Projeto Saúde & Alegria

Eu poderia escrever linhas e linhas sobre esse fantástico Projeto, mas acho que vou economizar muitas se você ver esse vídeo institucional deles.

O Projeto Saúde e Alegria nasceu pelo idealismo do Dr. Eugênio Scannavino que resolveu ir para o Norte, montar acampamento, estender uma lona de circo e virar malabarista da saúde. Conhecer a história dessa pessoa me faz ver como eu contribui pouco para o mundo e que para conseguir que as coisas mudem é preciso ter muita, mas muita perseverança. Não foi à toa que ele ganhou o primeiro Prêmio Empreendedor Social em 2005.

O carro-chefe sem dúvida do Projeto é o barco hospital, o Abaré, que quer dizer em Tupi o amigo cuidador. Esse barco financiado pelo Terre dês Hommes Holanda, conta com sala odontológica e de obstetrícia, equipamentos para exames clínicos básicos completos. E tem como suporte uma ambulancha, facilitando o resgate de pacientes nos casos mais emergenciais. O barco tem até um blog!

pará 068 O barco-hospital Abaré.

Mas o que me deixou mais admirada foi a Rede Mocoronga de Comunicação Popular. Essa rede conta com Rádio, TV, Jornal e os telecentros culturais. Provavelmente essa parte me deixou muito admirada por ver a importância dessa rede para as comunidades interagirem entre si e também por descobrir como os blogs e a internet (ferramentas que adoro) são tão utilizadas por eles.

É por causa de vídeos como o que você vê logo abaixo, produzido pela comunidade de Urucureá, com apoio da Rede Mocoronga, que o mundo pode conhecê-los e respeitá-los

Tudo que a Amazônia me ensinou com uma visita

A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte…

A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer…

Arnaldo Antunes/ Marcelo Fromer/ Sérgio Britto

Confesso que só depois dessa viagem para a Floresta Amazônica eu pude entender de verdade o significado dessa música. Sim, é uma vergonha, de verdade eu achava que internet era um luxo que não era urgente para comunidades tão carentes de outras prioridades, que era muito mais importante levar saúde, comida, saneamento básico e educação básica para essas pessoas do que computadores, celulares ou qualquer outro apetrecho tecnológico e me vi completamente equivocada depois de conhecer Belterra, Suruacá e o Projeto Saúde e Alegria.

Outro dia lendo meu blog favorito sobre a África (tá é o único que eu leio sobre o continente), o autor contava da dificuldade de conexão que alguns países africanos, e uma pessoa comentava que velocidade de internet não era e não deveria ser prioridade pra eles, que importante mesmo era energia, saneamento básico e comida. Fiquei com o assunto na cabeça refletindo sobre isso e essa viagem ao Pará me fez ter certeza que energia, saneamento básico e comida são importantes sim, mas como diz a música a gente não quer só comida, a gente quer internet, celular e conexão boa.

E por que conexão é tão importante para eles? Simplesmente porque é o contato que eles podem ter com o mundo e as vezes o mundo nem precisa assim ser tão vasto e infinito, pode ser a comunidade mais próxima que você demoraria um dia inteiro para chegar de barco.

No Passeio de barco que fiz até o barco-hospital e depois à comunidade ribeirinha de Suruacá a Vivo levou a Mônica de Almeida (@monicabelterra), monitora do telecentro de Belterra, que além do seu blog pessoal – Blog da Mônica, ainda colabora no blog da cidade – Belterra e no blog coletivo da comunidade, o Fuxico de Belterra. É interessante como surgiram esses blogs sobre a cidade, o blog “oficial” faz parte da Rede Mocoronga de Comunicações, um braço do Projeto Saúde Alegria (que será assunto de um outro post), esse blog conta com a participação de toda a comunidade, qualquer pessoa da cidade que quiser pode contribuir, mas como o objetivo dele é principalmente educativo algumas coisas simplesmente não cabiam, ai criaram o Fuxico de Belterra que é bem mais livre, você pode encontrar desde assuntos sérios até as fofocas e as últimas baladas da cidade. Alguns posts desse blog também são selecionados para sair no Blog da Cidade.

pará 050

Mônica twitando do barco no Rio Tapajós.

Não vou discorrer sobre a importância de conexão em rede aqui, nem teria propriedade para isso, mas para comunidades que não tinham nem sinal de telefone agora terem opção de conexão banda larga é um avanço inigualável. Puro preconceito meu achar que eles não precisavam disso agora.

Vou finalmente conhecer a Floresta Amazônica, uma parte dela, claro.

santarem

A convite da Ericsson e da Vivo estou indo essa semana para o Pará para a inauguração da Estação de Rádio Base (ERB) Pedro Teixeira, no município de Belterra, esta será a primeira antena de celular da região oeste do Estado. Lá vou conhecer o Projeto Saúde & Alegria. Vamos ver o que essa antena que contará também com transmissão de dados poderá levar para essa região.

Finalmente irei conhecer a Floresta Amazônica! Vamos ver o que vou conseguir captar em alguns dias. Conto tudo na volta!

Cerrado e a água

Outro dia o Hugo me mandou um e-mail perguntando de bibliografia sobre a relação do cerrado com o Aquífero Guarani. Assim logo de cara eu não sabia dizer e sai perguntando para várias pessoas que pudessem me indicar algo, ninguém soube me indicar nada tão específico e começo a duvidar que tenha, mas ai um professor meu me falou que semana passada o Globo Repórter abordou mais ou menos essa questão, não necessariamente o Aquífero Guarani, mas a relação do cerrado e as bacias hidrográficas que abastecem todo o país.

Vejam vídeo que interessante.

http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1378860-16619,00-OITO+BACIAS+HIDROGRAFICAS+DO+BRASIL+NASCEM+NO+CERRADO.html

Acho que eu nem preciso aqui dizer que preservar o cerrado é tão importante quanto preservar a Amazônia ou qualquer outro ecossistema, né?

Eu não me iludo

Maior burburinho onde quer que eu leia sobre a COP-15 e eu aqui quieta só assistindo.

De verdade não queria me manifestar a respeito pois de verdade eu serei bem pessimista… Não acredito que veremos grandes mudanças, acordos ou algo que o valha em mais uma Conferência das Partes. Mudança de paradigma, distribuição de renda, educação e tudo mais que o mundo precisa pra ser melhor não se faz, não se decide em encontros diplomáticos ou por decreto, a coisa precisa ser muito mais profunda e verdadeira.

Me desculpe, mas enquanto as pessoas ficarem esperando decretos, acordos, normas para verem as coisas seguirem um caminho melhor e continuarem vivendo suas vidas normalmente sem alterar nada – como andar a pé, evitar sacolas plásticas, economizar energia, reciclar, consumir menos – e digo tudo isso junto ao mesmo tempo, não apenas algumas dessas alternativas – vão ser necessárias mais umas 50 COPs para podermos mudar alguma coisa efetivamente.

Os governos deveriam fazer a sua parte? Deveriam, mas já faz 15 COPs que muito pouco tem sido feito e que mudanças você efetivamente viu? Eu vejo pouquíssimas e falar de redução de carbono sem falar na redução da população mundial e redução de consumo pra mim é uma utopia, é apenas assinar um papel para que no futuro não me responsabilizem por omissão. E se nós não queremos colocar a nossa espécie em risco no futuro nós precisamos de mais, muito mais que isso.

Por favor, Claro, explique-se

Principalmente por que eu sou cliente Claro e portanto mereço uma explicação.

A explicação que eu quero é em relação a essa notícia: Fiscalização flagra escravos em escavações para rede da Claro. E é óbvio que “A assessoria de imprensa da Claro informou que a empresa ” já tomou providências internas para o referido caso”” não me satisfaz.
Quero saber: 

  • Quais as garantias que a empresa me dá que coisas parecidas não estão acontecendo em outras obras suas pelo país.
  • Quero provas de que as empresas envolvidas estão sendo exemplarmente punidas.
  • E quero ter certeza que os serviços que estão acontecendo nesse local as pessoas estão ganhando decentemente e as condições de trabalho são minimamente satisfatórias.

É triste ver notícias como essas pipocarem por ai, mas acho mais triste ainda isso não ser severamente recriminado nas principais mídias. Todo mundo falando por ai de sustentabilidade, responsabilidade social e uma empresa enorme como a Claro dá uma dessas? Vergonha alheia! Ainda mais por ser a minha operadora de celular!

Social lending, já ouviu falar?

money

Social lending, traduzindo ao pé da letra nada mais é que um empréstimo social e o que significa isso? São empréstimos realizados on-line entre pessoas físicas, mais ou menos como se você fizesse um empréstimo com um parente ou amigo e não com um banco ou uma financeira. A diferença é que você não conhece necessariamente seu credor e as taxas de juro são bem mais baixas do que as que você pagaria para um banco.

E isso existe organizada e formalmente? Sim!

A minha queridinha (a qual eu já até sou “emprestadora” de dinheiro) é a Kiva Loans. O foco principal deles é emprestar dinheiro (microcrédito) para pequenos empreendedores da América Latina e África, a ideia é usar a rede para fazer pessoas de qualquer parte do mundo ajudar quem precisa de dinheiro para melhorar seu negócio ou começar um novo. Nesse caso você é de fato um “emprestador” de dinheiro, não um investidor, o dinheiro volta para você na mesma quantia que você emprestou, sem juros. O valor mínimo de empréstimo é de 25 dólares. É arriscado? Sim, é arriscado, mas as taxas de inadimplência são bem baixas e os valores que você empresta para pessoa também é baixo (25 dólares) isso também ajuda a diminuir o risco de calotes.

Mas também existem os Social lendings como forma de investimento, a pessoa que precisa de dinheiro apresenta uma proposta de forma de pagamento e taxa de juros que está disposta a pagar e se essa proposta te agradar, você empresta o dinheiro para ela. Nesses casos existem vários sites como: Prosper, Zopa, Loanio. Todos eles estrangeiros.

A novidade é que ano que vem pretende-se lançar um site desses no Brasil, com o foco em educação, você pode até responder uma pesquisa sobre o assunto (até 09/11/09).

 

Um post sobre perguntas e respostas, em português, sobre empréstimos on-line.

Conheça o Dr. Muhammad Yunus, o maior embaixador do microcrédito do mundo (segundo a minha pessoa), vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2006. O Rastro de Carbono já falou dele.

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