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Muita polêmica foi gerada com a entrevista do Silas Malafaia para o prgrama da Marília Gabriela. Todos temos direitos de nos expressarmos, porém sem que isso ofenda alguma outra pessoa ou grupo. Neste contetxo, o perigo mora quando alguém tenta travestir um discurso de liberdade de expressão com propagação de ódio.

Além disso, o uso de uma suposta “base científica” para determinadas afirmações e a malandragem de associação com grupos tais como assassinos ou criminosos, demostram inegavelmente a má fé deste argumento.

Ainda, afirmar “nenhuma das verdades científicas da bíblia foi derrubada” só nos mostra o nível raso da discussão. Quais verdades científicas? É necessário que a Bíblia seja comprovada cientificamente? Isso faria os religiosos serem mais religiosos? Não basta eles crerem?

[youtube_sc url=”http://youtu.be/3wx3fdnOEos”]

Acredito que o Eli Vieira tenha divulgado este vídeo não para esfregar ciência na cara do Silas, mas sim para demonstrar que não basta você discussar como se tivesse dominasse os temas soltando dados núméricos, é preciso saber do que está falando. É preciso ter se dado ao trabalho de pelo menos ler o artigo científico, pois fica claro que se tivesse lido, saberia interpretar os dados de maneira melhor.

Na própria carta de resposta do Silas para o Eli, a primeira coisa escrita foi um ataque a sexualidade do cientista. Mais um fator que demonstra a insegurança e a aversão a opinião contrária que o lider religioso possui. Não se mantém uma argumentação atacando a vida pessoal do outro. O que vai mudar a orientação sexual do outro? Isso influencia na veracidade dos argumentos de alguém? Por ele se denominar pastor, seus argumentos teriam mais confiabilidade do que de uma pessoa normal?

Por fim, me pergunto, porque cuidamos tanto da vida dos outros? O cara quer ir a Igreja? Vá! O cara que ser Punk? Seja! O casal gosta de swing? Vai para a suruba. O individual hoje em dia é coletivo.  Esses sistemas de controle que sismam em querer encaixar a gente na dita normalidade. O problema é termos a maldita pretensão de que podemos escolher o melhor para os outros, sendo que muitas das vezes não sabemos nem escolher para nós mesmos.

 

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