{"id":6087,"date":"2025-10-22T23:21:03","date_gmt":"2025-10-23T02:21:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/?p=6087"},"modified":"2025-10-23T09:22:20","modified_gmt":"2025-10-23T12:22:20","slug":"definicao-de-jogo-e-o-paradoxo-do-corvo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/6087\/","title":{"rendered":"Defini\u00e7\u00e3o de jogo e o Paradoxo do Corvo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" eplus-wrapper\">Devem fazer uns 3-4 anos que fico pensando em escrever algo sobre o <strong>Paradoxo do Corvo<\/strong> nesse blog, mas sempre me detenho no ponto &#8220;o que eu posso falar sobre isso que n\u00e3o h\u00e1 numa Wikip\u00e9dia da vida&#8221; (embora hoje talvez o GPT e outras IAs sejam mais consultadas que a famosa Wiki). Mas essa semana, um grande amigo meu chamado Pavel Dodonov (como se eu conhecesse Pavels suficientes para precisar falar dele pelo sobrenome) autor do blog anotherecoblog (<a href=\"https:\/\/anotherecoblog.wordpress.com\/\">https:\/\/anotherecoblog.wordpress.com\/<\/a>) me pediu ajuda em uma din\u00e2mica que ele quer desenvolver com os alunos dele da UFBA, envolvendo a elabora\u00e7\u00e3o de jogos. Enfim, concordei e fiquei de pensar em algo que pudesse contribuir para isso (deixei o c\u00e9rebro funcionando em 2o plano com essa tarefa), at\u00e9 que hoje a noite, enquanto lavava a lou\u00e7a acumulada do almo\u00e7o, caf\u00e9 da tarde e jantar, as coisas come\u00e7aram a se conectar&#8230; e vamos ver o resultado :3<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Primeiro, o que \u00e9 esse <strong>Paradoxo do Corvo<\/strong>?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Pensemos que voc\u00ea tem uma teoria, de que os <strong>corvos s\u00e3o pretos<\/strong>. Assim, cada corvo que voc\u00ea encontrar e que seja da cor preta, refor\u00e7a sua teoria. Isso faz sentido, n\u00e9?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mas se alongarmos essa ideia, podemos dizer tamb\u00e9m que se um exemplar do conjunto estudado que t\u00eam como caracter\u00edstica a qualidade proposta na teoria, refor\u00e7a que a teoria esteja certa, ent\u00e3o os exemplares que n\u00e3o t\u00eam como caracter\u00edstica a qualidade proposta na teoria, se n\u00e3o pertencerem a este conjunto, refor\u00e7am que a teoria esteja certa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A consequ\u00eancia disso \u00e9, que <strong>qualquer coisa n\u00e3o preta, que n\u00e3o seja um corvo<\/strong>, refor\u00e7a a teoria de que os <strong>corvos s\u00e3o pretos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por exemplo, vi um corvo preto, ok, refor\u00e7o minha teoria de que os corvos s\u00e3o pretos. Vi uma ma\u00e7\u00e3 vermelha, ok, refor\u00e7o minha teoria de que os corvos s\u00e3o pretos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">A quest\u00e3o paradoxal desse enunciado reside que isso pode ser usado para refor\u00e7ar qualquer teoria, dado que n\u00e3o se apoia no objeto estudado, mas nos n\u00e3o-objetos n\u00e3o-estudados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Por exemplo, tenho como teoria de que a <strong>perna mec\u00e2nica do Roberto Carlos \u00e9 amarela, com bolinhas verdes em formato de tri\u00e2ngulos equil\u00e1teros<\/strong>. Para refor\u00e7ar essa teoria vou olhar para o que h\u00e1 ao meu redor:<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">uma cadeira branca;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">um ventilador preto;<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">uma mochila vermelha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Como nenhum desses objetos s\u00e3o <strong>amarelos, com bolinhas verdes em formato de tri\u00e2ngulos equil\u00e1teros<\/strong> e tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o a <strong>perna mec\u00e2nica do Roberto Carlos<\/strong>, isso refor\u00e7a que a <strong>perna mec\u00e2nica do Roberto Carlos<\/strong> seja <strong>amarela, com bolinhas verdes em formato de tri\u00e2ngulos equil\u00e1teros.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mas o que isso tem a ver com a din\u00e2mica dos alunos da UFBA fazerem jogos?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Eu diria que tudo, mas primeiro preciso explicar algumas coisas sobre o termo &#8220;jogo&#8221;. Durante meu mestrado trabalhei uma parte boa da disserta\u00e7\u00e3o discutindo o termo (fica ai a recomenda\u00e7\u00e3o de leitura: <a href=\"https:\/\/repositorio.unesp.br\/entities\/publication\/771533b4-7a8f-42f7-adb6-50de45109cd2\">https:\/\/repositorio.unesp.br\/entities\/publication\/771533b4-7a8f-42f7-adb6-50de45109cd2<\/a>), pois queria situar o material que desenvolvi em alguma categoria. Por\u00e9m, quando come\u00e7amos a estudar a fundo o termo (e digo a fundo mesmo, n\u00e3o apenas pegar uma refer\u00eancia cl\u00e1ssica para colocar num trabalho acad\u00eamico e ignorar seu sentido), come\u00e7amos a perceber que o termo se alinha a forma como cada autor o enxerga. Se vermos Huizinga (talvez o mais citado na \u00e1rea), vamos ver uma vis\u00e3o dentro da sociologia, de que o &#8220;jogo&#8221; \u00e9 um elemento de toda sociedade, incluindo as n\u00e3o-humanas, e assim ele desenvolve sua defini\u00e7\u00e3o. Se formos para seu discipulo, Caillois, ele j\u00e1 segue uma linha mais antropol\u00f3gica do jogo na hist\u00f3ria da humanidade, dividindo-o em quatro categorias historicamente observ\u00e1veis. Se avan\u00e7armos para autores mais contempor\u00e2neos, teremos defini\u00e7\u00f5es constru\u00eddas cada uma a partir de suas expertises. Por exemplo, Gilles Brougere no livro Jogo e Educa\u00e7\u00e3o, toma o primeiro cap\u00edtulo para um apanhado hist\u00f3rico da &#8220;palavra jogo&#8221;, antes de construir o papel do jogo nas Escolas Maternais Francesas. Nesse \u00ednterim, Elliott Avedon e Brian Sutton-Smith no livro The Study of Games (1971) j\u00e1 se d\u00e3o conta de que nenhuma defini\u00e7\u00e3o realmente garante que todo jogo estar\u00e1 contemplado nela. Isto \u00e9, afirmar que &#8220;jogo \u00e9 isso&#8221;, pode ser refutado por um exemplo de jogo que &#8220;n\u00e3o seja isso&#8221;. A ideia de definirmos alguma coisa necessariamente resulta em sua separa\u00e7\u00e3o daquilo que n\u00e3o corresponde a esta defini\u00e7\u00e3o. Mesmo que usemos uma defini\u00e7\u00e3o branda, e um tanto aberta, ela teria por finalidade dizer que aquilo que n\u00e3o corresponde a ela, n\u00e3o seja um jogo. Por\u00e9m em se tratando de jogos, como aspecto intr\u00ednsico da humanidade (e se tomarmos a posi\u00e7\u00e3o de Huizinga, de qualquer sociedade), seria sempre poss\u00edvel criar algo reconhec\u00edvel como jogo e que n\u00e3o atenda aos crit\u00e9rios estabelecidos. Semelhante \u00e0 ideia dos Teoremas da Incompletude de G\u00f6del, que se tivermos um conjunto de regras que definem um jogo, posso criar um &#8220;jogo&#8221; cujo objetivo \u00e9 desviar-se desse conjunto de regras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Certo, mas e se pensarmos no contr\u00e1rio. Embora eu n\u00e3o possa definir o que seja jogo, posso afirmar veementemente o que n\u00e3o \u00e9 um jogo? Suponhamos que sim, ou seja, que h\u00e1 alguma qualidade estipulada presente nos jogos e que n\u00e3o seja observada em n\u00e3o-jogos. Ent\u00e3o voc\u00ea encontra um n\u00e3o-jogo que n\u00e3o atende a essa qualidade e diz isso n\u00e3o \u00e9 um jogo, logo, refor\u00e7amos que todo n\u00e3o-jogo n\u00e3o atenda a essa qualidade, que \u00e9 an\u00e1logo a &#8220;todo jogo atende a essa qualidade&#8221;. Mas isso n\u00e3o \u00e9 o <strong>Paradoxo do Corvo<\/strong>?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Onde estou querendo chegar com isso?<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Academicamente quando usamos o termo &#8220;jogo&#8221; precisamos de alguma refer\u00eancia na \u00e1rea que afirme &#8220;jogo \u00e9 isso, jogo \u00e9 aquilo, papapi, popopo&#8221;, que na rpr\u00e1tica at\u00e9 mesmo pelos pr\u00f3prios acad\u00eamicos que se colocam a construir algum jogo para fins de sua pesquisa, acaba sendo quase (eufemismo de totalmente) ignorado. Quer conferir? Procure algum trabalho com a constru\u00e7\u00e3o de jogo, e veja se a defini\u00e7\u00e3o realmente pareceu ter relev\u00e2ncia no &#8220;processo de constru\u00e7\u00e3o&#8221; ou se n\u00e3o foi posteriormente encaixada para atender a uma demanda acad\u00eamica de se referenciar tudo. Ser\u00e1 que se trocasse a refer\u00eancia de Huizinga, para Caillois, ou para Brougere, ou para Avedon, ou outro, algo teria mudado? O produto sairia diferente? Qual a rela\u00e7\u00e3o do objeto com a escolha da defini\u00e7\u00e3o? Esses foram alguns dos esporros que levei na defesa do Mestrado, mas que me ensinaram um pouco do que estou trazendo aqui hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Mas pelo que pude vivenciar dos dois lados, na conviv\u00eancia e leitura de autores e profissionais alicer\u00e7ados na teoria e na pr\u00e1tica, \u00e9 que o termo \u00e9 semelhante ao sabor de um alimento. Podemos definir quanto de sal deva ser colocado no arroz, se o alho deve ser dorado ou queimado, se deve ser arroz solto ou empapado, o tempo de cozimento. Podemos dimensionar fatores nutricionais, um processo favorece mais isso, outro favorece mais aquilo (substitua nutri\u00e7\u00e3o por objetivos pedag\u00f3gicos)&#8230; por\u00e9m a quest\u00e3o mais importante \u00e9: quem vai comer, vai gostar? Parece boba a pergunta, mas responder a isso \u00e9 muito dif\u00edcil, pois a depender a pr\u00f3pria pessoa n\u00e3o saber\u00e1 te informar se ela vai ou n\u00e3o gostar de um arroz feito de um jeito espec\u00edfico. Ela sabe arrozes que ela j\u00e1 comeu e que gostou (jogos que ela j\u00e1 jogou e gostou), mas certamente n\u00e3o saber\u00e1 algo que nunca provou, um tempero diferente, uma combina\u00e7\u00e3o ex\u00f3tica, um preparo alternativo ou um ingrediente incomum. E \u00e9 aqui que estamos na constru\u00e7\u00e3o de um jogo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Quero encerrar esse texto, n\u00e3o com uma receita, ou um guia, ou um jeito de fazer. Mas com algumas palavras de conforto e que talvez sejam de alguma ajuda (ou n\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><em>N\u00e3o h\u00e1 caminhos definidos. Pois se houvesse, terminar\u00edamos em um local tamb\u00e9m definido, que j\u00e1 exisitria um produto finalizado naquele lugar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><em>A medida do sabor \u00e9 individual. Nem Coca-cola agrada a todos, foque num perfil e se alinhe ao seu gosto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><em>Estude o que j\u00e1 existe. Conhecer mec\u00e2nicas variadas aumenta as op\u00e7\u00f5es de card\u00e1pio mesmo sem acrescentarmos mais ingredientes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><em>Seja cr\u00edtico. Se algo n\u00e3o est\u00e1 bom, procure entender o que est\u00e1 te incomodando e como consertar.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><em>Aceite que falhar \u00e9 inevit\u00e1vel. Como Dio Brando disse <strong>&#8220;Jojo, ser humano significa ter limites. Aprendi uma coisa. Quanto mais cuidadosamente voc\u00ea arma, mais eventos inesperados surgem. No entanto, por mais que se arme ou se junte, minha queda esta noite \u00e9 parte da condi\u00e7\u00e3o humana\u2026 Uma condi\u00e7\u00e3o que agora eu abandono&#8221;<\/strong>. No nosso caso, como n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel rejeitarmos a humanidade, aceite que vamos falhar, conclua seu produto mesmo que sinta-o incompleto e suscet\u00edvel ao fracasso. Isso \u00e9 melhor que um projeto intermin\u00e1vel.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><em><strong>&#8220;Somehow, Palpatine returned&#8221;<\/strong>. Se voc\u00ea sente que seu projeto \u00e9 bom, interessante ou tem potencial, n\u00e3o o deixe enterrado\/guardado\/congelado, siga desenvolvendo-o em novas vers\u00f5es assim como a Disney faz.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><em>Seu jogo n\u00e3o vai mudar o mundo. N\u00e3o tente fazer dele uma solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica, milagrosa ou revolucion\u00e1ria para um problema da realidade. Solu\u00e7\u00f5es assim n\u00e3o podem ser criadas de forma intencional, se pudesse, assim seriam feitas. Estou dizendo isso em particular para quem pensa acrescentar conceitos curriculares no seu jogo. Isso faz parte do jogo? Ou est\u00e1 for\u00e7ando a barra? Est\u00e1 sendo um impecilho pro jogo, e poderia ser tirado sem afetar a jogabilidade? Ou at\u00e9 mesmo se tir\u00e1-los deixar\u00e1 o jogo melhor ? Se quer que o jogo tenha algum conceito curricular, comece a partir do conceito, pensando no que h\u00e1 de divertido neste conceito que poderia ser dinamizado em mec\u00e2nicas de um jogo, e n\u00e3o o contr\u00e1rio (o enredo serve ao jogo, e n\u00e3o o contr\u00e1rio), sen\u00e3o o conceito viraria um peso (tipo uma for\u00e7a\u00e7\u00e3o de barra, um comercial obrigat\u00f3rio a se assistir para ganhar um pr\u00eamio).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><\/p>\n\n\n\n<hr class=\" wp-block-separator has-alpha-channel-opacity eplus-wrapper\" \/>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">Como referenciar este conte\u00fado em formato ABNT (baseado na norma NBR 6023\/2018):<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\">SILVA, Marcos Henrique de Paula Dias. Defini\u00e7\u00e3o de jogo e o Paradoxo do Corvo.&nbsp;<em>In<\/em>: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS.&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Zero \u2013 Blog de Ci\u00eancia da Unicamp<\/a>.&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/category\/v-14-ed-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Volume 14. Ed. 1. 2\u00ba semestre de 2025<\/a>. Campinas, 22 de outubro de 2025. Dispon\u00edvel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/6087\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/6087\/<\/a>. Acesso em: &lt;data-de-hoje&gt;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\" eplus-wrapper\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Devem fazer uns 3-4 anos que fico pensando em escrever algo sobre o Paradoxo do Corvo nesse blog, mas sempre<\/p>\n","protected":false},"author":434,"featured_media":6088,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"pgc_sgb_lightbox_settings":"","_vp_format_video_url":"","_vp_image_focal_point":[],"footnotes":""},"categories":[1243],"tags":[],"class_list":["post-6087","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-v-14-ed-1"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/users\/434"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6087"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6087\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6095,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6087\/revisions\/6095"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6088"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/zero\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}