A caverna de Platão (V.3, N.7, 2017)

A Caverna é a descrição de um inusitado espetáculo de ilusionismo, um teatro de sombrassinistro em cuja volta acontece uma transformação tão ominosa quanto a encenação mesma. Os espectadores são prisioneiros; o subsolo, o claustro no qual cumprem sua pena; a obra representada, nada além de uma miragem. Mas então um prisioneiro abandona a gruta e, de escravo que era, devém liberto. Na superfície, o liberto descobre o mundo iluminado pelo Sol e o próprio Sol, se emancipa finalmente da ignorância e transmuta em sujeito esclarecido. O sujeito esclarecido, por sua vez, homem compassivo além de lúcido, conserva na memória a lembrança dos antigos companheiros e desce de volta às trevas para resgatá-los.

Open Philosophy

Formada em Ciências Humanas pela UM (Universidad de Montevideo, 2010), defendeu a dissertação de mestrado “Estrutura e Dinâmica da Psique na República de Platão” na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, 2012), sob orientação do Professor Lucas Angioni. Atualmente, na mesma casa e sob a mesma orientação, é doutoranda em Filosofia Antiga e trabalha na tese “Utopia e pessimismo na República de Platão”. Sua pesquisa se foca na Filosofia Clássica mas abrange também temas éticos, políticos e psicológicos contemporâneos. Leitora e escritora de tempo completo, confia na reflexão e no diálogo como caminhos para a realização e a liberdade. Criadora do projeto Open Philosophy, é geradora frequente de conteúdo.

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