A Casa de Satoshi Kurosawa

No começo do século XX, um jovem artista viajava entre a Itália e a Espanha atrás de experiências singulares. Dentre todos os lugares que visitou, nada foi tão grandioso e ao mesmo tempo tão perturbador quanto o local que ficou guardado em sua memória como a Casa de Satoshi Kurosawa.

Foi durante uma tarde de outono, quando sem nenhum aviso o sol foi coberto por uma súbita nevasca. As pressas se viu obrigado a procurar abrigo, com o céu já escurecido avistou próximo dali uma grande casa cuja arquitetura lembrava o oriente apesar de uma aparência bastante singular, pois era uma construção de com concreto pesado e portas sólidas de madeira, no meio das estradas européias.

Embora a primeira vista tenha parecesse estranho, era na verdade somente peculiar para uma pessoa cética e centrada na razão. A explicação mais simples era que alguém do oriente com recursos, construiu uma espécie de fortaleza ou castelo no meio da Europa.

O artista sabia um pouco de japonês e reconheceu a placa perto da entrada como escrito Casa de Satoshi Kurosawa. Estava escuro e o frio era aterrador, assim logo chamou em frente a construção por abrigo para a tempestade. Sem resposta, bateu mais algumas vezes na porta quando a mesma se abriu como se não estivesse trancada. A porta revelava um cômodo simples, em formato de cubo com 4 paredes e outras três portas (uma no centro de parede). O artista gritou por alguém antes de entrar, mas sem resposta entrou e tentou abrir outra porta, mas parecia trancada.

De fora vinha uma corrente de ar gélida, então fechou a porta por onde entrou e foi tentar abrir uma das outras duas portas. Percebeu que após fechar a porta, a sala ficava sem nenhuma iluminação externa exceto uma claridade leve com um tom azulado emitida pelas próprias paredes, pisos, tetos e portas. Como se elas tivessem uma fosforescência suave que emitissem aquela luz exótica. Ao encostar na porta da esquerda, a mesma estava destrancada e se abriu. O artista viu então um outro cômodo de concreto com mais 3 portas, o cômodo era idêntico à esse em que estava. Achou estranho o fato de ter mais 3 portas, pois veio pela porta da frente e virou a esquerda, assim, se passasse novamente por uma porta à esquerda terminaria do lado de fora da construção. Embora não tivesse visto mais do que uma entrada à frente daquele lugar.

Curioso pela construção peculiar, passou pela porta, fechou-a e tentou abrir a porta da esquerda esperando encontrar-se do lado de fora da construção, como qualquer pessoa com o mínimo de senso de direção imaginaria. Mas então o artista se assustou,ao ver outra sala com mais 3 portas.

Dessa vez o artista não passou pela porta, e tentou voltar por onde veio na intenção de sair daquele lugar. Mas as outras três portas pareciam fechadas… em pânico, encostou aquela porta aberta e foi tentar novamente voltar por onde veio e dessa vez estava aberta.

Voltando pela porta que passou, estava certo do caminho para retornar. Ao entrar na nova sala passaria pela porta da sua direita.

Após entrar nessa sala, bastaria então abrir a porta à sua direita e com isso teria percorrido o caminho inverso e chegaria na saída daquela construção. Mas como ele temia, ao abrir a porta se depara com mais uma sala idêntica àquela, com outras 3 portas.

A partir dai o pânico tomou conta. Começou a passar pelas portas sem raciocinar. Queria logo achar a saída, ou achar alguém. Qualquer coisa, mesmo a tempestade seria melhor do que ficar mais tempo preso naquele lugar estranho e confuso.

Ficou claro durante essas tentativas que apenas uma porta podia ser aberta de cada vez. Para outra porta se abrir, a primeira teria que fechar-se. Também entendeu que haviam portas que não se abriam.

Mesmo percorrendo várias salas idênticas, começou a notar que haviam marcas dos seus sapatos pelo chão, indicando que de alguma forma já tinha passado por ali antes.

Depois de tentar exaustivamente achar uma saída, se deu conta que não fazia a mínima ideia da direção a seguir. Sentia que aquele método não estava sendo eficaz e que o cansaço começava a bater.

Sentou-se para comer algo que carregava na sua bolsa de viagem. Porém sentiu o sabor dos alimentos meio velhos, não estavam estragados, mas também não esperava que ficassem assim velhos e murchos tendo feito tão pouco tempo desde que os comprou.

Alimentado começou a pensar no local em que estava. Deveria ter algum sentido aquele movimento entre salas, senão não teria voltado a alguma das salas em que já passou (dado as marcas de sapato observadas no piso). Pegou uma prancheta e começou a desenhar as salas e com um giz de desenho marcou o local em que estava com um número então seguiu a atravessar as portas. A cada sala em que passava, marcava um número, até que chegou numa sala com um número já marcado.

A partir daí começou a fazer outros movimentos para entender como funcionava aquela geometria peculiar. Era algo realmente divertido, mal imaginava contar sobre aquele lugar, não sabia bem para quem contar, mas certamente seria a história mais louca que qualquer um já ouviria. Mesmo ele, sendo cético, não conseguia conter seu ânimo e felicidade ao ter encontrado algo inexplicável. Todo seu medo foi convertido em entusiasmo, rascunhando um mapa, as coisas começavam a ficar mais claras. Sentia ter encontrado algo fantástico e que merecia ser explorado com muita atenção. Inclusive por influência de seu pai engenheiro, se entendia relativamente bem com cálculos e rapidamente determinou como o movimento naquele espaço ocorria.

Se chamasse cada porta de um ponto cardeal (Norte, Sul, Leste, Oeste) e considerasse as 8 salas ao seu redor (Norte, Nordeste, Leste, Sudeste, Sul, Sudoeste, Oeste, Noroeste), então conseguia descrever seu movimento como:

Porta Norte → leva para → Porta Leste da sala Sudoeste
Porta Leste → leva para → Porta Leste da sala Leste
Porta Sul → leva para → Porta Sul da sala Norte
Porta Oeste → leva para → Porta Sul da sala Nordeste

Inclusive as portas trancadas, considerava que fosse na verdade portas que não poderiam ser atravessadas, senão levariam para além do limite da construção. Deduzia haver apenas uma saída e entrada. Embora ainda não fizesse a mínima ideia de como chegar até lá ou como um lugar desse tipo possa existir.

Até que a ponta de seu lápis quebrou e foi apontá-lo com o estilete. Ansioso e com pressa para melhorar seu esboço de mapa, acabou se cortando com a lâmina. Pingou um pouco de sangue no chão e no papel, mas logo segurou o corte com um lenço e voltou a trabalhar no mapa agora em uma folha bem maior apoiada no piso da sala. Os ânimos estavam aflorados, até o momento em que foi comer mais alguma coisa e sentiu o gosto do alimento passado.

O que havia levado na bolsa estava agora podre. Achou estranho, apoiou a folha no chão para procurar algo na bolsa que não estivesse apodrecido. Somente algumas castanhas apesar de murchas pareciam comíveis. Mexendo de novo no mapa, viu que aquela mancha de sangue havia reduzido bastante. No chão não localizava as gotas que pingaram. Sem entender, quis continuar no mapa, mas algo lhe inquietava seu lado cético, um mal pressentimento lhe dizia para fazer um teste a mais, apenas por garantia.

Certificou-se de que o chão era sólido, sem porosidades. Então soltou o lenço e forçou um pouco o corte para que uma gota pingasse no chão. Ela caiu, e logo foi puxada pelo piso. Passou a mão no local, e estava limpo, repetiu o experimento, e depois fez o mesmo com saliva. Mas a saliva permanecia no local, apenas o sangue era puxado pelo chão. Levantou-se assustado, e começou a lembrar das histórias de vampiro que já tinha lido.

Fez o experimento da gota numa parede e ocorria a mesma coisa. Imediatamente a gota sumia. O mesmo na porta. Parecia precipitado dizer isso, mas aquela construção inteira se comportava como um vampiro.

Começava a pensar que aquele fosse o motivo de seus mantimentos estragarem tão rápido. Não sabia dizer o que ocorreria se viesse a pegar no sono ali. Talvez suas forças fossem sugadas gradativamente, até que nunca mais acordasse.

Pega seu mapa e se põe de pé, então começa a caminhar de modo a percorrer onde estariam todas as portas em contato com a fronteira da construção (portas trancadas). Pois uma delas, que leva à saída, deveria estar destrancada.

Foi um trajeto longo, a cada sala que passava, marcava uma numeração com giz, mas sentia como se seu corpo estivesse sucumbindo, com dores nas articulações e precisando respirar cada vez com maior esforço, era como se algo puxasse suas energias. Não sabia dizer se era psicológico, se era natural ou se era a casa. Mas acreditava fielmente que a casa era a responsável por aquilo.

Seu mapa tinha vários pontos inexplorados e pelas suas estimativas a casa toda deveria ter mais de 400 salas.

Após muitas tentativas, começava a temer a ideia de ter cometido algum equívoco no seu mapa, ou ter pego algum caminho errado. Mas insistia que deveria terminar os testes antes de rever os procedimentos.

Então uma das portas se abre e vislumbra a saída. Ainda era de noite, mas a nevasca tinha passado, sua vontade inicial era sair dali o quanto antes. Mas agora se sente mais seguro com relação ao seu mapa. De pé frente a porta, respira o ar de fora e parece que sua energia vital começa a se restaurar.

Uma voz no seu subconsciente grita para que ele saia dali, mas outra lhe instiga a completar o mapa.

Quase colocando o pé para fora, decide voltar e completar o mapa, passando por todas as salas e testando todas as portas.

Suas juntas voltaram a doer, sua respiração voltou a ficar pesada, mas a teimosia da juventude lhe era mais forte. De modo que insiste em percorrer as salas restantes. Testa todas as portas e caminha por todas as salas, até que houvesse uma marca em cada uma.

Com o mapa pronto, estava ofegante, suando e com uma exaustão extrema. Olhando seu mapa, mesmo com dor de cabeça e morto de cansaço, determina o menor caminho para a saída.

Ao chegar na sala que levaria à saída, abre a porta esperando novamente encontrar com o exterior, mas com medo de ver uma nova sala, talvez uma sala vazia com apenas uma porta e a sombra do próprio Satoshi Kurosawa em seu centro. Uma sala que fosse uma lição para ele aprender a não ignorar a saída na sua primeira vez, e que agora deveria ficar preso ali para sempre.

Muitos pensamentos obscuros vinham em sua direção, medo, angústia, sofrimentos, memórias do passado e preocupações diversas. Mas chegando na porta final, uma alegre decepção, pois após abrir encontrou apenas a claridade da lua que iluminava a grama e o horizonte. Sua energia vital parecia retornar gradativamente.

Estava feliz de sair, porém de certo modo decepcionado por não encontrar um grand finale. Algum último desafio, uma surpresa tal como a literatura inúmeras vezes apresenta.

Ainda em dúvida sobre deixar tudo aquilo para trás, solta o lenço de sua mão e força para seu corte se abrir um pouco mais e respingar sangue naquela divisória que separa a Casa de Satoshi Kurosawa do mundo exterior.

Seu sangue na parte de dentro da casa em contato com o piso desaparecia imediatamente. Mas do lado de fora, era como se nada ocorresse. É como se o vampiro que era aquele lugar não tivesse poder em contato com o exterior, e ele próprio fosse o interior da casa. Pois mesmo a parede externa ou o lado de fora da porta da entrada, não vinha a absorver o sangue.

O artista estava alegre de ter sobrevivido àquilo, porém triste de ter terminado de forma tão pacata. Em um gesto de solenidade, junta suas mãos e se curva para cumprimentar Satoshi Kurosawa e agradece à experiência que sua casa lhe proporcionou.

Afastando-se da entrada, manteve a porta aberta com o auxílio de uma pedra grande que havia ali perto, por um receio da porta fechar-se sozinha e a casa inteira desaparecer frente aos seus olhos.

Ao longe ficou fazendo esboços do local em que esteve, visto de fora, até que começou a nascer o sol. E o local que estava ali começou a ser atingido pela luz do sol. Através daquela porta aberta presa com a pedra, os raios de sol começavam a atingir e passar pela casa, aos poucos a casa inteira começou a desaparecer, de dentro para fora, como se fosse uma sombra que na presença da luz deixa de existir.

Correu para onde estava a casa, baseado na pedra que deixou no chão. Caminhando onde a casa estava, encontrou pequenos vestígios de sua presença ali, um pouco de pó de giz de suas tantas numerações realizadas.

Vendo os primeiros raios de sol entendeu que era realmente um vampiro, um ser de trevas e que tentou lhe matar, ou melhor, se alimentar de sua vitalidade. Mas que agora parecia ter desaparecido.

Voltou para a cidade e naquele fim de tarde retornou ao local, mas nada encontrou. Mesmo após anoitecer, esperou e retornou outros dias. Começou a pesquisar sobre a região, e parecia haver casos de pessoas desaparecidas naquele local. Sempre o mesmo padrão, um viajante solitário que não chegava ao seu destino tendo passado por ali. Procurou pelo nome de Satoshi Kurosawa, mas era um nome comum, não parecia haver nada de peculiar que ligasse alguém com este nome àquele lugar na Europa.

Tentou entender o que havia acontecido, se aquela entidade viria a aparecer de novo. Mas nada ocorreu. Procurou registrar todas suas memórias, até mesmo retornar lá na mesma data no ano seguinte, mas o local parecia leve, como se aquele ser sombrio tivesse deixado esse mundo. Então se dá conta de que possa tê-lo realmente matado… que aquela pedra, colocada para impedir a porta de fechar-se foi a responsável pela morte daquele ser. Aquilo talvez impediu a Casa de Satoshi Kurosawa de erguer suas defesas contra o sol, e uma vez que a luz do sol acertou o interior da criatura, provavelmente a matou por dentro. Isso faz sentido com sua memória, de ver a construção se desfazendo de dentro para fora.

O artista então se viu entristecido, pois foi o responsável ainda que de forma incosciente, pela morte de uma criatura única. Isso o envergonhava, pois mesmo que a criatura tivesse tentado devorá-lo, ela era maravilhosa e sua vã curiosidade humana a fez deixar de existir.

Após voltar a sociedade, o artista decidiu trazer um pouco das suas experiências e memórias com a criatura para seus trabalhos. Isso foi possível de forma parcial graças a truques de perspectivas. As pessoas ficavam espantadas ao ver seus quadros, verdadeiros labirintos que pareciam não fazer o mínimo sentido na usual geometria espacial euclidiana.

Mas tudo aquilo era uma forma de ressentir-se pelo que fez àquele ser. Uma forma de deixar sua existência complexa que contrariava a geometria euclidiana, marcada para a história e compartilhando com o público uma notável admiração por esta extinta existência.

Sobre o post

Este é um conto de ficção para divulgação científica como outros já publicados neste blog (Caça ao vampiro no Expresso do Oriente, Cerco à última Besta de Gévaudan, Ataque ao vampiro invasor, Embate contra o Mestre da Casa de Bonecas, O Doppelgänger, O desafio na porta do abismo).

Vamos então aos temas que este conto permite discutirmos. Primeiro e talvez o mais óbvio de todos, é relacionado à Geometria Euclidiana. Vejam que a estrutura com que o protagonista se movia através da Casa de Satoshi Kurosawa não preservava a propriedade comutativa da soma de movimentos. Por exemplo, avançar para o Norte e para o Leste é diferente de avançar para o Leste e para o Norte.

Outra característica que esse ambiente de geometria singular apresentava, é a ausência de movimentos opostos. Ou seja, avançar para o Norte não é o oposto que avançar para o Sul. Realizar estes dois movimentos então não retorna ao local de origem.

Ainda assim, conhecendo as regras desta geometria diferente, é possível tal como o personagem fez, construir operações que nos permitam encontrar determinar rotas dentro deste ambiente. Parece uma coisa meio estranha, mas geometrias singulares são mais comuns do que imaginamos, basta pensarmos no nosso próprio sistema de trânsito. Se o local no qual você precisa chegar com o carro está localizado na próxima rua à esquerda, não necessariamente podemos simplesmente virar a esquerda na próxima rua, pois pode ser uma curva proibida de ser feita, ou mesmo pode ser uma rua contra-mão à direção em que estamos seguindo. Para resolver isto, precisamos seguir por ruas e curvas permitidas, fazendo trajetórias maiores do que simplesmente se seguíssemos à pé.

Outra questão que este post trata é relacionado ao método investigativo. Pois o protagonista a princípio acreditava estar num labirinto, mas notando a deterioração dos seus alimentos e a ausência do sangue no chão, começou a levantar hipóteses do que aquilo poderia ser. Fazendo experimentos com diferentes materiais (saliva e sangue) que reforçaram sua teoria de que a construção toda era um vampiro. Realizando inclusive experimentos na parte exterior da construção para compreender o comportamento daquela casa/criatura.

Contudo, se engana quem pensava que este era um conto de terror, muito menos de heróis… o terceiro ponto e diria que o mais importante que este conto traz, é relacionado à ética em pesquisa. Pois para começar o protagonista após achar a saída pela primeira vez, decidiu colocar em risco sua própria vida para completar o estudo sobre o interior da casa/criatura (isso quase o matou). Mas após sair da casa, bloqueou sua porta de fechar-se com uma pedra e ficou observando a criatura. Como já havia constatado, a parte exterior dela não parecia absorver sangue, e ao chegar os primeiros raios de sol, a parte exterior se mantinha inteira. O problema, é que com a porta aberta, os raios de sol atingiram o seu interior, que era a parte “vampírica”, e essa sim, era vulnerável ao sol. Por esta razão, a casa/criatura morreu.

Embora pareça razoável dizer que a casa/criatura queria matar o protagonista, o mesmo já estava a salvo e seguro fora dela. Mas sua curiosidade em seguir o experimento, em mantê-la aberta a força enquanto observava e estudava o objeto, resultou em sua destruição. Seria uma situação análoga a encontrar um animal marinho singular que veio das profundezas do oceano. Embora ele possa ter muitos dentes e ter tentado te devorar, após escapar dele e restringir seus movimentos, a pessoa permanece com ele na superfície até que ele não resista a temperatura/pressão/atmosfera ou qualquer outro aspecto, e venha a morrer. A criatura de fato não tinha culpa de querer matar o protagonista, é assim que ela se alimenta… mas após escapar, o protagonista veio a causar sua morte, o que é de fato uma lástima, afinal, aquele ser era único e a falta de cuidado com o estudo, o destruiu.

Pode parecer que esta lição seja mais para a área da biologia, que envolve animais com dentes… mas não. Essa é uma lição sobre ética em pesquisa no geral. De termos um cuidado com nossos objetos de estudos quando os mesmos são seres vivos. Isto inclui inclusive as pesquisas nas áreas sociais com seres humanos. Não é tudo que consideramos irrisório e inofensivo (como aquela pedra segurando a porta) que de fato é. Assim, como pesquisadores, cabe esta atenção para refletirmos sobre o quanto nosso estudo pode de algum modo lesionar nosso objeto de estudo. Podem ser perguntas, entrevistas, questionários, exposições a conteúdos, jogos, vídeos, áudios … as coisas mais variadas, que certamente “não nos machuca”, que podem gerar sérios danos no outro.

Espero que tenha gostado deste conto e dessas reflexões, será que você consegue descobrir o nome do protagonista deste conto?


Como referenciar este conteúdo em formato ABNT (baseado na norma NBR 6023/2018):

SILVA, Marcos Henrique de Paula Dias da. A Casa de Satoshi Kurosawa. In: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Zero – Blog de Ciência da Unicamp. Volume 7. Ed. 1. 1º semestre de 2022. Campinas, 28 fev. 2022. Disponível em: https://www.blogs.unicamp.br/zero/3738/. Acesso em: <data-de-hoje>.

2 thoughts on “A Casa de Satoshi Kurosawa

    • 28 de fevereiro de 2022 em 17:02
      Permalink

      Obrigado querida 🙂

      Resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Skip to content