As canções perdidas do Holocausto

Vista, através do arame farpado, dos barracões de prisioneiros no campo de concentração de Flossenbürg. Flossenbürg, Alemanha, 1942. [Imagem: Bildarchiv Preussischer Kulturbesitz]

Vista, através do arame farpado, dos barracões de prisioneiros no campo de concentração de Flossenbürg. Flossenbürg, Alemanha, 1942. [Imagem: Bildarchiv Preussischer Kulturbesitz]

Nos campos de concentração, arames farpados eram as barreiras que prendiam os prisioneiros judeus. Curiosamente, foram rolos de arame que gravaram suas primeiras memórias após a libertação.

Enquanto avançavam pelos territórios ocupados pela Alemanha Nazista nos estágios finais da II Guerra Mundial, as Forças Aliadas puderam ver, ao vivo, os horrores de campos de concentração, muitos dos quais abandonados às pressas. Cientes da importância do achado, os militares aliados registraram a chocante descoberta em filmes — alguns dos quais foram usados mais tarde como prova no Julgamento de Nuremberg. No entanto, nenhum desses registros cinematográficos dava voz aos sobreviventes do Holocausto. (mais…)

Uma jornada inesperada

O silêncio caiu por estas bandas na última semana. Mas não há motivos para pânico. Este que vos escreve vai bem, obrigado. Bem atarefado também, mas finalmente posso revelar o que me deixou longe da blogosfera nos últimos dias. É algo que vem me ocupando desde meados de junho. É algo que tem a ver com minha formação. É algo que tem a ver com o hypercubic. É algo que mede 20x15cm, tem umas 150 páginas e é um tanto patético em seu conteúdo.

Os leitores mais sagazes já sacaram: é um TCC. Também, mas mais do que isso — é meu primeiro livro! E hoje posso, enfim, contar a breve história de como ele nasceu.

Se livros são como filhos, o meu primeiro definitivamente não foi planejado. Confesso que já havia pensado em tê-lo, mas era mais um sonho distante do que algo realizável. (mais…)

>Anos incríveis

> Se você tem mais de 18 anos, parabéns! Sim, por que embora você não tenha percebido (ou talvez não se lembre), você viveu em dois anos palindrômicos: 1991 e 2002. Matematicamente falando, é um grande privilégio, pois as pessoas não vivem o bastante para passar por dois anos “espelhados”. Leia mais…