Conheça a Robyn Silber, cientista da computação que enfrentou preconceitos na sua área por ser uma mulher autista

Publicado por Natália De Nadai em

A jovem cientista da computação Robyn Silver é graduada em matemática e mestre em Ciências da Computação pela George Washington University. Ela optou por essa universidade devido ao programa de Serviços de Apoio à Deficiência, reconhecido nacionalmente. 

Robyn foi diagnosticada com autismonome técnico oficial: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) – é uma condição de saúde caracterizada pelo déficit na comunicação social e comportamento.

Foi sua paixão por cálculo que a levou a escolher o curso de matemática porém, em seu primeiro ano de graduação, ela teve experiências ruins que causaram uma crise, colegas e professores constantemente diziam que ela não tinha inteligência suficiente para cursas matemática, e foi quando ela começou a acreditar que não era capaz de continuar com os estudos.

Nesse período as crises eram constante e a falta de condições psicológicas fizeram com que ela se afastasse da universidade. Depois de dois anos de terapia ela retornou aos estudos e terminou a graduação de matemática.

Ao retornar para sua graduação de matemática, ela iniciou uma disciplina de ciências da computação e foi quando descobriu a paixão da sua vida, a programação, e foi com o apoio do professor dessa matéria que ela buscou um mestrado em ciência da computação. Sem mencionar, foi a primeira vez que um professor a fez sentir incondicionalmente aceita como uma aluna com deficiência.

Mesmo durante seu mestrado, ela sofreu muito preconceito de seus colegas e professores, por ser uma das únicas mulheres na turma e por eles acharem que ela era privilegia devido a sua deficiência.

Ela dedicou-se muito durante esse período, e destacou-se como a melhor da turma, mas os professores, sempre que possível, usavam argumentos de que ela tinha privilégios, por exemplo, mais tempo para a realização de provas ou um ambiente mais calmo para que ela conseguisse se concentrar, e por essas vantagens, na visão de muitos é que ela conseguia boas notas.

O que eu gosto na história da Robyn é que mesmo com todo o preconceito, seja por ela ser mulher numa área predominantemente masculina ou por sua deficiência, esses nunca foram motivos que a fizeram desistir, e que com muita dedicação e estudo, podemos alcançar nosso objetivos.

Atualmente Robyn Silber trabalha como engenheira de software no Google New York, sendo especialista em Java e Android.

Siga a história de Robyn e seja inspirada por ela no Instagram e Twitter (@programm_r).

A ciência da computação é uma matéria emocionante e gratificante. As oportunidades em tecnologia são infinitas. Com isso dito, ainda existem barreiras de inclusão que as mulheres enfrentam nos campos STEM, compartilhe sua história com outras pessoas. Ao fazê-lo, você não está apenas tornando seu ambiente escolar / profissional inclusivo; você o torna inclusivo para todas as mulheres que seguem seus passos.

Referências:

http://drrachelvgow.com/resources-news/real-life-stories/surviving-college-disability-student/

https://www.youtube.com/watch?v=xlY-Xtcu3hQ

http://www.codingcommanders.com/blog/womenintech/robyn_silber.php

https://twitter.com/programm_r

https://www.linkedin.com/in/robynsilber/


Natália De Nadai

Formada em Física, Matemática, Pedagogia e cursa especialização em Educação e Tecnologia. Atualmente trabalha com revisão e produção de conteúdos, videoaulas e material didático de Física e Matemática. Apaixonada por ciências, educação, tecnologia e bolo de cenoura.

2 comentários

Big Cérebro · 5 de abril de 2020 às 14:02

Parabéns pelo artigo. A falta de informação leva à incompreensão. Por isto nos dedicamos também a fornecer informações baseadas em evidências, para que pais e educadores possam compreender e ajudar da melhor forma nossas crianças. Elas merecem!
Att: https://blog.bigcerebro.com.br

    Natália De Nadai · 20 de maio de 2020 às 18:37

    Obrigada pelo apoio e pela dica, vou procurar enriquecer mais meus textos.

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