Bebês prematuros confundem toque e dor.

Vi na New Scientist: Uma pesquisa mostrou que os bebês prematuros sentem o toque e a dor da mesma maneira. Mas porque isto acontece?

Pobres bebês, nascem carecas, desdentados e cabeçudos. E mesmo uma cabeça tão desproporcional ainda não é o suficiente para nós, humanos. Sempre queremos mais, e para a cabeça continuar crescendo ela sai frouxa, é a famosa moleira. Ou seja, o crânio não está totalmente duro como osso, tem ainda muita cartilagem, o que permite ainda uns bons anos para crescer esse cabeção todo. Mas não é só por fora que as mudanças ocorrem, é por dentro que a mágica acontece. O cérebro cresce, e o mais interessante é que não são os neurônios os maiores responsáveis por esse crescimento. Quando estamos quase para nascer os neurônios já estão praticamente todos lá, mas como fios desencapados. A fita-isolante dos neurônios é a mielina, que nada mais é do que um lindo abraço celular. Veja o esquema:

#Neurohugs: Célula de schwann abraçando e encapando o neurônio.

O que a pesquisa achou pode ter a ver com esse “encapamento” ou com a falta de circuitos neurais já montados. Um estímulo em um cérebro bem formado tem um caminho a percorrer e certas regiões para receber este estímulo, interpretá-lo e diferenciá-lo. Mas talvez em um cérebro prematuro um estímulo acabe se espalhando por todo o cérebro do bebê como uma tempestade elétrica. Assim, dor e toque se confundiriam.

Mesmo assim, prematuros ou não, temos sobrevivido bem, nós, ex-bebês.

Eutanásia de Bebê… mas bebê-baleia. Tudo bem?

Filhote de baleia abandonado deve ser sacrificado na Austrália

Pobre criaturinha. E não tem outro jeito?
Bom, nessa idade de 4 messes os filhotes só se alimentam de leite materno. Mas vamos extrapolar:

Nos últimos dias, os especialistas analisaram opções para salvar Colin. Uma possibilidade estudada era tentar devolvê-la ao oceano e deixá-la ali sozinha apenas se estabelecesse contato com outros cetáceos e conseguisse uma mãe adotiva.

Imaginem se um barquinho conseguiria driblar um bebê baleia. Eu acho difícil.
E adoção acontece, mas imaginem quanto tempo uma mãe-baleia adotiva levaria para começar a produzir leite. É, má idéia.

Outra opção avaliada pelos especialistas seria criá-la em cativeiro, mas para isso seriam necessários 600 litros de leite por dia e 30 pessoas para alimentá-la durante os 11 meses de lactação.

Pergunta: leite de vaca? Porque não sei de nenhuma ordenha de baleias. E mesmo que pudesse, cairiamos no triste mas real “economicamente inviável”.
A opção escolhida foi a eutanásia.
E então, concorda?
P.S.: piada de humor negro do meu colega Marcos – Se uma tartaruga gigante de galápagos ficasse órfã, ela adotaria um fusca?

A genialidade da mulher-melancia. Só se aquilo tudo for omega-3


Depois das dicas para melhorar desempenho cognitivo, do leite materno e do chá verde, uma nova informação interessante neste campo: Omega-3 deixa meninas mais espertinhas.
Segundo notícia da Science, numa mega-pesquisa sobre nutrição e saúde feita nos EUA, com 4000 garotos e garotas entre 6 e 16 anos, os pesquisadores perceberam que meninas com mesma idade, classe social, etnia e resultados em testes de sangue equivalentes, mas que consumiam mais Omega-3, obtinham melhores resultados em testes cognitivos, inclusive de QI. Em meninos também ocorre um aumento, mas num nível duas vezes menor.
Essa importância do Omega-3 não é nova. Outros estudos já descobriram que a falta desta substância está associada a aumento na agressividade, depressão, suicídio e transtorno bipolar. Isto porque os neurônios utilizam ácido-graxos (que formam as gorduras, como o Omega-3) para formar seus axônios.
Mas agora pasme! O Omega-3 se concentra mais na gordura que se localiza no quadril, e o Omega-6 na cintura. Percebeu-se que mulheres com mais quadril e menos cintura têm melhor desempenho em testes cognitivos, assim como os seus filhos.
Um outro estudo mostrou que os homens preferem as mulheres com mais quadril que cintura ( o teste era simples, mostrando para homens siluetas de mulher com diferentes tamanhos de cinturas e quadris), numa proporção quadril x cintura de 0,7. Comparando esta relação cintura x quadril preferida pelos homens, o estudo, usando dados de clínicas de fertilização, constatou que as mulheres com esta relação 0,7 de medidas eram as mais férteis. Ou seja, corpo de violão é sinal de fertilidade, e os homens que preferem este tipo de mulher teriam maior sucesso reprodutivo, e seria por isso que esta relação 0,7 lota as capas de playboys e concursos de beleza.

Chegamos assim a uma conclusão esdrúxula: as mulheres capas de Playboy, misses e dançarinas de palco do Faustão, seriam as mais inteligentes dentre as mulheres!
Concordemos que isto foge do senso comum. Talvez porque o Omega-3 só é responsável por determinar 1% da diferença de inteligência. Fatores genéticos e educação influenciam muito mais.
Mesmo assim não podemos duvidar da inteligência destas mulheres-melancia, pois se formos ver quem ganha mais, uma capa de Playboy ou uma aluna de pós-graduação, talvez percebamos a “genialidade” que reside nos corpinhos de violão.

Aumente seu QI. Mame no peito!


Mais uma vantagem deste que vem se mostrando o elixir alquímico dos neo-natos. Bom pra tudo esse leitinho. Até QI sobe com ele!

Estudo com 14000 crianças acompanhadas até os seis anos mostram que as que se alimentaram exclusivamente de leite materno até os três meses, alguns até 12 meses, têm em média uma pontuação 5,9 pontos maior em testes de QI.

O importante é salientar que não se sabe se o que traz a vantagem é alguma substância do leite, ou se o próprio ato de amamentar e toda a ação e o contato entre mão e filho envolvidos no processo. Ou seja, o leite pode conter alguma substância que alimente o cérebro do bebê, ou o fato da mãe conversar com o bebê, e até mesmo o toque em si, que pode estimular liberação de hormônios na criança, podem ser os responsáveis pelo aumento do QI.

A lição, mamãe, parece ser mesmo “amamente o quanto der”.

Mas se você está grandinho demais para mamar, aqui estão as dicas para melhorar seu desempenho cerebral!

BBC: Breastfeeding ‘helps to boost IQ’

DVD da Disney parece dificultar desenvolvimento de bebês


A Walt Disney company está em pé de guerra com uma faculdade dos EUA, por causa de uma pesquisa recente. Parece que a exibição de vídeos e DVDs para bebês, incluindo uma marca da Disney chamada “Baby Einstein”, pode estar ligada a dificuldades no desenvolvimento de linguagem.

Este estudo foi publicado em agosto e concluiu que bebês com idade entre 8 e 16 meses que assistiram aos DVDs uma hora por dia pontuaram menos que outras crianças em um teste que avalia desenvolvimento comunicativo. Um dos pesquisadores chegou a dizer que prefere que os bebês assistam “American Idol” (a versão americada do programa “Ídolos”) no lugar dos vídeos. Claro que a Disney se defendeu pondo em dúvida a seriedade do estudo, dizendo que a metodologia é duvidosa, os dados anômalos e as medições não confiáveis. Num comentário publicado na Nature, foi citado o porquê da agitação.

Esta pesquisa pisou num calo da Disney, que com essa linha de DVDs para bebês, pretende faturar U$ 1 bilhão de dólares até 2010. Mas mesmo a especialista em Desenvolvimento Infantil e Televisão convidada pela Disney para comentar a pesquisa não foi enfática na defesa da empresa. Disse apenas ter algumas discordâncias metodológicas, mas que algumas conclusões são válidas e motivam mais estudos no assunto.