A ordem dos piados altera o produto

P. minor

Parus minor ou chapim-japonês: um páçaro que não sofre de dislexia? Creio que sim.

Cá vem esse ler artigo. Artigo esse cá ler vem. Esse ler cá artigo vem. Vem cá ler esse artigo. Pronto, agora sim, podemos começar. Se você estranhou a estrutura das três primeiras orações, teu senso de análise sintática está funcionando muito bem. Agora, falando (ou melhor, escrevendo) sério: você, humano, não é o único a estranhar a colocação diferente de determinadas combinações fonéticas. (mais…)

Poesia Cthulhu

http://scienceblogs.com.br/hypercubic/files/2013/07/Cthulhu_Rising_by_somniturne.jpg

Cthulhu Rising by somniturne (via mobground.net)

Para quem não sabe, os contos de horror cósmico de H. P. Lovecraft (1890-1937) retratam um mundo muito além da compreensão humana. Situado na tríplice fronteira do horror com a fantasia e a ficção científica, seu universo é governado por deuses com aparências capazes de perturbar qualquer mente sã. O primeiro destes contos foi “The Call of Cthulhu”, escrito em 1926 e publicado na Weird Tales de fevereiro de 1928. A Wikisource tem o texto na íntegra (em inglês, of course). O Chamado de Cthulhu é uma tradução para o português disponibilizada pelo Site Lovecraft [pdf em zip].

Mas e se, em vez de contos, Lovecraft tivesse contado a história de Cthulhu em versos? Em 2011, o americano David Jalajel fez de Lovecraft um poeta. Ou quase isso. No poema experimental Cthulhu on Lesbos [Cthulhu em Lesbos], Jalajel pega frases de The Call of Cthulhu e as arranja em cantos safados sáficos com pouca ou mesmo nenhuma consideração pela sintaxe convencional. Eis os primeiros versos, acompanhados de nossa tradução: (mais…)