{"id":4716,"date":"2022-11-06T11:37:33","date_gmt":"2022-11-06T14:37:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/?p=4716"},"modified":"2023-08-26T19:51:45","modified_gmt":"2023-08-26T22:51:45","slug":"a-aventura-de-atalia-uma-narrativa-de-rpg-sincera-parte-8","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4716\/","title":{"rendered":"A aventura de Atalia \u2013 uma narrativa de RPG sincera \u2013 parte 8"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" eplus-wrapper\">Na manh\u00e3 seguinte, Atalia \u00e9 acordada pela senhora, dizendo que j\u00e1 come\u00e7ava a raiar o sol. O corpo todo de Atalia estava dolorido, mas pela primeira vez em muitos dias, sentia que realmente teve uma noite revigorante de sono. Se levanta, pega seu pingente, seus vaga-lumes e estava para pegar sua enxada, quando a senhora lhe reprende, dizendo que ainda n\u00e3o era hora de arar a terra, que era para deixar aquilo ali. Atalia obedece e a acompanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Naquela manh\u00e3 Atalia ajuda a senhora junto com outras tr\u00eas mo\u00e7as, a preparar a mesa, obedecendo a tudo o que lhe \u00e9 instru\u00eddo, quando a mesa j\u00e1 esta a postos, o sal\u00e3o logo enche, e todos come\u00e7am a comer, inclusive Atalia, que se delicia com o sabor daquela refei\u00e7\u00e3o matinal. No sal\u00e3o est\u00e1 o vice-capit\u00e3o que avista Atalia ajudando a senhora, come rapidamente e logo vai embora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ap\u00f3s todos comerem, o sal\u00e3o vai se esvaziando e Atalia junto com a senhora e as outras tr\u00eas mo\u00e7as seguem limpando o local. Atalia aproveita para comer os restos dos p\u00e3es que deixaram sobre a mesa enquanto limpava. Depois disso, a senhora pergunta se Atalia gostaria de aprender a arar? Atalia responde que sim, e a senhora a acompanha, pegando sua enxada e a levando para o exterior da fortaleza. L\u00e1 ela apresenta Atalia a outro senhor, bem mais jovem que o do dia anterior, e diz para ver se essa garota prestava para alguma coisa arando a terra. O senhor a acolhe e explica o que Atalia deve fazer, e ela vai obedecendo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Pouco depois de come\u00e7ar a arar a terra, ela v\u00ea passando de cavalo rapidamente pela estrada o vice-capit\u00e3o, voltando para a fortaleza. Ap\u00f3s uma manh\u00e3 inteira trabalhando, ouvem um sino e todos ali param, avisando para Atalia que era hora de comerem. Atalia segue o grupo at\u00e9 o sal\u00e3o onde tomou caf\u00e9 da manh\u00e3, l\u00e1 estava tamb\u00e9m o vice-capit\u00e3o, Atalia havia acabado de pegar sua por\u00e7\u00e3o, quando o vice-capit\u00e3o a aborda dizendo que precisava conversar com ela imediatamente, que poderia levar sua refei\u00e7\u00e3o para comer enquanto conversavam. Atalia obedece e segue o vice-capit\u00e3o at\u00e9 o local onde ele reservou para encontr\u00e1-la. Chegando l\u00e1, o vice-capit\u00e3o a deixa em uma mesa, e diz ir buscar uns pap\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Atalia senta-se para comer, um pouco apreensiva sobre aquilo que sentiu ontem. De 0.01 &#8211; 0.80 Atalia n\u00e3o ouve a porta sendo trancada, de 0.81 &#8211; 1.00 Atalia ouve a porta sendo trancada: <strong>0.80.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Atalia comia feliz ap\u00f3s uma manh\u00e3 inteira de trabalho, e de longos dias se alimentando mal. O som do seu mastigar abafava sons mais leves, de modo que n\u00e3o percebeu que a porta atr\u00e1s dela foi trancada ap\u00f3s a sa\u00edda do vice-capit\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Naquela sala haviam diversas armas, espadas, balestras, escudos, lan\u00e7as, enquanto comia Atalia as observava.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> De 0.01 &#8211; 0.10 Atalia come\u00e7ava a perceber diferentes tons azulados nestas armas, de 0.11 &#8211; 0.30 Atalia come\u00e7a a sentir diferentes tipos de vibra\u00e7\u00f5es em torno destas armas, de 0.31 &#8211; 0.60 Atalia come\u00e7a a sentir uma aura sombria ao observar estas armas, de 0.61 &#8211; 1.00 Atalia n\u00e3o nota nada de estranho nelas: <strong>0.84.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Atalia segue comendo, sem suspeitar de nada.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Terminando a refei\u00e7\u00e3o, Atalia segue sentada esperando o retorno do vice-capit\u00e3o, ela estava apreensiva pelo assunto ao qual desejaria conversar, e talvez pela lembran\u00e7a de como ele mudou sua express\u00e3o no dia anterior. <\/p>\n\n\n\n<ul id=\"block-d69cde0d-99bc-4195-99f1-8e1e599629c6\" class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> O ambiente estava silencioso e Atalia aguardava o retorno do vice-capit\u00e3o com certa ansiedade. De 0.01 &#8211; 0.90 Atalia ouve a porta sendo destrancada, de 0.91 &#8211; 1.00 Atalia n\u00e3o ouve a porta sendo destrancada: <strong>0.53.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Atalia ouve a porta sendo destrancada, e logo fita seu olhar para sua dire\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por um momento, Atalia se surpreende ao ver uma mo\u00e7a indiana de cabelos compridos similares ao seus, abrindo a porta, mas n\u00e3o entende ao certo o que v\u00ea, pois como num relance percebe que n\u00e3o era na verdade o vice-capit\u00e3o entrando na sala. O vice-capit\u00e3o parece cansado vestindo uma capa preta, como se estivesse correndo. Ele pede perd\u00e3o por t\u00ea-la feito esperar, e diz que precisa que precisa que ela fa\u00e7a-lhe um favor, levando uma mensagem.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Atalia sente d\u00favidas sobre sua pr\u00f3pria percep\u00e7\u00e3o e suspeita do contexto como um todo. De 0.01 &#8211; 0.15 Atalia tem certeza do que viu ao abrir a porta e reluta aceitar o que ele pede, de 0.16 &#8211; 30 Atalia acha que possa ter se enganado sobre o que viu, mas sente-se relutante em aceitar o que ele pede, de 0.31 &#8211; 0.50 Atalia suspeita desse contexto e procura uma desculpa para recusar, de 0.51 &#8211; 75 Atalia suspeita desse contexto mas aceita o pedido, de 0.76 &#8211; 1.00 Atalia aceita de imediato: <strong>0.39.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Atalia fala que ficou de ajudar aquela senhora em uma tarefa muito importante, que n\u00e3o poderia deix\u00e1-la esperando, mas assim que logo em seguida levaria sua mensagem.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O vice-capit\u00e3o se irou, respirando for\u00e7adamente calmo, quando repete que esta tarefa \u00e9 de suma import\u00e2ncia, dando sua pr\u00f3pria capa preta para que Atalia vista, entregando a ela tamb\u00e9m uma adaga, dizendo que \u00e9 bom que ela tenha algo para defender-se sempre que sair da fortaleza, e aprontando um saco com v\u00e1rias coisas que foi encontrando na sala e entregando para ela, junto a um papel com v\u00e1rias coisas escritas, dizendo que precisava que entregasse aquilo a um homem chamado Jonas, que ficava no moinho pr\u00f3ximo a sa\u00edda Norte daquela fortaleza.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Ao entregar a capa e a adaga para Atalia, veio uma sensa\u00e7\u00e3o sombria no ar, tal como sentiu com aquela ponta de dardo que transformou em pingente. De 0.01 &#8211; 0.15 v\u00ea um tom azulado nestes objetos, de 0.16 &#8211; 0.40 come\u00e7a a sentir diferentes tipos de vibra\u00e7\u00f5es em torno destes objetos, de 0.41 &#8211; 0.60 sente uma aura sombria nestes objetos, de 0.61 &#8211; 1.00 n\u00e3o percebe nada de estranho: <strong>0.34.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Atalia sente algo pesado nesta capa e nesta adaga, mas apesar de n\u00e3o conseguir explicar exatamente o que seja, tem a certeza de que est\u00e3o vibrando de maneira estranha.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste!<\/strong> Atalia est\u00e1 numa situa\u00e7\u00e3o de aflito, seu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 em desespero, sente que h\u00e1 algo de muito errado ali, procura um jeito de reagir \u00e0quilo, enquanto v\u00ea o vice-capit\u00e3o termina de aprontar \u00e0s pressas aquele saco de coisas para que ela leve, ela sente que sua vida novamente est\u00e1 em risco e n\u00e3o h\u00e1 nada que ela possa fazer. De 0.01 &#8211; 0.10 Atalia come\u00e7a a ver tons azuis com clareza nos objetos ao seu redor, de 0.10 &#8211; 0.30 Atalia desmaia, de 0.31 &#8211; 0.50 Atalia come\u00e7a a se sentir muito enjoada, press\u00e3o baixa, p\u00e2nico, respira\u00e7\u00e3o ofegante, de 0.51 &#8211; 0.70 o mal-estar permanece, mas ela consegue obedecer o vice-capit\u00e3o, de 0.71 &#8211; 1.00 ela cont\u00eam seu mal-estar e obedece o vice-capit\u00e3o: <strong>0.97.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado:<\/strong> Atalia veste a capa preta, p\u00f5e de forma amadora a adaga em sua cintura, recebe do vice-capit\u00e3o aquele saco e segue para obedecer suas instru\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Atalia apreensiva, sai da sala carregando aquele saco, e caminha seguindo as instru\u00e7\u00f5es dadas pelo vice-capit\u00e3o. Parece haver uma agita\u00e7\u00e3o na fortaleza. Atalia sai em dire\u00e7\u00e3o ao port\u00e3o Norte, quando alguns guardas come\u00e7am a apontar para ela e vem em sua dire\u00e7\u00e3o, segurando-na e arrancando a imobilizando-a. Sem entender a situa\u00e7\u00e3o, Atalia tenta explicar que estava levando uma mensagem do vice-capit\u00e3o para o Jonas, que fica no moinho ao Norte dali. Mas os guardas n\u00e3o a escutam, tiram sua adaga da cintura e a levam sob cust\u00f3dia de volta para a fortaleza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por onde passava, as pessoas olhavam apreensivas para Atalia, com express\u00f5es chocadas, apontando para ela. Atalia n\u00e3o entendia nada do que acontecia, e imaginava ser um grande equ\u00edvoco tudo aquilo. At\u00e9 que ela foi levada para o vice-capit\u00e3o, quando achou que as coisas se resolveriam, pois ele poderia muito bem explicar todo aquele mal entendido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Junto ao vice-capit\u00e3o haviam outras mo\u00e7as que trabalharam com ela durante a manh\u00e3, e o vice-capit\u00e3o as perguntava sobre o que elas viram. E elas relatavam que tinha sido ela sim, a garota indiana. Atalia n\u00e3o entendia o que estavam falando, quando o guarda entrega para o vice-capit\u00e3o a adaga encontrada com ela. E a leva at\u00e9 o corpo ca\u00eddo da senhora que cuidou de Atalia no dia anterior e naquele dia. O vice-capit\u00e3o com a adaga em m\u00e3os olha no corpo e diz que o ferimento corresponde. Atalia questiona o que est\u00e1 acontecendo, mas os guardas a mandam ficar calada, chamando-a de assassina, revistando-a por completo em frente a todos ali presentes, desnudando-a e jogando tudo o que encontram ao ch\u00e3o, entre eles o saco com objetos, seu pingente e seus vaga-lumes. O vice-capit\u00e3o pega o saco e confirma reconhecer aqueles objetos, afirmando terem sido roubados e que ela devia estar tentando fugir com eles. Atalia n\u00e3o entende realmente nada do que acontece, mas pede que o vice-capit\u00e3o explique que foi tudo um mal entendido, por\u00e9m ele a ignora, dizendo que foi um erro confiar numa estrangeira. Que diante as testemunhas, o flagrante e a arma do crime, n\u00e3o haviam d\u00favidas, que havia sido ela a assassina. Nestas condi\u00e7\u00f5es, o vice-capit\u00e3o em frente a um ajuntamento de guardas e servi\u00e7ais, decreta que Atalia ser\u00e1 executada ao final daquele dia e \u00e9 levada para o c\u00e1rcere at\u00e9 chegar a hora da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Atalia chorava desenfreadamente, estava completamente perdida nesta situa\u00e7\u00e3o, sem saber ou mesmo sem entender nada do que havia acontecido. Perguntava para todos o que havia acontecido, quem havia matado aquela senhora, mas a rea\u00e7\u00e3o era a mesma, ou eles a ignoravam, ou a acusavam de assassina. No caminho para o c\u00e1rcere, Atalia passou por v\u00e1rias celas cheias de prisioneiros, alguns com apar\u00eancia bem assustadora, outros sem uma parte do corpo, ela estava em p\u00e2nico diante tudo aquilo. A situa\u00e7\u00e3o parecia totalmente perdida, quando algum tempo depois v\u00eam at\u00e9 sua cela um dos guardas, carregando em suas m\u00e3os seu pingente e seus dois vagalumes. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ele permanece um tempo em frente a cela, observando-a, e Atalia retra\u00edda, desnuda no canto, procurava se proteger daquele olhar. Mas o guarda fala para seus dois vaga-lumes irem at\u00e9 sua mestra, e os dois vaga-lumes levantam voo e v\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o de Atalia que os recebe na palma da m\u00e3o. O guarda explica que ficou surpreso em ter encontrado outra necromante ali e que gostaria de ouvir o que ela tinha a contar, nos m\u00ednimos detalhes. Pois sua vida poderia depender do que ela sabia, ainda que n\u00e3o soubesse do que sabe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Atalia estava muito assustada, e dizia n\u00e3o saber de nada, mas o guarda insistiu que ela sabia sim e que n\u00e3o havia nada a esconder, pois sua senten\u00e7a de morte j\u00e1 havia sido decretada. Atalia ent\u00e3o contou tudo, em choros, contou de que presenciou um adult\u00e9rio, que quase foi morta pelo guarda-costas da duquesa, que fugiu com medo de persegui\u00e7\u00e3o, que encontrou uma casa em destro\u00e7os onde se abrigou por uns dias e tudo mais. O guarda ouviu atento, e perguntou sobre a localiza\u00e7\u00e3o desta casa, ela explicou da forma como podia, e ele perguntou se ela tinha visto algo de estranho ali, e ela disse que n\u00e3o, exceto que achou nas cinzas alguns ossos, mas n\u00e3o sabia dizer se eram humanos. O guarda ent\u00e3o coloca a m\u00e3o na boca pasmo com a informa\u00e7\u00e3o. Ele pergunta ent\u00e3o se ela notou qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, estranha com o vice-capit\u00e3o? E Atalia relatou, disse da mudan\u00e7a de comportamento dele ap\u00f3s falar da enxada, e o guarda seguiu ouvindo-a com muita aten\u00e7\u00e3o. Ele encerra perguntando se ela viu qualquer coisa a mais de estranho, e ela diz que enquanto esperava na sala dele no momento em que o assassinato ocorreu, ouviu a porta destrancando, mas nem sabia que tinha sido trancada, e tamb\u00e9m, achou ter visto outra mulher indiana entrando na sala, mas n\u00e3o sabe, acha que foi s\u00f3 impress\u00e3o dela, porque era o vice-capit\u00e3o, com aquela capa preta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">O guarda ap\u00f3s ouvir tudo o que ela disse, mostrava-se perplexo. Dizendo que acredita nela, que definitivamente ela n\u00e3o era a assassina, pois v\u00e1rias partes do seu relato se encaixavam com alguns eventos. Ent\u00e3o Atalia sorri esperan\u00e7osa, dizendo se ele vai explicar pro vice-capit\u00e3o que ela \u00e9 inocente? Se vai conseguir salv\u00e1-la daquela senten\u00e7a. Mas o guarda reitera, dizendo que ela ser\u00e1 executada no final daquele dia e que n\u00e3o h\u00e1 o que ele possa fazer para impedir isso, mas que ele era muito grato por todas as informa\u00e7\u00f5es que ela deu e que isso explicava muitas coisas, inclusive a raz\u00e3o da sua execu\u00e7\u00e3o. Atalia se zanga, sobre o prop\u00f3sito dele afinal, se n\u00e3o veio ajud\u00e1-la, o que pretendia ali? E ele explica que quando ela foi desnuda, ele notou os vaga-lumes, e o pingente peculiar, dois itens que apontavam para sua habilidade com a necromancia, e que h\u00e1 nisso uma forma dela escapar viva da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Atalia segue sem entender o que ele quer dizer com necromancia, mas ouve atentamente como poderia se salvar da execu\u00e7\u00e3o. O guarda explica que conseguiu permiss\u00e3o para extrair dela uma confiss\u00e3o, e que poderia usar dos meios necess\u00e1rios para isto. Atalia olha assustada, questionando, sobre o que confessar? Se ele sabe que ela \u00e9 inocente. O guarda ent\u00e3o explica, que ela dever\u00e1 confessar que assassinou a senhora e pedir que sua execu\u00e7\u00e3o seja por enforcamento. Atalia segue sem entender nada. O guarda diz que nas horas que restam at\u00e9 sua execu\u00e7\u00e3o, ensinar\u00e1 pra ela uma magia chamada entre os necromantes de &#8220;sobrevivente&#8221;, e que essa \u00e9 sua \u00fanica e melhor alternativa. <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Atalia concorda, e ent\u00e3o o guarda a leva para uma sala de interrogat\u00f3rio, com um grande tanque d&#8217;\u00e1gua. Ele explica rapidamente que a mana \u00e9 a energia espiritual que todos os seres naturais possuem, no caso, os necromantes s\u00e3o capazes de usar esta mana para imitar a vida, isso permite por exemplo, que seus vaga-lumes mortos voltassem a funcionar, compensando as partes quebradas com a sua mana. A magia &#8220;sobrevivente&#8221; envolve ela aprender a ativar a mana para imitar a vida em uma situa\u00e7\u00e3o em que seu pr\u00f3prio corpo n\u00e3o seria capaz de mant\u00ea-la viva. Para aprender esta magia, ela precisaria chegar muito perto da morte e substituir suas fun\u00e7\u00f5es vitais por mana. No caso, ela seria afogada e quando estivesse para morrer com \u00e1gua nos pulm\u00f5es, deveria usar a mana para manter-se funcionalmente viva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Atalia ouvia tudo isso sem entender nem metade do que era dito, mas n\u00e3o se sentia em posi\u00e7\u00e3o de questionar tanta coisa nova quanto lhe ocorria em um s\u00f3 dia. E naquela tarde come\u00e7ou. Sess\u00e3o de afogamento ap\u00f3s afogamento, Atalia sentindo-se perto de morrer, v\u00e1rias e v\u00e1rias vezes, e sendo ressuscitada pelo guarda. A dor de sentir a \u00e1gua entrando nos pulm\u00f5es, e saindo, era imensa. Ela j\u00e1 estava exausta ap\u00f3s o primeiro afogamento, mas o guarda insistia que ela precisava praticar, que precisava se focar na ativa\u00e7\u00e3o da mana, que ela deveria se lembrar do que fez quando trouxe de volta a vida os dois vaga-lumes. Atalia n\u00e3o conseguia manter sua concentra\u00e7\u00e3o, mas aceitava o que ele tentava ensin\u00e1-la. E durante toda aquela tarde eles praticaram, sem que nenhuma vez desse certo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ao final da tarde, o guarda explica que h\u00e1 algo a mais que ela precisa saber sobre necromantes, que envolve o catalizador. Todos os magos tem um tipo de catalizador, que permite direcionar suas manas com mais facilidade. No caso, os necromantes possuem como catalizador os objetos que trazem tra\u00e7os de morte. Aqueles que foram diretamente ou indiretamente respons\u00e1veis por mortes humanas, v\u00e3o adquirindo uma presen\u00e7a espec\u00edfica que permite direcionar melhor a mana. Assim, geralmente os necromantes preferem armas antigas, que passaram pro muitas gera\u00e7\u00f5es e foram respons\u00e1veis por mortes em muitos confrontos, do que armas mais novas. Dito isso, o guarda tirou da bolsa o manto velho de carrasco, e mandou-a vest\u00ed-lo, dizendo h\u00e1 uma chance um pouco maior dela conseguir ativar o &#8220;sobrevivente&#8221;, pois tanto a corda com que ser\u00e1 enforcada como este manto agir\u00e3o como catalizadores. A chance continuava baixa, mas era sua melhor op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Atalia agradece, diz que vai tentar e segue o guarda at\u00e9 o sal\u00e3o na presen\u00e7a dos outros guardas e vice-capit\u00e3o, que acham estranho ela estar vestida com aquele manto, mas o guarda explica que foi capaz de extrair dela uma confiss\u00e3o clara do crime cometido, que mais humilha\u00e7\u00f5es n\u00e3o seriam necess\u00e1rias. Atalia aparentava estar exausta, indicando a todos o que havia passado at\u00e9 confessar, com os cabelos molhados imaginavam ela ter sido afogada e n\u00e3o contestaram as vestimentas atuais, ela confessa na presen\u00e7a de todos que matou a senhora e que pede miseric\u00f3rdia, ao clamar por sua execu\u00e7\u00e3o via enforcamento. O vice-capit\u00e3o se surpreende com a confiss\u00e3o da garota, e acata seu pedido sem questionar. Os guardas e os servi\u00e7ais da fortaleza se re\u00fanem do lado de fora, diante uma velha forca que estava ali. Atalia estava muito apreensiva, com medo, e insegura. Pois diferente da \u00faltima vez que tentaram mat\u00e1-la, foi no calor do momento em que tudo ocorreu. Agora a situa\u00e7\u00e3o era diferente, ela estava subindo para ser executada, era algo mais frio, mais g\u00e9lido. O vice-capit\u00e3o acompanhava, e leu sua senten\u00e7a, com a corda em seu pesco\u00e7o, Atalia aguardava o momento. De olhos fechados ela procura se concentrar naquilo que sentiu em toda sua breve jornada, do frio da morte naquele est\u00e1bulo, do cavalo negro que apareceu enquanto ela sentia-se esvaindo, do choro naquele cemit\u00e9rio, da escurid\u00e3o e medo que passou na sua primeira noite na floresta. Era um imenso compilado de emo\u00e7\u00f5es, sempre atreladas aquela sensa\u00e7\u00e3o de que a morte estava ali, aquela brisa gelada, e ao mesmo tempo calma, como um rio de \u00e1guas que te lavavam da sujeira de um mundo inteiro, aquele p\u00ealo macio do cavalo negro que a visitou entre a vida e a morte. Tudo isto, junto da esperan\u00e7a de ver seu vaga-lume surgindo na mais completa, fria e solit\u00e1ria escurid\u00e3o. Do prazer que foi, utilizar da sua mana para trazer de volta aquela criatura t\u00e3o perfeita, que veio a iluminar sua noite escura uma segunda vez. Atalia estava pronta, e a alavanca da forca tamb\u00e9m estava para ser puxada.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Momento do teste:<\/strong> Vestindo o manto de carrasco, e com a velha corda de forca em seu pesco\u00e7o, Atalia sentia a doce presen\u00e7a da morte ao seu redor, de olhos fechados ela n\u00e3o estava com medo, apenas com esperan\u00e7a. De 0.01 &#8211; 0.20 Atalia ativa o &#8220;sobrevivente&#8221;, de 0.21 &#8211; 1.00 a aventura de Atalia termina aqui: <strong>0.47.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\"><strong>Resultado!<\/strong> O al\u00e7ap\u00e3o abre e Atalia cai com a corda em seu pesco\u00e7o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper\"><strong>Acabou?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Quando me prop\u00fas a escrever\/jogar esta narrativa, era uma ideia que j\u00e1 tinha em mente a bastante tempo. Pensando no qu\u00e3o legal seria, as aventuras que ocorreriam, os desdobramentos que a hist\u00f3ria teria. Eu realmente n\u00e3o esperava que terminasse assim. A cada parte, eu pensava no que poderia acontecer, em Atalia se estabilizando por algum tempo em uma regi\u00e3o, fazendo amigos, descobrindo sobre seus poderes&#8230; meio que uma aventura que eu gostaria de jogar\/viver. Mas n\u00e3o foi assim que as coisas ocorreram, e isso tamb\u00e9m j\u00e1 me decepcionou em v\u00e1rias vezes jogando RPG. Criava um personagem pensando em tudo aquilo que ele poderia viver, ser, alcan\u00e7ar&#8230; e alguns testes simplesmente n\u00e3o colaboravam, ou eu confiava demais que situa\u00e7\u00f5es de risco moderado terminariam bem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Apenas para compartilhar o que eu pensava nesta \u00faltima parte: O vice-capit\u00e3o era um Doopelganger (uma criatura capaz de alterar sua apar\u00eancia para outras pessoas), de modo que ele veio a matar o antigo vice-capit\u00e3o e assumir seu lugar. Aquela casa em escombros onde Atalia se abrigava era a casa do vice-capit\u00e3o, que o Doopelganger matou e incendiu com a inten\u00e7\u00e3o de ocultar o verdadeiro corpo. Ap\u00f3s encontr\u00e1-la pela segunda vez pr\u00f3xima dali, e perceber que ela poderia ter vasculhado os escombros e encontrado os ossos do original, ele ficou com receio de ter sua identidade descoberta. Por isto acolheu a garota na fortaleza, e na manh\u00e3 seguinte foi at\u00e9 os escombros checar. L\u00e1 ele encontrou os ossos retirados das cinzas, e tinha certeza de que foi Atalia quem os achou. Armando imediatamente um jeito de eliminar a pessoa com quem ela conversou no dia anterior (a senhora) e incriminar a garota de um crime que sentenciaria ela \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Um dos guardas ali \u00e9 um necromante, que percebe durante a revista de Atalia, que ela carregava dois vaga-lumes reanimados e um pingente contendo tra\u00e7os da morte nele. Ao conversar com a garota, o guarda compreende que ela seja de fato uma necromante e que aquele pingente est\u00e1 ligado \u00e0 morte do verdadeiro vice-capit\u00e3o. Ou seja, existe um tra\u00e7o da morte ligando o pingente ao assassino do vice-capit\u00e3o, neste caso, o Doopelganger, e isso pode ser usado para encontr\u00e1-lo, independente da apar\u00eancia que ele esteja. O guarda decide ajudar Atalia a escapar da morte, pois quer ela como sua aprendiz e ajudante, j\u00e1 que o guarda aspira por matar o Doopelganger e depois reviv\u00ea-lo, tendo-o sob seu controle e podendo usar a partir deste ser revivido, suas habilidades de disfarce. O guarda tenta ensinar a t\u00e9cnica &#8220;sobrevivente&#8221; no curto tempo dispon\u00edvel, e equipa Atalia com itens que poderiam facilitar a realiza\u00e7\u00e3o daquela t\u00e9cnica, mas ela falha e n\u00e3o consegue ativar a t\u00e9cnica na ocasi\u00e3o do enforcamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Como mencionei, n\u00e3o era isto que eu esperava, embora considere ter atingido os objetivos propostos ao iniciar esta narrativa\/jogo de forma sincera. Os resultados dos testes n\u00e3o foram alterados, e uma vez definidas as condi\u00e7\u00f5es, o resultado era uma surpresa inclusive para mim. Posso ter tentado oferecer condi\u00e7\u00f5es para ela escapar, condi\u00e7\u00f5es dela ter melhores recursos e se sobressair diante alguns problemas, mas n\u00e3o controlei e nem impedi a maneira como os eventos seguiram. Foi duro lan\u00e7ar o \u00faltimo teste&#8230; pois realmente n\u00e3o queria que este fosse o fim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>A aventura de Atalia \u2013 uma narrativa de RPG sincera<\/strong><br>parte 0: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3826\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3826\/<\/a><br>parte 1: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3832\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/3832\/<\/a><br>parte 2: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4247\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4247\/<\/a><br>parte 3: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4283\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4283\/<\/a><br>parte 4: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4579\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4579\/<\/a><br>parte 5: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4700\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4700\/<\/a><br>parte 6: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4703\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4703\/<\/a><br>parte 7: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4708\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4708\/<\/a><br>parte 8: <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4716\/\" target=\"_blank\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4716\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\" wp-block-separator has-alpha-channel-opacity eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Como referenciar este conte\u00fado em formato ABNT (baseado na norma NBR 6023\/2018): <\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">SILVA, Marcos Henrique de Paula Dias da. A aventura de Atalia \u2013 uma narrativa de RPG sincera \u2013 parte 8. <em>In<\/em>: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. <strong><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/\" target=\"_blank\">Zero \u2013 Blog de Ci\u00eancia da Unicamp<\/a>. <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/category\/v-8-ed-1\/\" target=\"_blank\">Volume 8. Ed. 1. 2\u00ba semestre de 2022<\/a><\/strong>. Campinas, 6 nov. 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4716\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/4716<\/a>. Acesso em: &lt;data-de-hoje&gt;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo muda rapidamente, uma magia necromante \u00e9 sua \u00faltima chance de sobreviver \u00e0 execu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"author":434,"featured_media":4737,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[1224],"tags":[],"class_list":["post-4716","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-v-8-ed-1"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2022\/11\/atalia-parte-8-1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4716","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/users\/434"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4716"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4716\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5357,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4716\/revisions\/5357"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4737"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}