Vector Field DAAAAA!

Hoje eu estava montando meus materiais de apoio pra disciplina Cálculo II, quando me deparei com o tópico Campos Vetoriais. Revendo sua definição (uma função que associa um vetor a cada ponto de um conjunto), me dei conta de que posso amarrar esse tema com JoJo a Bizarre Adventure :3

Na parte 6 de JoJo, nos são reveladas as instruções do Diário de Dio. Quem o conheceu na parte 3 segurando um Rolo Compreesor (Roller Road Daaaaaa!!!) sabe que não é aquele perfil intelectual da parte 6… mas o Araki quer vender, então deixa alongar sua história. Enfim, o diário explica detalhadamente como “alcançar o céu”, e para isso inclusive, é preciso estar em um local e data bem específica.

Finalmente, o que eu preciso é de um local apropriado.
Vá para 28 graus e 24 minutos de latitude norte, 80 graus e 36 minutos de longitude oeste…
Lá, espere pela lua nova…

A posição que Dio orienta, refere-se ao Centro Espacial Kennedy da NASA (localizado próximo ao Cabo Canaveral), e a lua nova é quando a lua alinha-se na mesma direção que o sol. Mas o que essas duas coisas tem em comum? Vou fazer um desenho totalmente sem escala e de qualidade duvidosa para te ajudar:

Agora vou desenhar a relação entre forças gravitacionais do Sol, da Lua e da Terra.

Se nos aproximarmos da Lua, veremos que ela tem seu próprio campo gravitacional, assim como a Terra. Ou seja, todo mundo ta sendo puxado e ta puxando, o que muda é a força com que cada um puxa o outro. Mas na ocasião específica da lua nova, temos que tanto a Lua quanto o Sol, estão puxando a Terra em uma mesma direção (vou apagar as outras linhas de força, pra facilitar a visualização).

Com isso, entendemos que esperar a lua nova, tem como objetivo somar as forças de atração gravitacional do Sol com a lua. Seria nessa ocasião que a superfície terrestre é puxada com mais força para o espaço na direção do Sol. Mas se fosse apenas isso, porque então o Cabo Canaveral? É ai que entra o tópico que estou estudando para ensinar, Campos Vetorias.

Como a maioria de vocês sabe (creio que de vez em quando aparece um terraplanista enrustido nos meus posts), a Terra faz um movimento de rotação ao redor de seu eixo.

Ou seja, essa rotação faz com que todos os pontos da sua superfície sejam afetados por uma força centrífuga (empurra para longe do centro). Como a opção centrífuga da máquina de lavar, que faz as roupas girarem, e a água é empurrada para longe do centro, tirando o excesso da roupa. Contudo em que posição dessa “esfera” espacial em que vivemos, a aceleração centrífuga é mais forte?

Uma forma simples de descobrir em que parte a aceleração centrífuga é mais forte, é pensar que a Terra leva um tempo fixo T (24 horas) para completar uma volta. Se você estiver bem próximo do polo norte, uma volta no sentido da sua rotação será uma distância bem pequena X a ser percorrida em T. Mas se você estiver próximo da linha do Equador, teremos a maior volta possível Y, a ser percorrida também no mesmo tempo T.

Assim, se X e Y são distâncias, ambas percorridas no mesmo tempo, e X <<< Y, resulta que a velocidade com que o ponto se desloca para percorrer Y é bem maior do que para percorrer X. Ou seja, a aceleração próxima da linha do Equador é maior do que no restante do planeta.

Juntando essas duas informações (lua nova, Cabo Canaveral) temos a situação em que há o maior impulso favorável para sair do planeta.

Mas o que isso tem a ver com campos vetoriais?

Cada ponto na Terra (conjunto), nesse exato momento, está sofrendo uma aceleração (função ) centrífuga para fora da Terra (vetor), o planeta está nos expulsando… e com motivo. Em outras palavras, para cada ponto há um vetor aceleração apontando de forma tangente ao movimento de rotação do planeta, o que varia é o módulo desse vetor, a depender de quão distante estamos da linha do Equador.

Imagem de capa obtida em https://www.nasa.gov/wp-content/uploads/2022/12/Kennedy-VAB.jpg


Como referenciar este conteúdo em formato ABNT (baseado na norma NBR 6023/2018):

SILVA, Emanuelly de Paula Dias da. Vector Field DAAAAA! In: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Zero – Blog de Ciência da UnicampVolume 15. Ed. 1. 1º semestre de 2026. Campinas, 18 de Fevereiro de 2026. Disponível em: https://www.blogs.unicamp.br/zero/6324/. Acesso em: <data-de-hoje>.

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