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Apesar de seu nome bíblico, a Torre de Eben-Ezer é um pequeno castelo construído no isolado vale Jaker, na Bélgica durante os anos 1960. Trata-se da obra de um homem só, Robert Garcet, que era fascinado pela Bíblia e por numerologia e civilizações antigas. 
A Vida
Robert Garcet (1912-2001): uma figura!
Segundo relatos de quem o conheceu, Robert Garcet deve ter sido uma figura. Ele foi um historiador, antropólogo e paleontologista amador, além de escritor e escultor. Ele começou a construir o castelo em 1962 como uma manifestação de suas filosofias pessoais, suas crenças e sua “anti-conformidade”. Apesar de sua inspiração bíblica, Messier Garcet era anti-clerical e anti-militarista — diz-se que ele nunca permitiu que alguém de uniforme entrasse em Eben-Ezer (nem mesmo padres, afinal a batina é um uniforme). 
A Obra

Com sete andares, a torre de 30 metros de altura é feita de sílex e, de acordo com M. Garcet, foi projetada com auxílio de antigas medidas místicas. O interior da obra está repleto das coleções bíblica, arqueológica, paleontológica e geológica de M. Garcet. Estátuas de quatro enormes animais bíblicos  fazem a vigilância no topo do castelo.

Na entrada da propriedade, uma pequena placa de madeira deixa bem claro quem é bem-vindo:

Sejam Bem-vindos
Os Pacifistas, Mundialistas, Esperantistas, An-arquistas (sic), Resistentes à Guerra,
Todos os que lutam pela paz,
Todos os que engedram a Fraternidade
Na arcada da porta principal, há inscrições com os direitos e obrigações da humanidade. À direita estão os direitos do homem, que são os mesmos proclamados pela Revolução Francesa: Liberté – Egalité – Fraternité [Liberdade, Igualdade, Fraternidade].

Por outro lado, à esquerda, há as obrigações da humanidade que, segundo Garcet são: Aimer – Penser – Créer [Amar, Pensar, Criar].

Ironicamente, a torre, embora pareça antiga, está situada sobre uma rede de túneis verdadeiramente antigos. Garcet dizia ter descoberto mais de uma centena de “novas” criaturas fossilizadas e até uma (suposta) vila de 70 milhões de anos perdida no labirinto de túneis no subsolo de sua torre. Infelizmente — ou talvez intencionalmente —, a vila pré-histórica foi destruída por uma explosão durante trabalhos de mineração antes de ser estudada.

Tobert Garcet faleceu em 2001, aos 89 anos. Atualmente a Torre de Eben-Ezer é administrada pelo Musée du Silex, que organiza visitas turísticas e excursões escolares.

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[via: Atlas Obscura e crazy chris here and there]


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