>parte 7: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4708\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4708\/<\/a><br>parte 8: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4716\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4716\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\">.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"eplus-wrapper wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\">Como referenciar este conte\u00fado em formato ABNT (baseado na norma NBR 6023\/2018): <\/p>\n\n\n\n<p class=\"eplus-wrapper\">SILVA, Marcos Henrique de Paula Dias da. A aventura de Atalia \u2013 uma narrativa de RPG sincera \u2013 parte 5. <em>In<\/em>: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. <strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/\" target=\"_blank\">Zero \u2013 Blog de Ci\u00eancia da Unicamp<\/a>. <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/category\/v-8-ed-1\/\" target=\"_blank\">Volume 8. Ed. 1. 2\u00ba semestre de 2022<\/a><\/strong>. Campinas, 6 nov. 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4700\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4700<\/a>. Acesso em: &lt;data-de-hoje&gt;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um osso foi encontrado entre as cinzas. Algumas sensa\u00e7\u00f5es come\u00e7am a despertar em sua mente.<\/p>\n","protected":false},"author":434,"featured_media":4731,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":{"x":0.5,"y":0.5},"footnotes":""},"categories":[1224],"tags":[],"class_list":["post-4700","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-v-8-ed-1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/users\/434"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4700"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4700\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5354,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4700\/revisions\/5354"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4731"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}