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As pesquisas sobre aquecimento global e a influência do homem neste processo, sofreram ataques dos negacionistas (climate sceptics) no famoso “escândalo” do ClimateGate (acesse aqui e aqui para saber mais). Basicamente, eles alegaram que, ao “obterem” troca de e-mails entre pesquisadores, dados sobre modelagem climáticas estavam sendo manipulados para que fossem confirmadas hipóteses de aumento da temperatura da Terra.

Não preciso dizer que foi o auge para os céticos. Para eles, o relatório do IPCC era lixo. Porém, o blog DeSmogBlog recebeu (por engano) vários documentos do Instituto HeartLand. Recebeu mesmo, pois o próprio instituto confirmou que os e-mails foram enviados incorretamente para uma terceira parte “anônima”. Este instituto se diz ser um grupo de especialistas sem fins lucrativos que questiona a veracidade do Aquecimento Global, problemas causados por tabagismo passivo e outros assuntos que requerem regulamentação governamental. Eles dizem não serem afiliados de nenhum partido político, negócio ou fundação. Este instituto patrocina diversas palestras e encontros de céticos do clima nos EUA. 

Os documentos dizem respeito aos planos e orçamentos para as ações do instituto e, o mais importante, que o patrocina (isso aí, grandes empresas petrolíferas e da industria do tabaco são financiadoras do Heartland). Basicamente, este documentos revelam planos que tem como objetivo patrocinar negacionistas (blogueiros, professores universitários, jornalistas, entre outros) tais como o Anthony Watts (editor do blog Watts up with that?) e o professor Fred Singer (afirma que o CO2 não é um poluente), comprar editorais em importantes jornais e até influenciar o que é ensinado nas escolas americanas sobre o clima.

Resumindo, o instituto lidera uma campanha para desacreditar as pesquisas sérias relativas ao clima e, assim, provocar uma dúvida falsa na sociedade. O jornal The Guardian fez o perfil dos maiores beneficiados com este financiamento.

Não defendo que não deva existir contrapontos contras as pesquisas sobre aquecimento global e que estes sejam também financiados. Para mim, a ciência só evolui com discordância entre partes. Não existe consenso em ciência. Entretanto, surge como o ser mais despresível aquele que patrocina a divulgação de mentiras ou aquele que contesta sem mostrar argumentos sólidos, baseado em pesquisas sérias e publicadas. Isto ainda se intensifica quando estamos falando de possíveis problemas que afetarão a vida de milhões de pessoas, principalmente as mais pobres.

Para saber mais, acesse também este artigo do The Guardian (em inglês).

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