“Ser mulher”, “ser enfermeira” e “ser cientista” (V.4, N.3, 2018)

A feminização do cuidado na saúde, desde muitos séculos, contribuiu para que a profissão de enfermagem fosse majoritariamente constituída por mulheres. A prática da enfermagem está diretamente associada ao cuidado e sempre esteve vinculada a ideia de um trabalho extensivo do lar e aos atributos femininos como delicadeza, fragilidade, pureza, altruísmo, disponibilidade e submissão. Para a sociedade brasileira, ainda permanece a visão que esta prática do cuidado está relacionada com o empirismo, corroborando para a falta de reconhecimento científico da nossa profissão.

Lilian Ayres

Especialista em Enfermagem na Atenção a Saúde da Mulher/IFF(Fiocruz) Doutora em Ciências da Saúde e Enfermagem/UNIRIO Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem e Medicina (DEM)-UFV

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