Quando o assunto é Saúde, o que é o “melhor”?

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Luis Passeri e Daniela Fernanda

NATS HC Unicamp

 

– Quero o melhor para o meu filho!

Certamente você já ouviu, e mais de uma vez, uma mãe dizer esta frase.  Algumas se referiam ao futuro da criança, enquanto outras a questões mais específicas, como a comida, a roupa, ou a escola.  Mas você deve, também, ter escutado isto em relação à saúde.

Chega a ser comum, para nós que trabalhamos nas áreas da Saúde, escutarmos um colega afirmar: – Quero o melhor para o meu paciente!  Não é estranho ouvir isto?  Parece ser tão claro que todos nós, sejamos profissionais, pacientes ou familiares, queremos o mesmo.  Por que, então, esta frase continua a ser repetida?

Porque muitas vezes esta resposta, ou seja, a escolha do que é o “melhor”, não é tão simples, não é tão EVIDENTE, quando o assunto é Saúde.  Cabe a nós profissionais buscar esta EVIDÊNCIA do que é o “melhor”.  Esta resposta pode estar na opinião de um especialista.  Sua vivência e, muitas vezes, seus muitos anos de profissão, trazem ideias e impressões adquiridas na sua prática e nos seus estudos.  Sem dúvida elas tem valor.  Mas, ao mesmo tempo estas estão limitadas e enviesadas pelo conhecimento e pelas experiências de um único profissional.

A evidência sólida e comprovada deve ser buscada na literatura de Saúde.  Não num único artigo ou trabalho científico.  Este pode ser até mais limitado e com vieses ainda maiores que a opinião do especialista.  Mas se buscarmos um conjunto de estudos, de diferentes pesquisadores, de diferentes centros de pesquisa, poderemos ver esta resposta sendo construída e ser atingida a EVIDÊNCIA.

Aqui neste blog vamos tratar disto, da EVIDÊNCIA EM SAÚDE.  Há evidência da segurança e da efetividade no uso de um novo medicamento?  Uma nova técnica cirúrgica aumentará a sobrevida do paciente em comparação a uma técnica convencional?  Este novo equipamento traz melhores resultados que o que está sendo utilizado no nosso hospital?

Para responder estas inúmeras e importantes questões temos a disposição formas e métodos.  Temos um conjunto de metodologias que chamamos de AVALIAÇÃO DE TECNOLOGIAS EM SAÚDE ou, simplesmente, ATS.

O TecSaúde se propõe a apresentar e discutir ATS, ou seja como avaliamos e comparamos as tecnologias em Saúde.  Quais são as tecnologias que vamos incluir?  Quais as que vamos modificar sua forma de utilização?  Ou mesmo, quais as que vamos excluir, por terem se tornado obsoletas?  Enfim, de que modo tentamos responder: – O que é melhor para os nossos pacientes?

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