O estranho (e nojento) mundo dos parasitas de parasitas

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A criatura de aparência asquerosa insere seus ovos num hospedeiro e vai embora. Em pouco tempo, os ovos eclodem e as larvas recém-nascidas se alimentam do hospedeiro de dentro pra fora. Quando crescem mais um pouco, as larvas ainda se encontram dentro de um bicho — e também acabam por consumi-lo. Por mais alienígena que pareça, essa estratégia de reprodução é relativamente comum. E bastante eficiente em termos energéticos, segundo uma pesquisa recente. Tanto que o pobre hospedeiro pode abrigar uma pequena cadeia alimentar. (mais…)

Moinhos de formigas

As formigas-correição são notáveis por seu nomadismo e seu comportamento de massa. Nas suas migrações, cada formiga segue a trilha de ferormônio deixada por outra. Pode parecer uma estratégia segura para manter a colônia na linha durante longas travessias, mas há uma vulnerabilidade séria: os moinhos de formiga. (mais…)

Andrew Crosse e seus insetos elétricos II

Andrew Crosse

Andrew Crosse (1784-1855): gentleman, poeta e Frankenstein acidental.

Tudo começou em 1836, quando Andrew Crosse foi persuadido por um amigo a participar de um encontro da British Association for the Advancement of Science [Associação Britânica para o Progresso da Ciência], em Bristol. Informalmente, Crosse descreveu algumas de suas descobertas durante um jantar em Bristol, onde foi estimulado a fazer apresentações mais formais (e práticas) de suas eletrocristalizações para as seções de química e de geologia da Associação. (mais…)

Andrew Crosse e seus insetos elétricos

Andrew Crosse

Andrew Crosse (1784-1855): gentleman, poeta e Frankenstein acidental

Ao escrever seu clássico Frankenstein ou o Prometeu Moderno em 1818, Mary Shelley [1797-1851] fez mais do que simplesmente inventar o gênero de ficção científica. Ao criar Victor Frankenstein e seu monstro, ela também estabeleceu um arquétipo do novo gênero: o cientista arrogante que ousa criar vida e desafia os planos de Deus agindo… bem, como um deus. Frankenstein, mais do que sinônimo de monstro, passou a representar (às vezes exageradamente) o cientista insensível, vil ou até mesmo maluco. (mais…)

O admirável mosquito das neves

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“Belgica antarctica” em estado larval (esq.) e adulto (dir.): pequeno mosquito sem asas tem DNA compacto. [imagem: Denlinger Lab/Ohio State University]

Eles são pequenos, de cor escura, não voam e passam a maior parte da vida enterrados no gelo da Antártica. Parece a descrição perfeita para um pinguim, mas estamos falando dos mosquitos antárticos. Sim, há insetos no Pólo Sul. E uma nova pesquisa revela que um desses mosquitos tem o menor genoma de todos os insetos. Será esse o segredo para sobreviver em condições tão extremas? Estaria escondida nesse bichinho a solução para facilitar o armazenamento de órgãos doados por longos períodos? (mais…)

Um por todos e todos por um

Quando há uma ameaça séria à sobrevivência dos indivíduos, os animais sociais reagem com cooperação para defender o grupo. Formigas, por exemplo, são capazes de se juntar para formar barquinhos com os próprios corpos e, assim, salvar o máximo de indivíduos possível durante uma inundação. Embora esse comportamento já fosse Leia mais…

Piquenique com formigas

Assorted picnic ants

[via: iainclaridge.co.uk]

Sempre é uma experiência desagradável fazer um convescote na companhia destes pequenos (às vezes nem tanto) insetos sociais. Mas nem nos desenhos animados, onde essa situação é um lugar-comum, um pequenique foi tão terrível quanto o relatado — ou melhor, transcrito — pelo entomologista e fotógrafo Mark W. Moffett na edição de 16 de feveiro de 2012 da respeitável Nature. Parece mais uma pequena peça tragicômica do “Indiana Jones da Entomologia” — como Moffett é conhecido — do que um artigo científico. Atendendo a pedidos, na maior cara dura, tomamos a liberdade de traduzir o artigo inteiro. Os links indicados são nossos: (mais…)

“Nature by Numbers”

No vídeo Nature by Numbers, o artista gráfico espanhol Cristóbal Vila apresenta maravilhosamente bem a recorrência natural de padrões matemáticos como a sequência de Fibonacci e regra de ouro em conchas e estruturas geométricas em flores e insetos.