A cura pelo choque

No fim do século XVIII, uma pegadinha numa fábrica deu origem a uma histeria coletiva entre funcionários e vizinhos. O tratamento foi a primeira terapia de choque que se tem notícia. Por Romeo Vitelli no Providentia. Tradução de Renato Pincelli. Da Idade Média até meados do século XX, epidemias de Leia mais…

Carrinhos e carrões de fricção

Brinquedo no lab: carrinho foi o meio encontrado para testar os nanogeradores triboelétricos. [Imagem: College of Engineering/University of Wisconsin-Madison]

Vruuuumm… Vruuuummmm… O carrinho de brinquedo zune pelo ambiente, com suas grandes rodas douradas e as luzinhas piscando. Quem está com o controle nas mãos não é uma criança, mas um homem crescido de feições asiáticas e o ambiente que o jipinho explora não é um quarto ou quintal. O adulto asiático não é um colecionador, mas um cientista e a cena descrita bem deve ter acontecido num laboratório. O jipinho da foto acima é realmente um brinquedo e ao mesmo tempo é o objeto de pesquisa de Xudong Wang, professor-associado engenharia e ciência de materiais da Universidade de Winconsin-Madison, nos Estados Unidos. (mais…)

Andrew Crosse e seus insetos elétricos II

Andrew Crosse

Andrew Crosse (1784-1855): gentleman, poeta e Frankenstein acidental.

Tudo começou em 1836, quando Andrew Crosse foi persuadido por um amigo a participar de um encontro da British Association for the Advancement of Science [Associação Britânica para o Progresso da Ciência], em Bristol. Informalmente, Crosse descreveu algumas de suas descobertas durante um jantar em Bristol, onde foi estimulado a fazer apresentações mais formais (e práticas) de suas eletrocristalizações para as seções de química e de geologia da Associação. (mais…)

Andrew Crosse e seus insetos elétricos

Andrew Crosse

Andrew Crosse (1784-1855): gentleman, poeta e Frankenstein acidental

Ao escrever seu clássico Frankenstein ou o Prometeu Moderno em 1818, Mary Shelley [1797-1851] fez mais do que simplesmente inventar o gênero de ficção científica. Ao criar Victor Frankenstein e seu monstro, ela também estabeleceu um arquétipo do novo gênero: o cientista arrogante que ousa criar vida e desafia os planos de Deus agindo… bem, como um deus. Frankenstein, mais do que sinônimo de monstro, passou a representar (às vezes exageradamente) o cientista insensível, vil ou até mesmo maluco. (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 116)

US 606887 - Electric Extraction of Poisons - John P. Campbell, 1898

Ah, o fim do século XIX! Enquanto Edison e Tesla brigavam em seus laboratórios, a eletricidade — essa coisa invisível porém chocante que viaja por fios de cobre — parecia mágica aos leigos. Como aconteceu pouco depois com a radioatividade, a energia elétrica também era vista por muitos como uma panaceia, uma cura para todos os males do mundo. Inclusive para dores de dente e venenos. John B. Campbell não perdeu tempo e logo patenteou um sistema de Extração Elétrica de Venenos: (mais…)

Patentes Patéticas (nº. 92)

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Quanto mais fontes de energia, melhor. Então porque ainda não usamos a eletricidade atmosférica? Ao contrário do que possa parecer, essa ideia não é recente — é recorrente. Benjamin Franklin (1706-1790) já sabia que os raios eram eletricidade pura, mas não havia demanda por eletricidade na América do Norte rural do século XVIII. Pouco mais de dois séculos após o nascimento de Franklin, Walter Pennock queria tirar eletricidade do ar. Pennock foi o criador do Apparatus for collecting atmospheric eletricity [Aparato para coleta da eletricidade atmosférica]: (mais…)