Olimpíadas de conhecimento – um incentivo ímpar

Me lembro quando os professores do meu ensino médio perguntavam: ” Quem daqui gostaria de participar da Olimpíada de matemática?”. Ouvia-se poucos “Eu” e muitos “Não vou conseguir mesmo”. Esse tipo de resposta, pelo o que ouço, não vem mudando ao longo do tempo. Os alunos estão desinteressados? Falta incentivo da escola? Deveria haver incentivo do governo? Me pego refletindo sobre esses momentos e venho aqui hoje me pronunciar.

As olimpíadas escolares existem a muito tempo e, ao longo do século XXI, novas foram criadas afim de incentivo. Ao meu ver, esse é o primeiro passo que surge a um adolescente em termos de conhecimento, sempre querendo desbravar e alcançar o limite com seu desempenho. Participar de uma olimpíada escolar de conhecimento também é um primeiro passo para um cientista, já que descobrir o novo, persistir e alcançar é o nosso pleito diário. Falando em conquistas, o Brasil dá a essas pessoas, que alcançam esses pleitos, o seu devido mérito?

O Brasil pouco se dá o mérito a essas pessoas, esses brilhantes alunos que conseguem uma medalha em olimpíadas de conhecimento. Recentemente o Brasil ficou em 28º lugar na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, sigla em inglês) e obteve uma medalha de ouro e quatro de bronze. Mas será que o Brasil dá o devido mérito aos alunos Pedro Lucas, Bruno, Bernardo, Pedro Gomes, André e Lucas? Todo ano essas notícias são rodapé de paginas. Essas conquistas mostram que o Brasil pode ser um país muito superior ao que pensamos, mesmo faltando investimentos em saúde, moradia, saneamento e educação. O único problema é que a chance de perdemos essas “mentes”  para países a fora é gigantesca, chamado de êxodo de cérebros, já que as grandes mentes perdem incentivos no Brasil.

Eu acredito que o Brasil pode e deve chegar mais longe. Sempre surgem mentes e corações brilhantes nesses 8.506.000 km² e devemos apoiá-los, incentivá-los e não os deixar desanimar. Brasil é sim um país em desenvolvimento. Brasil é sim um país onde recursos com ciência perdem incentivo a cada ano. Precisamos mudar esse aspecto? SIM! Existe inclusive uma proposta parlamentar, que veda o contingenciamento de recursos destinados ao desenvolvimento científico e tecnológico, em discussão no congresso. Ela mesma já teve apoio do presidente do CNPq, Mario Borges, que disse: “… os pesquisadores podem contribuir na geração de riqueza e no desenvolvimento sustentável, e ajudar a solucionar problemas econômicos e sociais”. Não podemos deixar com que a ciência e o incentivo ao conhecimento morram.

Um grande papel existente ao meio dessa batalha é o dos pais, dos professores, da escola e da universidade. Cada um precisa reconhecer um dom escondido, fornecer um incentivo necessário, driblar as dificuldades e apoiar na hora de apoiar. O Brasil não tem apenas a capacidade de gerar grandes jogadores de futebol, mas também muitas mentes brilhantes, as quais não devem ser esquecidas.

Leve seus filhos, alunos e amigos em lugares que estimulem a descoberta, que proporcione um pensamento crítico, mas que ele também de divirta. Não deixe o conhecimento morrer, já que ele é a única coisa que ninguém pode tirar de você.

Gostaria de deixar o link para algumas Olimpíadas de conhecimento, e que talvez sirva de incentivo. A maioria delas possui fases específicas para alunos de ensino médio e superior.

Olimpíada Brasileira das Escolas Públicas (OBMEP)

Olimpíada Brasileira de Física (OBF)

Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB)

Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro

Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB)

Olimpíada Brasileira de Informática (OBI)

Essa mobilização é necessária. Todo incentivo ocorre em milhares de cidades e com milhões de alunos, e sim, cada um deve ter seu devido mérito. Quantos desses virarão cientistas, médicos, advogados, matemáticos e físicos? Não sei, mas espero que muitos, e que possam alastrar essa bandeira do incentivo ao conhecimento.

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Sobre Lucas Miguel

Bacharel em Matemática Aplicada e Computacional, mestre em Ciência da Computação pela UNICAMP, e doutor em Bioinformática pela mesma universidade, atualmente é pós-doutorando em Bioinformática no CEPID/CCES - Centro de Engenharia e Ciências Computacionais. Possui como linha de pesquisa integração de ômicas e simulação metabólica.

Uma resposta para Olimpíadas de conhecimento – um incentivo ímpar

  1. Muito bacana compartilhar. compartilhei! long live

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