Calçadas – Acessibilidade

Longe de mim ser uma pessoa que manje de acessibilidade, eu entendo super pouco e só me lembro do quanto isso é importante quando tenho que viajar e estou com uma mala grande de rodinhas. Aliás, quando estive na Europa pela primeira vez em 2005, achei que seria super fácil rodar com uma mala de rodinhas por lá por achar que tudo já estava acessível para quem tem dificuldade de locomoção. Ledo engano, pelo menos naquela época, andar de trem com malas de rodinhas era terrível, principalmente se a sua mala é grande e você não é uma pessoa muito forte, você vai depender da ajuda das pessoas.

Aqui no Brasil vi estações de metrôs serem adaptadas tanto para quem dificuldade de locomoção como para quem não enxerga, vi guias nas ruas serem rebaixadas, vi companhias de ônibus circularem com símbolos de acessibilidade e Prefeituras anunciarem calçadas que além de propiciarem melhor acessibilidade e serem mais segura também absorvem água, melhorando a permeabilização das grandes cidades.

acessibilidade

É muito legal, muito bonito, é um começo, mas como lidar com esse problema quando a gente planejou tudo muito mal? Veja os exemplos de calçadas que eu tenho na rua da minha casa, em São José dos Campos:

calcada1

Imagem: Google Street View

Tá vendo o poste bem no meio da calçada? Como uma cadeira de rodas ou um carrinho de bebê passa ali? Como faz?

Olha outro exemplo:

calcada2

Imagem: Google Street View

Colocaram a calçada padrão da prefeitura, a “calçada segura”, mas será que um cadeirante passa ali entre o prédio e a árvore? Será que tá seguro mesmo? Será que tirar a árvore é uma opção?

Andando por ai já vi tantos outros exemplos assim, como esquinas com guias rebaixadas em que as calçadas ao longo da rua tem degraus, carros estacionando nas calçadas sem rebaixamento de guia, ausência de calçada…

Existe solução para esses problemas? Ou temos que aprender a conviver com eles para sempre? Ou o mundo será dominado pelos carros e iremos abolir as calçadas? Se alguém tiver sugestões por favor, use a caixa de comentários.

3 Comments

  • 31 de março de 2012 - 18:50 | Permalink

    Por acaso cai neste site pela primeira vez e de cara vim ler este artigo. Sinceramente achei que o texto faltou algo. O texto não gera a discussão que se propõe.

    Concordo que todo mundo deveria ter o direito de ir e vir independente da condição física ou social. Todavia, não acredito que tirar uma árvore do caminho seja uma opção viável. Nós seres humanos já estragamos demais a natureza. Ou alarga-se a calçada tomando espaço da rua ou alarga-se a calçada demolindo o lado da casa.

    Abraço!

  • 18 de abril de 2012 - 10:31 | Permalink

    A prefeitura de Natal não admite a existência de pedestres. Aqui, para o governo, só existe carro.
    Eu desconheço um trecho maior que vinte metros em que a calçada seja uniforme. Cada dono de casa faz a calçada como quer, com batentes, rampas para veículos, com árvores, etc.

  • amanda
    26 de maio de 2012 - 22:37 | Permalink

    Bom …. calçadas fazem parte do meu dia-a-dia profissional e o que sei é que de uns tempos pra cá ( enão só no que diz respeito à calçadas) tenho a impressão de que estamos mesmo um tanto a frente em termos de acessibilidade quando comparados a outros países …

    Isso certamente contribui para que daqui a algum tempo possamos ter algumas boas e longas rotas acessíveis, apesar do acúmulo de décadas sem considerar a questão – quando adimitíamos calçadas inacessíveis a qualquer pedestre, mesmo os não portadores de qualquer necessidade especial …

    O que acho uma pena é rigidez como as coisas são colocadas na nossa legislação (em diversas partes do país). Algumas normas são desnecessariamente radicais, inflexíveis e muito mal “”calculadas” – limitam as opções sem garantir necessariamente a acessibilidade.

    Por exemplo: aqui em SP temos uma restrição quanto aos materiais a serem empregados na calçada, excluindo uma série de outros materiais que também são acessíveis …

    Agora, deixando um pouco a crítica de lado e respondendo mais diretamente ao questionamento da Clau:

    Sobre os postes, a alternativa (desconsiderando a desapropriação parcial dos terrenos para aumento da calaçda, ou a redução da pista de rolagem) seria passar toda a fiação para instalações subterrâneas.
    Um investimento certamente pouco prioritário nos orçamentos municipais …. Mas e no orçamento das operadoras / fornecedoras de energia elétrica?

    Quanto às árvores existentes …
    MInha opnião: se árvore estiver lá, saudável, bonitona, etc etc etc …
    Diminui a rua! rs
    Mas se ela já estiver condenanda (o que para alguns não existe – existem diversos tratamentos que podem ser feitos para “salvar” a árvore e garantir bons anos de spobrevida) … poderia até ser removida …

    Na nova legislação de calçadas de SP, este assunto é incompletamente abordado – uma vez joga a decisão para uma outra “esfera” sem defini-la exatamente … sem citar a lei que definiria, etc ….

    Pelo que sei, aqui em SP, você pode solicitar a remoção de uma árvore do passeio público por diversos motivos … mas a situação será avaliada caso a caso … não sei se a legislação é muito clara e/ou definitiva sobre isso …

    Segue abaixo o trecho da lei LEI Nº 15.442, DE 9 DE SETEMBRO DE 2011 – do Município de São Paulo

    § 1º No caso de passeio em mau estado de manutenção e

    conservação em decorrência da existência de espécie arbórea,

    o responsável ficará dispensado do cumprimento da obrigação

    prevista no “caput” do art. 7º desta lei até que o corte ou a supressão

    seja providenciado pela Administração Municipal, nos

    termos da legislação vigente.

    § 2º A partir do corte ou supressão da espécie arbórea, o responsável

    terá o prazo de 30 (trinta) dias para providenciar a

    regularização do passeio público.

    Duas vergonhas:
    * ler o post tanto tempo depois … devia passar por aqui com mais frequencia …
    * não conhecer a legislação o suficiente pra esclarecer sobre a retirada da árvore …

    Mas de qualquer forma fica o comentário! ; )

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