Eu reclamo demais?

Ser ambientalista é ser mal-humorado? Rabugento, sempre crítico e reclamão? Pois é assim que eu tenho me sentido nos últimos tempos e dando uma olhada rápida nos posts parece que é mais ou menos assim que eu me manifesto aqui, pelo menos de uns tempos para cá.

Façamos um balanço rápido: reclamei da propaganda da Rainha, do comercial da Diesel, do evento Katoomba Brasil, do nome de um consórcio de empresas de construção de hidrelétrica, das reportagens sobre empregos verdes, do Blog da Gisele Bündchen, do Live Earth, das empresas de impressoras, das condições de trabalho na República Dominicana entre outras rabugentices…

Pra não dizer que eu só falo mal e reclamo também falei bem da Natura, da Patagônia, do clip e da música do Carlinhos Brown, da GE (isso pra mim é quase um absurdo!), do Banco Real, da Interface, do anúncio da MTV, de um site sobre Biodiversidade para crianças

Mas a impressão que eu tenho é que eu falei mais mal que bem, que reclamei bem mais do que qualquer outra coisa e esse tipo de atitude me faz ver por que existe o termo “ecochato”.

A última coisa que eu queria ter criticado e resolvi me abster foi a “Hora do Planeta“. Apesar de achar que o evento é questionável do ponto de vista de eficácia e efetividade para mudar alguma coisa, preferi simplesmente citá-lo aqui no blog pra não passar em branco. Mas vários outros blogs teceram sua opinião sobre a ação e por eu ter ficado em cima do muro me senti culpada. Mas ao mesmo tempo ando me sentindo rabugenta demais por só reclamar de tudo que aparece. (Apesar de nao ter resistido e twittar uma reclamação sobre o evento.)
 
Sim, esse é um blog pessimista, mas só apontar coisas ruins parece que nada mais de bom acontece… Bom, mas nesse caso tenho pra indicar vários sites e blogs que mostram o lado cor-de-rosa da sustentabilidade. Quando você se cansar de ler só coisas ruins, de ler só dark side do meio ambiente, seguem aí algumas sugestões… Prometo tentar ser menos rabugenta, mas essa é talvez a graça do blog.

Cidades e Soluções
Revista Ideia Socioambiental
Blog Práticas – Banco Real
Planeta Sustentável
Vida Verde

7 Comments

  • 31 de março de 2009 - 01:00 | Permalink

    Descobri pelo Carlos Hotta que sou um chatoecochato. Essa eu não sabia!
    Acho que o importante é criticar o que acha de errado no evento e fazer o que você acha melhor. Para mim apagar as luzes da sala (e somente elas segundo o WWF) não levaria a nada e por isso não fiz. Mas pelos comentários que recebi no meu post parece que o que eu escrevi foi algo anti-ecológico, que sou a favor de colocarem só termelétricas no Brasil, dentre outras.
    Será que não podemos criar uma nova classe de ambientalistas críticos? Tenho certeza que entraríamos juntos nessa, Claudia. Criar um novo movimento onde os ambientalistas não fazem tudo o que os grandes monstros verdes “mandam” eles fazerem. Que tomam atitudes individuais ao mesmo tempo que não travam o licenciamento de todas as hidrelétricas sem ao menos terem lido os estudos de impacto. Que não acham que podemos viver em um mundo sem impacto ambiental, mas sim num mundo com o menor impacto ambiental possível.
    Fiquei realmente pensativo com os comentários que recebi no meu post e acho que você fez o mesmo. E aí, topa participar desse novo movimento? 🙂
    Abraços.

  • 7 de abril de 2009 - 16:15 | Permalink

    Claudia, pois eu acho que há espaço para tudo. A tua crítica é construtiva. Quem for esperto, a transformará em ações positivas. Quem não for, vai ficar reclamando. A maturidade das pessoas/empresas pode ser medida por aí.

  • 16 de abril de 2009 - 09:02 | Permalink

    Olá, passei pra lhe desejar um feliz aniversário, muita saúde e paz, hoje e sempre.
    Parabéns pelo blog. Sobre o texto, tenho orgulho de ser chamado de ecochato, existem algumas poucas coisas boas acontecendo em prol do nosso meio ambiente e a maioria delas aconteceu porque os ecochatos existem, no futuro seremos vistos como heróis (risos). Pode até não ser assim no futuro, mas é um jeito divertido de seguir em frente.
    Um beijo

  • 16 de abril de 2009 - 09:10 | Permalink

    Ahh… sobre o evento “Hora do Planeta”, também achei inócuo apagar a luz da sala, mas ao invés de criticar, conclamei as pessoas a apagarem as luzes da casa e aproveitarem esse momento pra refletir sobre seus hábitos de consumo.
    Tive amigos me contando que perceberam que não precisavam de 2 lampadas na sala de casa e que daquele dia em diante retiraram uma das lampadas e agora usam uma só.
    Não gosto de ambientalistas sem propostas, a situação é grave demais pra ficar de picuinhas com tudo o que não se concorda e qualquer iniciativa desse porte pode ser aproveitada de alguma forma, se formos inteligentes.
    Mais um beijo

  • 16 de abril de 2009 - 14:02 | Permalink

    Obrigada junior! 😉
    Tomara que no futuro esse nosso serviço de ser chato seja reconhecido! hehe

  • 2 de maio de 2009 - 11:49 | Permalink

    Olá. Acompanho seu blog normalmente sem comentar. Acredito que muitas vezes quem se importa com o meio-ambiente tenha fama de chato, ou pessimista. Mas não dá pra ser diferente: a Palmolive, por exemplo, faz um comercial do Palmolive Amazônia mostrando a modelo lavando os cabelos no rio. Péééé, minha sirene tocou pela primeira vez. Ruídos da floresta, greenwashing na marca, e a narração diz que tem extratos de linhaça e castanha-do-pará, que esfoliam suavemente sua pele. Vá lá, vou experimentar, comprei dois, um pra deixar em casa, outro pra mochila da piscina. Chego em casa, olho a composição do produto, tudo em inglês: péééé de novo. Desrespeito a lei e ao consumidor. Só? Ainda não. Leio a composição, e o produto contém polietileno e poliestireno. Seria na embalagem? Achei que não. Resolvi examinar as pequenas partículas esfoliantes. Elas não se quebram nem dissolvem, têm todas a mesma cor, e algumas são esféricas. Acho que a Palmolive está descaradamente vendendo polietileno como linhaça, e poliestireno como casca de castanha. çomo não sou químico, não sei se pode haver polímero na composição de um sabonete líquido. Alguém poderia dar uma opinião mais técnica. Se for o caso, é um absurdo.
    Abraços!

  • 2 de maio de 2009 - 13:16 | Permalink

    Alessandro, muito interessante… Vou conversar com alguns quimicos q podem nos ajudar, mas tenho q comprar o sabonete! O q eu nao queria… 🙁
    Conselho: compre sabonetes da Natura, nao sei se são 100% confiáveis, mas acho q é uma opcao melhor q Palmolive.
    Obrigada pelo comentário!

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