Buscas pelo mundo

Se as buscas no Google significam alguma tendência (seja ela qual for) vamos aos fatos.
Seria a Austrália o país de língua inglesa mais preocupado com a sustentabilidade pois o maior número de buscas no google por essa palavra vem de lá? Engraçado que no fim do ano todo mundo esquece o assunto… hehe Veja o gráfico.
No Brasil a palavra sustentabilidade ganha força a partir de 2007, com vários altos e baixos. O estado com maior busca dessa palavra é São Paulo, seguido por Santa Catarina. Veja aqui.
As palavras meio ambiente tem uma característica interessante, sempre no fim do primeiro semestre tem picos de buscas, seria algum trabalho escolar? Olhe!
Aquecimento Global foi assunto ano passado, esse ano parece que as pessoas já se acostumaram com o termo e não precisam mais da ajuda do Google. 😉 Isso tanto em português como em inglês. Seria por conta da Conferência da ONU em Bali, que a Indonésia é a campeã em buscas pelo termo Global Warming?
Todas essas conclusões, baseadas pura e simplesmente em achismos da minha parte, foram tiradas com os gráficos gerados pelo Google Trends.
Aceito melhores interpretações.

O Pálido Ponto Azul

Vi esse video aqui. E achei que lembrava bem um outro post meu, esse.

Pesquisa

Oi leitor, gostaria de saber o que você procura. Tenho uma vaga noção do que as pessoas estão procurando quando chegam no meu blog, mas que informação você acha que falta na internet? Quais informações sobre meio ambiente e sustentabilidade você quer e tem dificuldade de encontrar?

Se você que chegou aqui, independentemente do motivo, puder responder essas perguntas fico feliz (você pode mandar as respostas por e-mail ecodesenvolvimento arroba gmail ponto com ou usar a caixa de comentários, ok?) Segue algumas perguntas que eu tenho curiosidade em saber.

1) Quais são os principais sites de meio ambiente que você conhece e consulta?

2) Que tipos de informação você procura? Notícias, reportagem, pesquisa, depoimentos, dicas…?

3) O que você procura sobre meio ambiente e não acha?

Muito obrigada!

Foto: http://blog.uncovering.org/archives/uploads/2007/070714_blog.uncovering.org_pesquisa.jpg

Mais um exemplo

Pra quem acompanha o blog desde o início do ano uma notícia dessas não surpreende: Presidente do Equador ataca Odebrecht e ameaça expulsá-la do país.

Pra você entender por que falo isso leia esse e esse post.

A última notícia do assunto no Equador é que a Odebrecht propôs uma perícia independente. É assim que eles fazem, como no buraco do metrô contratam uma perícia “independente” paga por eles e adivinha o que ela diz? Foi uma fatalidade, ou uma “supresa geológica” e coisas do tipo.

Bom, se alguém em algum momento duvidou do que eu contei aqui nos posts anteriores acho que agora pode começar a acreditar, afinal, se nem o serviço deles de engenharia eles tem conseguido fazer convincentemente, será que se preocupariam com as condições de trabalho de uma subcontratada?

Revolução Verde – Thomas Friedman


Recebi de um amigo o seguinte comentário do Thomas Friedman sobre a dita revolução verde. Tradução livre minha.

“O que eu sempre digo para as pessoas que dizem pra mim, “Nós estamos vivendo uma revolução verde” é, “É mesmo? Uma revolução verde! Você já viu alguma revolução que ninguém sai lesado? Essa é a revolução verde.” Na revolução verde todos são vencedores: o BP Verde, Exxon Verde, GM Verde. Quando todos são vencedores, não é uma revolução – na verdade, é uma festa! Nós estamos numa festa verde. E isso é muito divertido – você e eu somos convidados para todas as festas. Mas isso não tem qualquer conexão com uma revolução real. Você sabe que isso é uma revolução quando alguém é lesado. E isso não significa uma lesão física. A revolução da Tecnologia da Informação (TI) foi uma verdadeira revolução. Na revolução de TI, companhias tiveram que mudar ou morrer. Portanto, você vai saber que a revolução verde está realmente acontecendo quando você ver alguns corpos – corporações – ao longo da rodovia: companhias que não mudaram e por isso morreram. Agora nos não temos esse tipo de mercado, esse tipo de situação de mudança ou morte. As companhias hoje sentem-se como se apenas mudando suas marcas, não exatamente seus negócios, será o suficiente para sobreviver. Esse é o por quê nós realmente temos uma festa verde e não uma revolução verde.” Thomas Friedman

O original em inglês.
” What I always say to people when they say to me, “We’re having a green revolution” is, “Really? A green revolution! Have you ever been to a revolution where no one got hurt? That’s the green revolution.” In the green revolution, everyone’s a winner: BP’s green, Exxon’s green, GM’s green. When everyone’s a winner, that’s not a revolution–actually, that’s a party. We’re having a green party. And it’s very fun–you and I get invited to all the parties. But it has no connection whatsoever with a real revolution. You’ll know it’s a revolution when somebody gets hurt. And I don’t mean physically hurt. But the IT revolution was a real revolution. In the IT revolution, companies either had to change or die. So you’ll know the green revolution is happening when you see some bodies–corporate bodies–along the side of the road: companies that didn’t change and therefore died. Right now we don’t have that kind of market, that kind of change-or-die situation. Right now companies feel like they can just change their brand, not actually how they do business, and that will be enough to survive. That’s why we’re really having more of a green party than a green revolution.”
Quem acredita numa mudança do jeito de fazer negócios levanta mão!!
E quem acredita em Papai Noel?? É quase a mesma coisa… Pode não ser o Papai Noel que compre ou entregue seu presente no Natal, mas de alguma forma você ganha algum, né? Sem presente ninguém fica.
A mesma coisa a revolução verde, ninguém muda o jeito de fazer negócios, mas mudam-se os slogans, os produtos, o marketing. Ninguém sofreu de fato com a revolução verde, quem sabe citar 1 empresa que teve que fechar as portas porque não se adaptou? Eu sei citar ao contrário, empresas que fizeram estragos e que não fecharam as portas, aliás acho difícil terem sequer cogitado essa idéia. Por exemplo a Shell, fez um estrago monstruoso em Paulínia e o que aconteceu com a empresa? Nada. A Exxon derramou um petroleiro de óleo no Alasca e continua umas das empresas que mais dão lucro no mundo. A Union Carbide Corporation causou o maior acidente químico da história na Índia, em 1984 e 15 anos depois se fundiu com a multinacional Dow Chemicals que se tornou a segunda maior empresa química do mundo.
Tá, tá bom, tem o caso da Nike, digamos que ela sofreu um chacoalho, as ações caíram, mas fechar as portas por conta da gafe de usar mão-de-obra escrava ou infantil não aconteceria, duvido. Essa revolução verde é coisa da cabeça dos otimistas!
UPDATE:  Veja o post do Hugo Penteado sobre o mesmo comentário do Thomas Friedman aqui.

Cursos sobre sustentabilidade

Outro dia uma leitora me perguntou de indicações sobre cursos de sustentabilidade.
Eu fiz um curso de Responsabilidade Socioambiental pela FGV-online e o curso de férias da ESPM – Empresa Sustentável: Gestão Estratégica através da Responsabilidade Social.  Se você não manja nada do assunto, não faz idéia por onde começar, um conselho: leia meu blog! Hahaha Brincadeira… Se você é realmente leigo no assunto de fato vale a pena fazer esses cursos. Mas cuidado, esses cursos são o ponto de partida, não de chegada, hein?
De verdade não sei indicar muitos, tem alguns no mercado e no Brasil acho que o mais famoso é o do FGV-CES sob coordenação do Mario Monzoni. Conheço uma pessoa que faz o curso e o que ela me contou é que não só o curso é novo, como o assunto e os temas e cases abordados ainda são os mesmos que se vê por ai: Natura, Real, Interface, Promon, Serasa. Gosto do trabalho feito pela FGV-CES, acredito que o curso seja bom, provavelmente nesse curso as discussões sejam mais aprofundadas pois é um curso mais longo. EU ACHO!
E tem também os cursos internacionais (meus sonhos de consumo) 2 escolas que me interessam muito são o Blekinge Institute of Technology, na Suécia e o Schumacher College.
O Blekinge Institute of Technology tem um curso chamado Strategic Leadership towards Sustainability. É um curso de mestrado ministrado em inglês para alunos do mundo todo. E vendo essa coluna sobre uma amostrinha de como a sustentabilidade é encarada na Suécia, acho que o curso deve ser bem interessante uma vez que o país deve ter vários exemplos de como a sustentabilidade é e deve ser encarada como política pública.
O Schumacher College fica na Inglaterra e dispensa maiores apresentações uma vez que tem como seus professores personalidades como: Patch Adams (sim o médico do filme), Ray Anderson (o dono da Interface), Fritjof Capra, Deepak Chopra e James Lovelock. Uma escola que tem cursos com o seguintes títulos acho que dispensa maiores comentários: Sustainability and Leadership: The Personal Challenge, Job Opportunity: Director of Sustainability e How to Communicate Climate Change: The business challenge. Dê uma olhada no site, vale a pena.

Lâmpadas

Esse negócio de descartar corretamente os produtos tem me preocupado e o alvo de pesquisas agora foram as lâmpadas. Veja alguns problemas sobre o lixo aqui e aqui.

Na verdade eu liguei para a empresa das lâmpadas flourescentes que compro (todas as da minha casa são flourescentes) e eles me disseram para entregar as lâmpadas queimadas na loja onde as comprei. Simples, fácil assim.

Ai descobri que eu tenho uma única lâmpada incandescente aqui em casa, pois quando eu mudei comprei uma pra testar se a energia já estava ligada. Bom, fui pesquisar na Internet como descartá-la, eis que não achei… Entrei no site da Philips, da Osram e nada, nenhuma indicação do que fazer com as (em extinção) lâmpadas incadescentes. Alguém sabe? Jogo no lixo normal mesmo?

Pelo menos nessa pesquisa encontrei um FAQ sobre lâmpadas flourescentes muito interessante no site da Osram, reproduzo algumas das perguntas e respostas que mais me chamaram a atenção.

O número de acendimentos em uma fluorescente reduz sua vida útil ? Preciso sair e retornarei daqui à 1 hora, será que vale a pena desligar a luz?

Resp.: Sim. A vida útil indicada pelo fabricante (100%) é obtida realizando-se um ciclo de chaveamento, onde liga-se e desliga-se a lâmpada baseado na norma IEC :
165 minutos ON (ligada)
15 minutos OFF (desligada)
No caso de um dia de 24h, observa-se que este ciclo pode se repetir 8 vezes. No caso da ausência temporária, recomenda-se que o sistema fluorescente não seja desligado caso este período seja inferior a 15 minutos.

A propósito, é vantagem deixar uma fluorescente acesa o tempo todo, ou quando sairmos do ambiente temos que apagá-la ?

Resp.: Como vimos acima, a fluorescente, sendo uma lâmpada de descarga, tem sua vida média dimensionada para oito acendimento diários e, a cada acendimento a mais, terá sua vida diminuída e, contrário senso, a cada acendimento a menos, aumentará sua vida útil proporcionalmente. Assim, recomenda-se que quando sairmos do ambiente por tempo superior a 15 minutos devemos apagar a luz e, quando não ultrapassar esse tempo, é mais econômico deixá-la ligada.

O mercúrio das fluorescentes faz mal a saúde?

Resp.: O mercúrio é um metal pesado e como tal prejudicial ao meio ambiente, porém no caso da saúde, há muitos aspectos a considerar e também muitas lendas sobre o assunto.
Durante o racionamento de energia no ano de 2001, apareceram muitos entendidos em lâmpadas que, em horário nobre, diziam alguns absurdos com autoridade. Certa feita, disse um “professor” que uma pessoa quebrando uma lâmpada fluorescente tubular numa bancada, na altura de sua barriga, o mercúrio penetraria em seu organismo, causando-lhe malefícios.
A verdade é que em primeiro lugar o mercúrio, sendo um metal pesado muito denso, não consegue penetrar no organismo pela pele, mas sim por uma única forma que é pelas vias aéreas e, claro, na forma de vapor. Acontece, que o mercúrio só se vaporiza em temperaturas altas e, mesmo assim, sendo pesado, tem a tendência de cair. Tecnicamente, afirma-se que para uma pessoa ser contaminada minimamente por mercúrio, na situação citada, ou seja, quebrando lâmpadas numa bancada – o que na prática nem acontece, teria que ficar anos e anos fazendo apenas esse trabalho com altas temperaturas no local.
No caso de contaminação do meio ambiente, há a preocupação, tanto que hoje existem empresas recicladoras de lâmpadas de descarga, que vivem em função desse trabalho. Recolhem as lâmpadas, reciclam os materiais, especialmente o mercúrio, que vendem novamente para os fabricantes. Esse processo de reciclagem cria novos empregos pela formação de novas empresas. Essas empresas são controladas, licenciadas e fiscalizadas pelo Ibama.

Foto: http://www.acores.net/images/noticias/2_264_19097_lampada11.jpg

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