Macro, escura e massiva

Uma galáxia-anã em formação, há cerca de 7 bilhões de anos. Estrelas em amarelado, gás em ciano e matéria escura em tons avermelhados. [imagem: Bourke e Duffy/International Centre for Radio Astronomy Research, via scienceillustrated.com.au]

Ela está por toda parte, permeando o universo. Mas não a enxergamos, não podemos tocá-la e assim não sabemos do que é feita. Dos efeitos sabemos: ela compõe aproximadamente 27% do Cosmos (a matéria ordinária só ocupa 5%), mantém as galáxias coesas e não interage com a luz. Por isso, e na falta de nome melhor, a chamamos de Matéria Escura.

Há três décadas, os melhores físicos do mundo tem quebrado a cabeça para entendê-la. Construímos aceleradores de partículas cada vez maiores para buscar partículas cada vez menores. Será que esse foi o caminho certo? Quem levanta a pergunta são dois jovens físicos teóricos e professores de Física de uma universidade da África do Sul. (mais…)

Fim de um Mistério: Majorana (ou não)

Ser ou não ser, ligado ou desligado, zero ou um, partícula ou onda. O mundo está cheio de alternativas mutuamente excludentes. Mas há também muito entre esses extremos. Muita ambiguidade, indefinição: ondas que são partículas e podem estar ligadas e desligadas, sendo e/ou não sendo. Enquanto na escala cosmológica, temos os quasares (objetos quase estelares), na escala subatômica encontramos as quasipartículas. E nenhuma quasipartícula é tão quase e tão ambígua quanto o Férmion de Majorana. Nem quase tão fácil de encontrar. (mais…)