Jatos de espaguete com azeitonas-buracos-negro

black-hole-olive

Tome uma azeitona preta e tire seu caroço. Agora, pegue um par de fios de espaguete cru e passe-os através do buraco da azeitona. Com esses dois passos simples, você acaba de fazer o modelo de um buraco-negro e dos jatos simétricos de gás emitidos pelo campo magnético desses monstros cosmológicos. O fenômeno dos jatos de buracos-negros é conhecido há quatro décadas, mas só agora começa a ser explicado. (mais…)

Macro, escura e massiva

Uma galáxia-anã em formação, há cerca de 7 bilhões de anos. Estrelas em amarelado, gás em ciano e matéria escura em tons avermelhados. [imagem: Bourke e Duffy/International Centre for Radio Astronomy Research, via scienceillustrated.com.au]

Ela está por toda parte, permeando o universo. Mas não a enxergamos, não podemos tocá-la e assim não sabemos do que é feita. Dos efeitos sabemos: ela compõe aproximadamente 27% do Cosmos (a matéria ordinária só ocupa 5%), mantém as galáxias coesas e não interage com a luz. Por isso, e na falta de nome melhor, a chamamos de Matéria Escura.

Há três décadas, os melhores físicos do mundo tem quebrado a cabeça para entendê-la. Construímos aceleradores de partículas cada vez maiores para buscar partículas cada vez menores. Será que esse foi o caminho certo? Quem levanta a pergunta são dois jovens físicos teóricos e professores de Física de uma universidade da África do Sul. (mais…)

Fim de um Mistério: Majorana (ou não)

Ser ou não ser, ligado ou desligado, zero ou um, partícula ou onda. O mundo está cheio de alternativas mutuamente excludentes. Mas há também muito entre esses extremos. Muita ambiguidade, indefinição: ondas que são partículas e podem estar ligadas e desligadas, sendo e/ou não sendo. Enquanto na escala cosmológica, temos os quasares (objetos quase estelares), na escala subatômica encontramos as quasipartículas. E nenhuma quasipartícula é tão quase e tão ambígua quanto o Férmion de Majorana. Nem quase tão fácil de encontrar. (mais…)

Pot-pourri cosmoteológico

A certa altura de Things not Generally Known, Familiarly Explained. A book for old and young [Coisas pouco conhecidad ordinariamente, com explicações familiares. Um livro para jovens e velhos] (1866), John Timbs apresenta um pequeno carnaval de teorias — ora mais cosmológicas, ora mais teológicas — sobre o surgimento do Leia mais…

Cérebros, internet e universo

A comparação de mapas que representam as geometrias do universo e de redes complexas (como o cérebro ou a internet) demonstra que, em grande escala, as dinâmicas e estruturas são similares. [imagem: CAIDA/SDSC]

“Cada cérebro é um universo”; “a internet é um universo”. Comparações como essas são relativamente comuns — e podem estar mais próximas da realidade do que se imagina. É o que revela um estudo recém-publicado no Scientific Reports, que demonstra as similaridades existentes entre as leis que regem cérebros, redes de computadores e o próprio Cosmos. (mais…)

Qual é a cor do Universo?

Hubble Deep Field

Parece uma daquelas perguntas que só as crianças são capazes de fazer: qual é a cor do universo? Daí, ao tentar responder, você fica atordoado pensando se algo tão grande, tão vasto, tão desconhecido e tão obscuro pode ser representado visualmente por uma única cor. Se mesmo assim você ousasse fazer essa pegunta aos astrônomos há alguns anos, a maioria responderia que o Universo é de um turquesa-pálido. Um pouco óbvio, pensando bem.

Mas e se lhe dissessem que a cor do Universo estaria mais para um bege bem café-com-leite? Segundo o Science Soup, tal cor foi mencionada pela primeira vez em uma nota de rodapé de um paper sobre formação de estrelas escrito por dois astrônomos da Johns Hopkins University — infelizmente o Soup não cita os autores do tal paper. Foi um chute, mas ainda assim foi um chute com método científico, pois foi confirmado em uma pesquisa publicada na edição de dezembro de 2003 do Astrophysical Journal. (mais…)