Comemoração de 1 ano do Blog Incentivando elas na Ciência 🥳

Estamos fazendo aniversário e queremos que conheçam quem está por trás das postagens

Tempo de leitura: 10 minutos

Somos ainda crianças nesta caminhada de divulgação científica e de escrita em blog. Mas queremos compartilhar com vocês quem somos e o que nos movimenta. 

Luisa – idealizadora, escritora e cientista

Fonte:Arquivo pessoal

Quando era criança eu não sabia o que era um cientista, também nem conhecia a palavra. Desde pequena sempre fui muito curiosa, sempre me questionava o porquê das coisas e gostava de fazer misturas e soluções com areia ou até com comidas. Comecei a gostar de alguns programas mais lúdicos, como O Mundo de Beakman.

Eu adorava legos, brincar com pistas de carrinhos e de alguma maneira sempre me senti diferente das demais pessoas da minha idade, ia muito bem na escola e adorava as disciplinas de química e matemática. Foi assim que decidi estudar engenharia, e escolhi o curso de engenharia química, eu me formei na Colômbia e desde que comecei a minha profissão sempre tive muitas frustrações, eu sentia que não ia conseguir terminar minha graduação, sofri (ainda sofro..) muito do síndrome do impostor, achava que não era o inteligente suficiente para terminar minha graduação e que não ia ter sucesso profissional, mas lutei muito e sempre me esforcei para não deixar que isso acontecesse.

A minha primeira experiência como cientista foi quando comecei a minha iniciação científica na faculdade, e a partir desse momento, encontrei a minha paixão. Por isso, fui atrás de me tornar cientista, e para isso fui atrás de fazer uma pós-graduação. Em 2007 vim para o Brasil e comecei a minha carreira de cientista. Fiz mestrado e doutorado em Engenharia Química, fiz 5 anos de pós doutorado e hoje sou pesquisadora colaboradora na Engenharia Química e também sou empresária, tenho a minha start up KIONOVA. Tenho trabalhado na divulgação científica e para quem tenha interesse do por que cientista? Podem assistir este vídeo.

O meu amor pela ciência vai muito além de fazer experimentos e aplicar o método científico, eu sonho com que todas as pessoas saibam como, e por quê se faz ciência. O meu objetivo é levar a ciência para as escolas e popularizar a ciência do mesmo modo que o futebol, trabalhar para que a ciência se transforme em famosa e popular; e assim, como os jogadores de futebol são famosos, cientistas sejam famosos, e todas as pessoas conheçam alguém que faça ciência, somente assim vamos aumentar a representatividade e todos vamos a entender que TODOS PODEMOS SER CIENTISTAS! Não precisamos ser gênios para nos dedicar à ciência, somente precisamos de muito amor, paixão, curiosidade e atuar de maneira profissional e ética. Convidamos vocês a participar de feiras de ciência, visitar museus, questionar os professores, e se possível, fazer iniciação científica desde o ensino médio; além de nunca parar de sonhar com ser cientistas!

Agradeço às meninas por tornar esse sonho do blog realidade e parabéns pelo primeiro ano da nossa caminhada juntas, e que venham muitos mais!

Regiane – Escritora e cientista

Fonte: Arquivo pessoal

Eu venho de uma família de agricultores muito simples do interior de São Paulo. Meus pais não tiveram a oportunidade de completar o ensino básico, mas minha mãe sempre sonhou em ser professora. Como ela adorava ensinar, desde que eu era muito pequena ela me ensinava o pouco que sabia. E foi assim que eu me apaixonei pelos livros e pelos diversos mundos contidos neles.

Meu primeiro contato com ciência foi provavelmente com os programas da TV Cultura, especialmente O Mundo de Beakman. Também me lembro de como fiquei fascinada quando aprendi na escola sobre o ciclo da água. Como assim a água que sai da torneira já foi uma nuvem?

Na escola, sempre gostei muito de ler e escrever, então estudar sempre foi divertido! Gostava especialmente das matérias de biologia, história e geografia. Quando decidi estudar biologia, era muito claro pra mim que fazer pesquisa, entender como os organismos vivos funcionavam e melhorar o mundo através de biotecnologia era o meu destino. Mas é claro que essa “certeza” passou (e ainda passa) por inúmeros desafios.

A escolha de uma profissão nunca é um processo simples. É desafiador lidar com as dificuldades que o processo de aprendizagem (especialmente escolas e universidades) nos impõe. Além de toda a pressão social e familiar de estar fazendo a escolha correta, né? Quem nunca ouviu uma dessas: Mas e se você fosse fazer outra coisa? Isso que você estuda é profissão? Como é que você vai se sustentar? Quanto vai ganhar? Quando vai começar a trabalhar de verdade? Creio que quase todos já tenham ouvido alguma dessas perguntas (muitas vezes maldosas), mas a verdade é que essa é mesmo uma fase complicada da vida. 😅

Depois de muitas incertezas e reviravoltas, hoje sou bióloga e cientista! 🥰 Amo o que faço, sou uma entusiasta das mais diversas áreas da ciência, e me senti muito honrada em ser convidada pela nossa idealizadora, a Luisa, para fazer parte desse projeto.

O Blog “Incentivando Elas na Ciência” tem me dado a oportunidade de compartilhar com cada vez mais pessoas um pouquinho da minha paixão e da minha tortuosa trajetória como cientista! Acredito que projetos como esses são essenciais para desmistificar um pouco esse mundo que parece tão distante do nosso dia-a-dia, mas que é palco de tantas descobertas fascinantes e que impactam a vida de todos!

Fazer parte desse projeto tem sido extremamente gratificante e me permitiu olhar mais de perto os problemas de representatividade feminina que o mundo científico ainda tem que superar. Mas o mais importante é que hoje podemos compartilhar com vocês toda nossa paixão pela ciência, além de sermos provas vivas de que LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER!

Muito obrigada as parceiras de blog por esse ano cheio de novas descobertas! E que sempre encontremos mais força e coragem para incentivar e empoderar muitas futuras cientistas! 😘

Paula- Escritora e jornalista científica

Fonte: Arquivo pessoal

Meu interesse pela ciência só surgiu depois de eu ter saído da faculdade. Sou formada em jornalismo e, como muitas pessoas da minha área, era ótima em disciplinas de humanidades e péssima em biologia e exatas. Quando me formei, minha vontade era trabalhar com jornalismo cultural. Nunca havia me passado pela cabeça trabalhar com ciência, até porque a disciplina de jornalismo científico que eu tive na graduação foi um dia de aula dentro do curso “jornalismo especializado”.

Tudo isso mudou quando eu consegui o meu primeiro emprego depois de formada, na assessoria de comunicação de uma universidade e pela primeira vez tive o contato com a ciência sem a pressão das provas. Lá, realizei entrevistas com pesquisadores de diversas áreas e pude ver de perto todo o processo da ciência dentro dos laboratórios. Aprendi como funcionava o raciocínio dos cientistas para levantar perguntas e tirar conclusões e, principalmente, como todo esse processo se relacionava ao nosso dia a dia, já que na escola o ensino de ciências era muito focado no vestibular e deixava pouco espaço para discussões sobre a importância das ciências, em especial as básicas.

Mas uma questão permanecia na minha cabeça: a baixa representatividade feminina na ciência. Eu via muitas mulheres na universidade e até mesmo nos laboratórios de pesquisa, mas em geral, os coordenadores das pesquisas sobre as quais eu escrevia ainda eram majoritariamente homens. Eu queria entender por quê e com isso surgiu um interesse maior em me especializar nessa área.

Cursei a especialização em jornalismo científico oferecida pelo Labjor na Unicamp e atualmente faço mestrado em Divulgação Científica e Cultural, com um projeto voltado a estudar mulheres na ciência e na divulgação científica. Precisei sair do meu antigo trabalho para cursar o mestrado, mas isso acabou me trazendo outras oportunidades dentro do campo de mulheres na ciência, o que inclui minha atuação dentro do Blogs de Ciência da Unicamp e mais especificamente no Incentivando Elas na Ciência.

Aqui no blog nós sempre divulgamos projetos voltados a incentivar a entrada e permanência de mulheres nas áreas de exatas e eu fico me perguntando como teria sido se na minha época (há mais de 15 anos) já existisse esse tipo de atividade de forma consistente dentro das escolas. Não falo especificamente sobre mudar de área, porque acima de tudo eu amo o jornalismo e hoje, mais do que nunca, nós vemos a importância da mídia e das comunicações para a ciência. Mas me pergunto quantas meninas e mulheres não ficaram para trás, quantas não poderiam ter se tornado ótimas químicas, engenheiras, físicas e matemáticas e nunca alcançaram o seu potencial por falta de informação e incentivo.

Por isso, fazer parte deste projeto foi um dos melhores acontecimentos de 2020. Meu desejo é que possamos continuar com os nossos planos pelos próximos anos, mas acima de tudo, desejo que um dia projetos como este não sejam mais necessários, e que nós possamos ver a ausência e sub-representatividade feminina nas ciências como algo que ficou no passado. 

Gabriela – Escritora e cientista

Fonte: Arquivo pessoal

Conheci meu amor pela ciência bem pequena, sempre fui muito curiosa em entender os mais diversos fenômenos (desde o funcionamento dos organismos vivos até máquinas). E quando entramos no ensino médio e precisamos decidir em qual curso vamos tentar ingressar pelo vestibular, já optei logo no primeiro ano pela Engenharia Química porque envolvia duas das matérias que mais gostava (matemática e química), e eu sabia que poderia trabalhar na área de meio ambiente e desenvolvimento sustentável. Há muitos cursos que são até mais específicos para essa área, mas como a Eng. Química é muito ampla e com atuação multidisciplinar, achei a melhor opção.

Mas nem sempre temos a orientação necessária para tomar essa decisão, né? Por isso, um dos nossos objetivos aqui no blog é ajudar vocês nesse momento com conteúdo de cursos e depoimentos de quem é ou já foi aluno! – principalmente para incentivar as meninas que ainda estão conquistando seu lugar nas carreiras de Exatas

O último ano do ensino médio foi cheio de incertezas, mas todo esforço é recompensado quando conhecemos o mundo universitário. O importante é encarar o desafio. Como uma libriana indecisa (sim, e seguidora do “Eu não acredito em Astrologia, mas…”), lembro sempre: “Vai. E, se der medo, vai com medo mesmo!”. No final, precisamos valorizar o caminho tanto quanto o objetivo alcançado.

Eu era estudiosa desde criança e uma aluna relativamente confiante, até ter o baque da primeira nota abaixo da média na faculdade. E a segunda… E a terceira… Se vocês ainda não tiverem se acostumado a enfrentar as dificuldades de uma avaliação negativa como eu, grandes chances de isso acontecer na faculdade! Mas não desanime, cada superação contribui para construir o profissional, a pessoa, que você se tornará.

Durante a graduação, os desafios se somaram ao longo dos semestres, bem como as conquistas que jamais imaginaria possíveis. Não só nosso conhecimento é ampliado… também nossa vivência em conhecer pessoas dos mais diversos cantos do país (por vezes até estrangeiros), o mundo da pesquisa, os intercâmbios, os estágios… enfim, a universidade muitas vezes nos proporciona as experiências mais difíceis/incríveis.

Por isso, gostaríamos que você, que está nessa transição de escola/universidade/mercado de trabalho, compartilhasse suas dúvidas e anseios com a gente. Também que você, que já passou por essa fase, conquistou seu espaço e superou seus obstáculos, compartilhe sua experiência conosco para incentivar cada vez mais elas na ciência!

Muito obrigada a todos e às mulheres incríveis da equipe pela parceria nesse 1 ano de blog.

Carolina – Escritora e advogada

Fonte: Arquivo pessoal

Eu cresci em torno da ciência, em razão da minha mãe exercer um cargo público administrativo numa universidade. A aproximação do ambiente acadêmico influenciou nas minhas escolhas profissionais, pois eu conseguia ter a percepção de como o ensino e a pesquisa proporcionam o avanço. Mas eu sempre senti falta de exemplos de mulheres na ciência até que eu comecei acompanhar minha irmã quando ela ingressou no doutorado e ela passou a ser uma inspiração para mim. Ela incentivou a minha pretensão de ingressar no mestrado. 

Eu sou formada em Direito pela PUC-Campinas, com especialização em Direito Administrativo pela PUC-SP e atualmente mestranda Interdisciplinar em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas na UNICAMP. O constante estudo representa uma fonte de autoestima, pois é algo que nunca será tirado de mim e eu consigo ter confiança para manifestar os meus pensamentos e opiniões. Principalmente na minha área de atuação como advogada, eu preciso ter a credibilidade e a experiência para resolver os problemas das pessoas que eu defendo, na melhor maneira e esforços possíveis. 

Mas a minha percepção sobre a possibilidade de alinhar uma carreira acadêmica com a profissional demorou para acontecer. Somente depois de eu ter tido um exemplo, eu consegui ter parâmetros para o meu desenvolvimento. O meu encontro com o blog “Incentivando Elas na Ciência”, que busca justamente demonstrar a representatividade e as escolhas que as mulheres têm, teve identificação com a minha trajetória. Desde que eu comecei a colaborar com o blog, eu tive a oportunidade de conhecer diversos projetos brasileiros que lutam para que as meninas e as mulheres conquistem cada vez mais espaços de atuação e de fala. Ser uma fonte de propagação e impulso desses projetos é dos meus principais objetivos com o blog. Quanto mais informação e divulgação mais meninas e mulheres podem ser alcançadas e empoderadas. 

Agradecimentos: Agradecemos o Blogs da Unicamp pela confiança e parceria e a todos os nosso leitores.

Por mais mulheres cientistas!

One thought on “<strong>Comemoração de 1 ano do Blog Incentivando elas na Ciência 🥳</strong>

  • 18/01/2021 em 20:21
    Permalink

    Quero conhecer todas pessoalmente depois que vacinarmos.

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