Relatório Asimov sobre a Criatividade (1959)

Depois de lançar com sucesso seu primeiro satélite espacial, o Sputnik, a União Soviética parecia estar pronta a dominar o mundo. Enquanto isso, os Estados Unidos estavam apenas começando a esboçar uma reação. Em 1958, foram criadas a NASA e a ARPA. No ano seguinte, a relação entre essas duas entidades ainda era confusa. Impaciente, o governo americano já havia percebido que precisava definir bem os papéis para ter suas próprias surpresas tecnológicas. Outro problema: não importava o quanto fosse investido na expansão tecnológica, ela parecia inadequada.

Arthur Obermayer trabalhava na Allied Research Associates, empresa da MIT dedicada ao estudo dos efeitos de armas nucleares em estruturas aeronáuticas. A firma estava envolvida num dos primeiros projetos da ARPA, o GLIPAR (Guide Line Identification Program for Antimissile Research) [pdf]  e precisava de muita criatividade para ajudar a projetar um sistema de defesa com mísseis balísticos. O governo americano queria que todos os envolvidos fossem estimulados a “pensar fora da caixa”. Mas como fazer isso? (mais…)

Contos Traduzidos: “A Estrela”

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Num fim de ano, numa virada de século, enquanto o resto do mundo se dedica às festas ou ao trabalho, os astrônomos percebem que há alguma coisa errada com Netuno. Para a comunidade astronômica isso já seria o bastante para causar rebuliço — seria a perturbação causada por um outro planeta? Imaginem, então, quando os estudiosos do céu descobrem um clarão cada vez maior e mais brilhante vindo justamente da direção de Netuno. Nos primeiros dias do ano-novo, os jornais se dividem ao noticiar a descoberta. Uns dizem que é uma tragédia anunciada, é o fim do mundo e vamos todos morrer. Outros afirmam que não vai ser bem assim, que foi a mesma coisa com o ano 1000 e, no máximo, pode ser uma passagem de raspão de um segundo sol mas não há motivos para pânico.

Ou será que há? (mais…)

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