A pirâmide de Newton

pirâmide de Newton

Mausoléus são imensos monumentos póstumos geralmente dedicados a reis, príncipes e generais. Por que um cientista não mereceria igual homenagem? Isaac Newton [1643-1727], por exemplo, não seria digno de um desses monumentos funerários? Um certo Thomas Steele, de Cambridge, achava que sim. Numa carta publicada no The Times em 1825, Steele propôs um monumento nacional a Newton: a casa do físico aninhada numa grande pirâmide encimada por uma enorme esfera. A inspiração veio da Itália: (mais…)

Fica, vai ter bolo

Canapés, taças de champanhe e uma faixa de boas vindas recepcionavam os convidados numa sala da Universidade de Cambridge decorada com balões coloridos. Sentado em sua cadeira de rodas, o anfitrião da festa — Stephen Hawking — aguardava a chegada dos convidados. No horário combinado, ao meio-dia de 28 de Leia mais…

A biblioteca de bolso

Certa vez estava viajando numa carruagem o Professor [Richard] Porson [1759-1808], célebre por seus estudos gregos. No mesmo veículo, um calouro de Oxford entretinha duas ladies com variedades diversas, entre as quais uma citação que, segundo ele, seria de Sófocles. Uma citação grega no meio da viagem foi o bastante Leia mais…

A ‘História’ de Raleigh

Walter Raleigh [1522-1618] compôs sua History of the World enquanto estava preso na Torre de Londres. Apenas uma pequena porção da obra acabou publicada, graças às seguintes circunstâncias: — Numa tarde, olhado através de sua janela para um dos pátios da Torre, ele viu dois homens brigando, quando na verdade Leia mais…

O missal das erratas

Em 1561 foi impresso um livro intitulado Anatomie de la Messe [Anatomia da Missa]. É um octavo pequeno, de 172 páginas, acompanhado por uma Errata de 15 páginas! O editor, um  monge muito devoto, nos informa que uma razão muito séria o levou a esse expediente: antecipar-se aos artifícios de Leia mais…

Patentes Patéticas (nº. 151)

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Quando a Grande Guerra estourou na Europa, há pouco mais de um século, os submarinos já existiam. Embora ainda não estivessem plenamente desenvolvidos, tudo indicava que os navios submergíveis seriam armas terríveis pois eram virtualmente invisíveis. Enquanto as marinhas do mundo se adaptavam à nova realidade, um americano de Armiger, Maryland, teve uma ideia ainda mais terrível: (mais…)