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John Warburton (1682-1759) colecionava originais manuscritos de dramas logo após um dos períodos mais frutíferos do teatro inglês. Infelizmente, ele entrou para a história não por seu cuidado, mas por uma falha tão dramática quanto sua coleção. Ele deixou uma pilha com 50 manuscritos em sua cozinha e saiu para viajar. Meses depois, ao retornar, ele descobriu que a (analfabética) cozinheira havia destruído os originais de quase todas aquelas peças usando os papéis para acender o fogão a lenta lenha.
Entre os trabalhos perdidos (e, para nós, de autores desconhecidos) estavam peças de Philip Massinger (1583-1640), John Ford (1586-1637), Thomas Dekker (1572?-1632), Robert Greene (1558-1592), William Davenant (1606-1668), Cyril Tourneur (1575-1626), William Rowley (1585?-1626), George Chapman (1559?-1634), Henry Glapthorne (1610-1643?) e Thomas Middleton (1580-1627) — além, é claro, de três de William Shakespeare (1564-1616).
PS: a inexatidão nas datas de nascimento e até de morte de alguns dramaturgos deve-se justamente à bagunça dos séculos XVI e XVII na História Inglesa. No primeiro, houve a reforma da igreja; no último, duas guerras civis. Assim, em meio ao Renascimento Inglês, muitas informações históricas também se perderam.

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