{"id":5605,"date":"2024-02-24T13:32:52","date_gmt":"2024-02-24T16:32:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/?p=5605"},"modified":"2024-02-26T12:48:27","modified_gmt":"2024-02-26T15:48:27","slug":"uma-palavrinha-sobre-estagio-supervisionado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/5605\/","title":{"rendered":"Uma palavrinha sobre est\u00e1gio supervisionado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" eplus-wrapper\">Nos cursos de licenciatura e pedagogia no Brasil, temos algumas disciplinas de est\u00e1gio supervisionado, parte da sua carga-hor\u00e1ria tem como objetivo que o estudante v\u00e1 para a escola e acompanhe os docentes em exerc\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A alguns anos entrei em discuss\u00e3o com familiares que por suas pr\u00f3prias raz\u00f5es decidiram fazer como segunda gradua\u00e7\u00e3o pedagogia e licenciatura na \u00e1rea em que \u00e9 bacharel. No primeiro caso, a pessoa j\u00e1 tinha muitos anos de experi\u00eancia docente em outras \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, e negociou por fora com seu supervisor de est\u00e1gio para que fosse liberado de acompanhar suas aulas, e este concordou e emitiu o documento declarando que frequentou as horas necess\u00e1rias no est\u00e1gio. No segundo caso, a pessoa n\u00e3o tinha experi\u00eancia docente e julgando ser uma a\u00e7\u00e3o dispendiosa, tamb\u00e9m conseguiu negociar por fora para que seu supervisor de est\u00e1gio declarasse que frequentou as horas necess\u00e1rias na sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Ao trazer esse tema para debate, os argumentos que ouvi em defesa dessas a\u00e7\u00f5es foram:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"eplus-wrapper wp-block-list\">\n<li class=\" eplus-wrapper\">fulano j\u00e1 \u00e9 docente experiente, n\u00e3o faz sentido que ele fique assistindo as aulas;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">sicrano quer apenas o diploma;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">se fosse remunerado eu iria;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">s\u00e3o muitas horas desperdi\u00e7adas;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">a pessoa n\u00e3o sabia que teria que fazer est\u00e1gio;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">a pessoa escolheu fazer licenciatura pois foi o \u00fanico curso que ela conseguiu;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">a pessoa vai aprender a ensinar independente do est\u00e1gio;<\/li>\n\n\n\n<li class=\" eplus-wrapper\">se a pessoa trabalha e estuda, n\u00e3o ter\u00e1 tempo de fazer o est\u00e1gio.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por muito tempo esse assunto ficou entalado, mas hoje decidi trazer pro blog. Quando fiz est\u00e1gio, cumpri as horas \u00e0 risca, frequentava as salas de aula, aguardava o intervalo, anotava no caderno o que acontecia na sala, fazia cr\u00edticas sobre os docentes, sobre a sala, sobre o contexto todo, preparava a reg\u00eancia com base naquelas observa\u00e7\u00f5es e sentindo o andamento da turma, e sem receber nenhum aux\u00edlio financeiro para isso, nem mesmo o transporte ou a alimenta\u00e7\u00e3o eram fornecidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Agora vamos para a resposta aos argumentos que escuto:<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Fulano j\u00e1 \u00e9 docente experiente, n\u00e3o faz sentido que ele fique assistindo as aulas<\/strong>. Se a experi\u00eancia docente j\u00e1 \u00e9 na \u00e1rea em que est\u00e1 sendo feita a forma\u00e7\u00e3o, deveria ser poss\u00edvel emitir alguma declara\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a equival\u00eancia nessas horas a serem cumpridas. Mas a experi\u00eancia docente por si em outra \u00e1rea n\u00e3o se equivale, isto \u00e9, as abordagens para ensino de matem\u00e1tica s\u00e3o diferentes daquelas para o ensino de qu\u00edmica (estou fazendo licenciatura em qu\u00edmica, ent\u00e3o isso est\u00e1 mais do que evidente). Ainda que as disciplinas ou eixos curriculares tenham aspectos comuns, temos de considerar que na ocasi\u00e3o do est\u00e1gio, estamos observando o trabalho de um profissional em exerc\u00edcio, assim, certamente h\u00e1 o que possamos aprender com isto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Sicrano quer apenas o diploma.<\/strong> H\u00e1 nessa afirma\u00e7\u00e3o o interesse no t\u00edtulo associado a essa forma\u00e7\u00e3o, seja qual for a raz\u00e3o para esse interesse, ainda que nobre, coloca em xeque a garantia de que a certifica\u00e7\u00e3o esteja sendo emitida com um controle de qualidade razo\u00e1vel. Isto n\u00e3o significa que querer o diploma seja errado, mas o &#8220;querer apenas o diploma&#8221; tem impl\u00edcito a inten\u00e7\u00e3o de n\u00e3o cometer nenhum ato gravemente il\u00edcito de modo que consiga seu nome timbrado no diploma daquela institui\u00e7\u00e3o. Pense assim, se houvesse 100% de certeza de que n\u00e3o seria descoberto e nem punido por isso, a pessoa com essa inten\u00e7\u00e3o emitiria seu diploma com as credenciais da institui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o tem a inten\u00e7\u00e3o de passar por sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Se fosse remunerado eu iria.<\/strong> Acho curioso como essa afirma\u00e7\u00e3o n\u00e3o se d\u00e1 conta de que h\u00e1 uma carga-hor\u00e1ria total no curso, e que o est\u00e1gio cobre parte dela. Digo isso pois temos tantas horas de disciplinas e n\u00e3o somos remunerados para curs\u00e1-las, precisamos entregar certificados de atividades extra-curriculares equivalente tamb\u00e9m a um grande n\u00famero de horas, e n\u00e3o h\u00e1 uma garantia de que essas horas gastas foram remuneradas. Contudo, a exig\u00eancia de que o est\u00e1gio supervisionado seja remunerado para realiz\u00e1-lo, \u00e9 inverter a rela\u00e7\u00e3o de interesses nesse processo formativo. O interessado em se formar \u00e9 o estagi\u00e1rio, n\u00e3o a institui\u00e7\u00e3o que o acolhe, e nos cen\u00e1rios que frequentei, o n\u00famero de interessados \u00e9 muito maior do que de institui\u00e7\u00f5es com vagas remuneradas dispon\u00edveis. Assim, por que esse argumento n\u00e3o se aplica com disciplinas te\u00f3ricas? Ain&#8230; n\u00e3o vou assistir \u00e0s aulas de Did\u00e1tica porque n\u00e3o sou remunerado para isso. Claro que preferiria ser remunerado para tudo, ter auxilio transporte, auxilio alimenta\u00e7\u00e3o, mas a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 assim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>S\u00e3o muitas horas desperdi\u00e7adas.<\/strong> Assistir a um profissional exercendo sua atividade com seu p\u00fablico-alvo e por vezes envolvido com os estagi\u00e1rios nestas a\u00e7\u00f5es \u00e9 um tempo desperdi\u00e7ado? Ser\u00e1 que pensam que isso \u00e9 verdade em est\u00e1gios nas \u00e1reas de engenharia, arquitetura, enfermagem? Mas talvez aquele que afirme isso realmente esteja se visualizando como um profissional docente daqui a algum tempo. Digo isso pois h\u00e1 uma aprendizagem nesse \u00ednterim, mas que depender\u00e1 do que o estagi\u00e1rio estar\u00e1 fazendo nestas horas. Se acompanhar a aula, observar, interagir, tomar nota e refletir sobre o evento, estar\u00e1 aprendendo muito, ainda que n\u00e3o seja uma aprendizagem quantific\u00e1vel em n\u00famero de t\u00e9cnicas, quantidade de conceitos ou abordagens famosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>A pessoa n\u00e3o sabia que teria que fazer est\u00e1gio<\/strong>. Quando nos inscrevemos em um curso de gradua\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma s\u00e9rie de documentos que s\u00e3o disponibilizados, dentre eles h\u00e1 o plano do curso, que delibera sobre as disciplinas, a carga-hor\u00e1ria e outros requisitos. Para que a inscri\u00e7\u00e3o ocorra, assinamos dizendo que estamos cientes desses documentos, quer tenhamos realmente lido esses documentos ou n\u00e3o. Assim, a justificativa de que n\u00e3o sabia, remete a pr\u00f3pria responsabilidade do individuo como um cidad\u00e3o adulto em responder por si na sociedade (experimenta assinar algumas coisas no banco sem ler&#8230; veja se eles ter\u00e3o tanta pena de sua ingenuidade).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>A pessoa escolheu fazer licenciatura pois foi o \u00fanico curso que ela conseguiu.<\/strong> De fato, os cursos de licenciatura de forma geral, costumam ter uma nota de corte menor, que permitem \u00e0s pessoas acess\u00e1-los mais facilmente. Contudo, a escolha por curs\u00e1-los \u00e9 espont\u00e2nea, n\u00e3o h\u00e1 uma imposi\u00e7\u00e3o que exigem \u00e0 pessoa cursar esta gradua\u00e7\u00e3o (diferente do servi\u00e7o militar que \u00e9 obrigat\u00f3rio). Assim, a decis\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1ria, ainda que existam raz\u00f5es nobres por tr\u00e1s dela, n\u00e3o deveria caber a outros essa responsabilidade e suas consequ\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>A pessoa vai aprender a ensinar independente do est\u00e1gio.<\/strong> Isso \u00e9 verdade, definitivamente verdade. Assim como em outras \u00e1reas, o profissional aprender\u00e1 a exercer seu of\u00edcio mediante sua pr\u00e1tica regular. A diferen\u00e7a \u00e9 que podemos ter constru\u00e7\u00f5es desmoronando e pessoas morrendo por conta dessa inexperi\u00eancia. Mas parece que quando falamos em &#8220;ensinar&#8221;, os preju\u00edzos que a inexperi\u00eancia causa s\u00e3o minizados, afinal n\u00e3o parece &#8220;ocorrer nada de grave&#8221; com isso, embora ocorra, e essas consequ\u00eancias ser\u00e3o percebidas (ou n\u00e3o) ao longo dos anos e de formas subjetivas. Raz\u00e3o esta, que refor\u00e7a essa miniza\u00e7\u00e3o dos danos que a inexperi\u00eancia em sala de aula ocasione. Digo que embora tenha feito os est\u00e1gios certinho, quando entrei na sala de aula, ainda me sentia imatura e inexperiente, avaliando hoje minhas aulas de antigamente, considero-as muito ruins em compara\u00e7\u00e3o com hoje (isso n\u00e3o quer dizer que tenham realmente sido muito ruins, mas que hoje elas melhoraram bastante). O est\u00e1gio assim serviu de uma base inicial dessa experi\u00eancia, evitando assim que os danos ao meu p\u00fablico-alvo fossem maiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><strong>Se a pessoa trabalha e estuda, n\u00e3o ter\u00e1 tempo de fazer o est\u00e1gio.<\/strong> De fato, trabalhar, estudar e fazer est\u00e1gio \u00e9 algo bastante pesado para qualquer ser humano (ainda mais se considerarmos que h\u00e1 outras tarefas em casa a serem realizadas), mas da\u00ed entramos na quest\u00e3o de assumir um compromisso do qual n\u00e3o conseguir\u00e1 cumprir. Se eu me comprometo a algo do qual n\u00e3o tenho condi\u00e7\u00f5es de realizar, de quem \u00e9 o erro? Digo isso, pois muitas vezes assumimos compromissos imposs\u00edveis por uma dificuldade em compreendermos nossas pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es. Tive colegas de gradua\u00e7\u00e3o que trabalhavam, estudavam, cuidavam de suas fam\u00edlias, faziam PIBID e iam para o est\u00e1gio&#8230; n\u00e3o sei que horas esses colegas dormiam, mas eles sabem seus pr\u00f3prios limites e julgaram conseguirem cumprir estes requisitos. Meus limites s\u00e3o diferentes dos seus, e das pessoas \u00e0 nossa volta, h\u00e1 quem durma 4 horas por dia e est\u00e1 \u00f3timo, h\u00e1 quem durma 10 horas por dia e vive com o corpo quebrado, h\u00e1 quem consiga estudar 10 horas seguidas, h\u00e1 quem estude 1 hora e precise descansar o resto do dia. Assim, essa quest\u00e3o n\u00e3o gira em torno do est\u00e1gio, do trabalho e do estudo, e sim do quanto nos conhecemos antes de assumirmos um compromisso, para depois n\u00e3o culparmos o compromisso por nossa pr\u00f3pria limita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A discuss\u00e3o seguiu com um desfecho peculiar, pois quando devolvi a quest\u00e3o aos envolvidos sobre se eles na posi\u00e7\u00e3o de docentes respons\u00e1veis pelo est\u00e1gio supervisionado, viriam a permitir e deliberar que seus estudantes fizessem o mesmo que fizeram, a resposta foi negativa. Isto \u00e9, na hip\u00f3tese de avaliarem seus pr\u00f3prios comportamentos, os mesmos n\u00e3o o aprovariam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Para concluir esse texto, enxergo que a resolu\u00e7\u00e3o sobre como funcionam os est\u00e1gios supervisionados \u00e9 uma pauta de colegiados e reuni\u00f5es sobre a estrutura\u00e7\u00e3o de cursos e disciplinas, daquelas que com bastante sofrimento conseguimos reunir docentes dispostos a participar. Ao mesmo tempo, que ocupar uma cadeira para tais decis\u00f5es seja o resultado de uma longa e insistente caminhada dentro de uma s\u00e9rie de institui\u00e7\u00f5es e aderindo \u00e0s suas normas, sem as quais as mesmas n\u00e3o viriam a qualific\u00e1-lo para que viesse ocupar este lugar. Em minha posi\u00e7\u00e3o como docente de matem\u00e1tica, aderi \u00e0 causa das provas escritas n\u00e3o serem compuls\u00f3rias, isto \u00e9, que os alunos possam ser aprovados com conceito m\u00e1ximo, sem a necessidade de realiz\u00e1-las. Essa \u00e9 minha causa, da qual defendo e enfrento oposi\u00e7\u00e3o, mas sigo insistente nessa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Em rela\u00e7\u00e3o ao est\u00e1gio supervisionado, n\u00e3o me coloquei at\u00e9 o momento em posi\u00e7\u00e3o de discut\u00ed-lo, nem de votar a seu respeito, uma vez que leciono na gradua\u00e7\u00e3o em Qu\u00edmica, n\u00e3o estou envolvida nessas disciplinas. Mas acredito que sua proposta pedag\u00f3gica possa sim ser repensada com alternativas para dispor de mais op\u00e7\u00f5es aos estudantes que precisem realiz\u00e1-las, contudo isso \u00e9 algo a ser reformulado de cima para baixo, ou seja, cabe ao docente repensar a forma como validar\u00e1 o per\u00edodo de est\u00e1gio supervisionado e n\u00e3o ao estudante procurar meios diferentes para realiz\u00e1-lo. Salvo \u00e9 claro sugest\u00f5es e propostas que venham a ser aderidas pelo docente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><em>\/\/ Esse \u00e9 um texto que demorei bastante tempo para maturar, e pensei muito sobre se deveria ou n\u00e3o post\u00e1-lo aqui. Embora n\u00e3o seja um tema diretamente ligado \u00e0 matem\u00e1tica, \u00e9 uma discuss\u00e3o que acredito auxiliar a posi\u00e7\u00e3o de docente como profissional, e dessa forma ter seus processos formativos respeitados e zelados em prol de seu exerc\u00edcio adequado. Assim, eu como licencianda em qu\u00edmica do IFRJ venho cumprindo as disciplinas das quais n\u00e3o consegui equival\u00eancia, realizando os processos avaliativos propostos e frequentando as aulas. Alguns de meus colegas me tratam com indiferen\u00e7a em sala de aula, outros fazem uso de mim como uma ponte entre a disciplina que lecionam e minha espertice, e tais rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o proveitosas, tanto para mim que posso acompanhar meus colegas em seu exerc\u00edcio no magist\u00e9rio superior, como para eles que visualizam oportunidades incomuns de conex\u00f5es. Ent\u00e3o para aqueles em particular adeptos \u00e0 filosofia, que consideram n\u00e3o terem nada a aprender assistindo as aulas de outros profissionais no est\u00e1gio supervisionado, optando assim pela desonestidade frente \u00e0 essa disciplina, encerro este post com uma frase do escritor grego Esopo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper\"><strong><em>Ningu\u00e9m \u00e9 grande demais que n\u00e3o possa aprender, nem pequeno demais que n\u00e3o possa ensinar<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" has-text-align-center eplus-wrapper\">Cr\u00e9ditos da imagem de capa a <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/users\/41330-41330\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1551566\">41330<\/a> por <a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1551566\">Pixabay<\/a><\/p>\n\n\n\n<hr class=\" wp-block-separator has-alpha-channel-opacity eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Como referenciar este conte\u00fado em formato ABNT (baseado na norma NBR 6023\/2018):<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">SILVA, Marcos Henrique de Paula Dias da. Uma palavrinha sobre est\u00e1gio supervisionado.&nbsp;<em>In<\/em>: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS.&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zero \u2013 Blog de Ci\u00eancia da Unicamp<\/a>.&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/category\/v-11-ed-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Volume 11. Ed. 1. 1\u00ba semestre de 2024<\/a>. Campinas, 24 fev. 2024. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/5605\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/5605<\/a>. Acesso em: &lt;data-de-hoje&gt;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos cursos de licenciatura e pedagogia no Brasil, temos algumas disciplinas de est\u00e1gio supervisionado, parte da sua carga-hor\u00e1ria tem como<\/p>\n","protected":false},"author":434,"featured_media":5606,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[1231],"tags":[],"class_list":["post-5605","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-v-11-ed-1"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-content\/uploads\/sites\/187\/2024\/02\/chalk-1551566_1280.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/users\/434"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5605"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5605\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5609,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5605\/revisions\/5609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}