Sobre
O INCTBio-LK é uma rede nacional de excelência dedicada ao avanço da Química Bioanalítica no Brasil. Consolidamos esforços científicos para desenvolver ferramentas analíticas inovadoras aplicadas a amostras biológicas, com impacto direto em diagnósticos clínicos, análises bioquímicas e farmacológicas.
Somos um instituto coordenado pelo CNPq e FAPESP, reunindo 65 pesquisadoras e pesquisadores em 15 estados brasileiros, além de consultores internacionais nos Estados Unidos, Escócia, França, Inglaterra, Irlanda e Portugal. O modelo de atuação colaborativa integra universidades, centros de pesquisa e instituições de saúde em uma agenda científica de alcance nacional.
As quatro áreas que estruturam o Instituto são:
- Separações: aprimoramento de técnicas analíticas avançadas;
- Dispositivos e Sensores: criação de tecnologias portáteis, sensíveis e de baixo custo;
- Espectroanalítica, Ômicas e Biomarcadores: desenvolvimento de métodos para identificação e monitoramento de compostos biológicos;
- Divulgação Científica: promoção da popularização do conhecimento produzido pelo Instituto.
O que é Divulgação Científica para o INCTBio?
A Divulgação Científica (DC), para o INCTBio, é compreendida como uma dimensão essencial da prática científica. Mais do que a simples comunicação de resultados ou a tradução de artigos acadêmicos, a DC é concebida como um processo contínuo, dinâmico e interdisciplinar, que articula ciência, tecnologia, educação e sociedade, com o propósito de fortalecer uma cultura científica crítica, sólida e participativa.
Com base em autores como Bessa (2015), Bueno (1984), Dias et al. (2013), Camargo (2015), Caldas & Zanvettor (2014) e Carneiro, Sosa & Arnt (2023), o INCTBio entende a Divulgação Científica como parte integrante do próprio fazer científico, comprometida em transformar o conhecimento produzido pelo Instituto em saberes compreensíveis, acessíveis e socialmente significativos.
Nessa perspectiva, o Instituto adota a DC como mediadora entre cientistas e sociedade, promovendo um diálogo contínuo que estimula o pensamento crítico e o entendimento sobre a construção do conhecimento científico. Assim, a DC não se limita a comunicar “o que” a ciência descobre, mas também “como” e “por que” ela é produzida, contextualizando métodos, decisões e impactos.
Para alcançar esses objetivos, o INCTBio adota uma abordagem participativa e formativa, que busca adaptar linguagens, formatos e estratégias de comunicação às características e necessidades de cada público, alinhadas à comunicação institucional e o jornalismo. O objetivo é tornar o conhecimento científico acessível, sem abrir mão do rigor conceitual, da profundidade teórica e do significado social da ciência, reafirmando a divulgação científica como instrumento de cidadania e diálogo.
Referências
BESSA, Eduardo. O que é divulgação científica? In: ARNT, Ana de Medeiros; FRANÇA, Cecília; BESSA, Eduardo. Divulgação científica e redação para professores. [S. l.]: Tangará da Serra: Ideias, 2015.
BUENO, Wilson da Costa. Jornalismo científico no Brasil: os compromissos de uma prática dependente. 1984. 365 f. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1984.
DIAS, Camila Delmondes et al. Divulgando a arqueologia: comunicando o conhecimento para a sociedade. Ciência e Cultura, v. 65, n. 2, p. 48-52, 2013.
CAMARGO, Vera Regina Toledo. Dialogando com a ciência: ações, atuações e perspectivas na divulgação científica e cultural. Comunicação & Sociedade, v. 37, n. 3, p. 43-71, 2015.
CARNEIRO, Erica Mariosa Moreira; SOSA, Maria Clara Rodriguez; ARNT, Ana de Medeiros. A ciência e os conhecimentos da “Cidade Invisível”. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 48, e124635, 2023.
CALDAS, Graça; ZANVETTOR, Kátia. O estado da arte da pesquisa em divulgação científica no Brasil: apontamentos iniciais. Ação Midiática: Estudos em Comunicação, Sociedade e Cultura, v. 1, n. 7, 2014.
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