Dá pra confiar?

Olha a notícia de ontem no Valor Online: Collor pavimenta retorno com bandeira ambiental.

A reportagem fala que o interesse do ex-presidente pelo tema é uma plataforma para sua candidatura à presidência em 2010. Percebe-se que de bobo ele não tem nada, escolher o tema do momento para voltar com tudo é bastante inteligente, imagina como não é fácil convencer o povão de votar nele falando do assunto? Será que ele está almejando tornar-se o Al Gore brasileiro? Não é de se duvidar…

Isso realmente me assusta pois se ele conseguiu se eleger a senador, por que não conseguiria novamente como presidente? Principalmente depois de 2 mandatos de Lula e todos querendo uma cara “nova” (nesse caso, reformulada) para o cenário político?

Vale a pena ler a reportagem para ficar atento aos próximos passos do ex-presidente.

Até concordo com o senador Renato Casagrande (PSB-ES) que se o envolvimento for verdadeiro não há problema algum, mas como saberemos se de fato isso é verdadeiro? Não duvido que ele trabalhe direitinho até 2010 para ajudar a sua campanha, mas depois do objetivo atingido quem o garante? Você confia? Eu não…

Terra em miniatura – Miniature-earth

Você conhece esse vídeo? Acho fantástico… Coloquei um link do You Tube aqui, mas no site a qualidade é muito melhor.

Acho que nem tem muito o que comentar com esse vídeo, ele já diz tudo ou quase tudo, é fato que as coisas tem que mudar no Planeta.

No You Tube você pode encontrar várias respostas para esse video. Algumas são bem interessantes.

Mais cana-de-açúcar

Alguns posts anteriores eu falei sobre a cana-de-açúcar e a minha preocupação com a produção do álcool que tantos vangloriam como a solução dos problemas de energia. Hoje saiu na Folha de São Paulo várias reportagens que mostram a situação lamentável que são tratados os trabalhadores na colheita da cana. Isso no interior de SP, que é o Estado de maior PIB do Brasil, imagina como não é no interiorzão desse país.
Segue uma das reportagens:

Folha de São Paulo, 21 de março de 2007. Caderno Dinheiro

Blitz vê condição degradante na produção de álcool em SP Trabalhadores atuavam sem equipamento de proteção, banheiro e água potável

Desde 2004, 17 bóias-frias já morreram no interior do Estado; suspeita é que mortes ocorreram por excesso de esforço
MAURÍCIO SIMIONATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM MARÍLIA

No momento em que a produção de álcool combustível no Brasil é vista como modelo de alternativa energética global, fiscais do Ministério Público do Trabalho encontraram ontem em uma fazenda em Ibirarema (390 km a oeste de São Paulo) ao menos 90 trabalhadores rurais atuando no plantio da cana em condições consideradas “degradantes”.
O procurador Luís Henrique Rafael, do Ministério Público do Trabalho, disse que essa condição precária é comum no interior de São Paulo. Outras ações de fiscalização ocorrem na região de Marília (SP), área de expansão do plantio da cana.
O Ministério do Trabalho promete intensificar neste ano a fiscalização da colheita da cana em São Paulo (cerca de 60% da produção nacional).
Desde 2004, 17 bóias-frias morreram no interior do Estado. A suspeita é que as mortes ocorreram por excesso de esforço no corte da cana. Os trabalhadores geralmente vêm do Nordeste para a safra, de março a novembro.
A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), principal representante de usineiros do centro-sul do país, diz que orienta os associados a evitar terceirização da mão-de-obra, mas que a responsabilidade do plantio cabe a cada fornecedor da usina. Diz ainda que orienta as empresas a registrarem o trabalhador e a garantirem todas as normas de segurança.
Na ação de ontem, os fiscais autuaram a Usina Renascença Ltda., responsável pelo plantio, por 13 infrações. Os trabalhadores atuavam sem equipamentos de proteção, sem banheiro, sem água potável e sem equipamento de primeiros socorros, entre outros problemas.
Alguns dos trabalhadores contaram à Folha que eram obrigados a pagar, num mercadinho local, R$ 38 pela botina e mais R$ 13 pelo facão. O material deveria ser fornecido pelo empregador, segundo o Ministério Público do Trabalho.
“Tive de trabalhar três dias no corte de cana para poder pagar a botina que comprei”, disse Benedito Aparecido Gonçalves, 37. Já Ezequiel Antônio de Araújo, 38, contou que há cerca de 20 dias teve de passar o dia trabalhando sob o sol após ter cortado a mão com o facão.
“Disseram que não iriam gastar combustível para me levar ao hospital. Tive de esperar o final do dia para poder conter o sangramento”, afirmou ele, que disse ganhar em média R$ 14 por dia de trabalho na fazenda Porta do Céu. Os fiscais também constaram que os trabalhares são levados ao campo em dois ônibus sem condições de transporte.
O plantio da cana e dois ônibus que conduziam os trabalhadores foram interditados. Os ônibus não tinham tacógrafos (medidor de velocidade) nem autorização do DER (Departamento de Estradas e de Rodagens) para transporte de passageiros. Um deles não tinha freio nem retrovisor.
Os trabalhadores não tinham água potável nem contavam com abrigo para refeição. Ou almoçavam sob o sol ou se escondiam embaixo do ônibus.
“Os trabalhadores estão submetidos a graves riscos de acidente”, disse o procurador Luís Henrique Rafael.
A Usina Renascença foi arrendada em janeiro passado pelos coreanos Yung Soon Bae e Hei Suk Yang, que também são donos do Grupo Star BKS.
Hei Suk Yang disse ontem à Folha que tinha tomado conhecimento das autuações, mas que desconhecia a situação dos trabalhadores rurais.

Me sinto até culpada de abastecer meu carro com álcool vendo uma situação dessa.
Até quando esse tipo de coisa ainda vai acontecer? Pois em outra reportagem no jornal eles falam que no ano passado foram aplicadas 580 autos de infração pelo Ministério Público e acho muito difícil que esse quadro tenha mudado.

Essa é uma situação tão complicada e difícil que não tem solução simples e fácil, são muitas as variáveis e não se pode achar que a produção de álcool pura e simplesmente é a solução dos problemas de energia sem olhar toda a cadeia que ele influencia e impacta. É preciso muito cuidado e não podemos desconsiderar todos os fatores

Oportunidades


Tem uma amiga que sempre diz: “Na crise tem os que choram e tem os que vendem lenços”. Não sei de quem é essa frase, mas é verdade. Um exemplo é a GE, na atual situação mundial em que são discutidos temas como mudanças climáticas, preservação da biodiversidade, escassez de combustíveis e novos métodos de geração de energia, ela não está perdendo tempo e está com tudo nesse novo mercado. E o presidente da empresa, Jeff Immelt, não nega que o interesse deles é ganhar dinheiro.

E para a produção dos produtos da linha verde, a GE criou a Ecoimagination que produz geradores de energia eólica, locomotivas que consomem menos diesel, tecnologia para dessalinizar e purificar a água, maquinas de lavar roupa e geladeiras que consomem menos energia entre outras coisas, por enquanto essa linha corresponde a menos de 7% do faturamento da empresa, mas são esses produtos que mais tem crescido nos últimos tempos, em média, o dobro dos negócios tradicionais.

Uma empresa cujo presidente antecessor, o legendário Jack Welch, sempre manteve distância de assuntos relacionados ao meio ambiente e é muito mal vista pelas ONGs ambientalistas, por suspostamente protagonizar a poluição do rio Hudson em Nova Iorque, é uma tentativa louvável tentar transformá-la em uma empresa para soluções “ecologicamente correta”.

Além disso a empresa ainda mantém o Prêmio Global de Liderança Ecoimagination, uma iniciativa mundial que reconhece o trabalho de clientes que mostram preocupação em reduzir os impactos ambientais, como escassez de água, enquanto procuram consumir menos energia e diminuir os demais gastos operacionais. Aqui no Brasil a Cia Nitro Química, grupo Votorantim, ganhou esse prêmio por conseguir reduzir o consumo de combustível em 22% e, conseqüentemente, a emissão de gases para o meio ambiente, além de cerca de 90% da emissão de efluentes provenientes das caldeiras. Saiba mais aqui.

Segue um pequeno trecho da entrevista do presidente da empresa concedida à revista Exame no ano passado:
Exame: O que a estratégia verde significa para a GE?
Immelt: É uma estratégia de marketing. Sempre soubemos que a tecnologia é a saída para criar produtos que solucionem os grandes problemas do mundo e, assim, ganhar dinheiro. É só pensar em nossos produtos tradicionais para geração de energia, por exemplo. Não acho que seja errado ganhar dinheiro resolvendo os problemas dos clientes.
Exame: Ter uma relação amistosa com ONGs é algo novo para a companhia, não é?
Immelt: Sim. Ainda há muitas ONGs que não gostam de nós e que nunca vão gostar. Mas acho que é preciso iniciar um debate. Digo para os representantes das ONGs: “Vocês podem me odiar, mas precisam de mim”.

A GE pode não se tornar de uma hora para outra uma empresa modelo no quesito meio ambiente, mas há uma preocupação do próprio presidente, há um investimento de milhões de dólares. Isso pode não ser o bastante nem o suficiente, mas uma grande empresa mundial está preocupada e sabe que tem que agir para continuar sobrevivendo, continuar pensando e agindo da mesma forma vai fazê-la perder oportunidade de negócios. Quantas empresas você consegue nomear que estão fazendo o mesmo?

Outro blog…

Olá Pessoas,

Também estou escrevendo para o blog do Greenpeace.

Aqui o link do meu último post lá.

O blog ainda está em fase de testes e ainda não sei se serei convidada a permanecer por lá, de qualquer forma, por enquanto, quando não tiver nada aqui dê uma olhadinha lá.

Local Cooling

Você já deve ter visto aqui do lado esquerdo o selinho com o link desse programa chamado Local Cooling. Se você ainda não clicou lá, esse programa ajuda a economizar energia do seu PC quando você sai e esquece de desligá-lo. Você programa quanto tempo depois de inativo ele pode desligar o monitor, o disco ou desligar o computador por completo, é super simples e fácil.

Ai ele calcula o quanto você economizou de energia usando essa ferramenta. Eu por exemplo, até o momento economizei 35.96 KWh, 17,26 galões (provavelmente de combustível, caso a matriz energética nossa fosse de petróleo) e 1,905 árvores (caso a matriz energética fosse carvão? Provavelmente)

Até eu terminar esse post eles tinham 60491 usuários, que tinham economizado 297.323,0 KWh.

O único problema é que eles ainda não tem versão para o Mac.

Alguém poderia me explicar que raios de propaganda é essa??

Eu assisti uma vez, assisti de novo pra tentar entender e não me equivocar na hora de fazer esse post, mas a idéia que ficou foi a mesma.

Se você veste roupas da Diesel dane-se o Aquecimento Global, aliás, você nem sabia muito bem o que era isso até ver essa propaganda! Quem liga?

Mas acho que eles erram ferozmente com essa propaganda, se eles estão dizendo isso mesmo que eu entendi, quem que veste roupas da Diesel vai assisti-lo até o fim? Se eu não me importo com o que está acontecendo por que vou ver uma explicação sobre o assunto?

Fiquei chocada com essa propaganda, pra mim ela fala assim: Você fútil, alienado e preocupado somente com seu umbigo, comprador dos produtos da Diesel, não se abale com o que estão dizendo sobre o aquecimento global, você vai continuar preocupado somente com a sua vida e comprando as roupas da Diesel pois não será um detalhe tão simples como o derretimento de geleiras ou aumento da temperatura do planeta que vai fazer você fazer algo mais útil e interessante.

Ainda bem que eu não compro roupas dessa marca, se comprasse ficaria ofendidíssima!

Biocombustíveis

Etanol, biocombustíveis, álcool são as palavras do momento, principalmente com a visita do Presidente dos EUA a São Paulo. Não se lê outra coisa nos jornais, não se fala de outro assunto nos noticiários, mas afinal isso é mesmo bom para o Brasil? Para o meio ambiente?

Li e assisti várias notícias sobre o assunto e cheguei à conclusão que exportar álcool é bom para a balança comercial brasileira, para a economia e coisas afins, mas alguém acredita que a vida dos brasileiros vai melhorar muito com a exportação do álcool? De verdade eu duvido…

Você tem alguma dúvida que os usineiros vão continuar podres de rico? E que a vida do cortador de cana não vai mudar muito exportando ou não o álcool? Fala-se, fala-se da diminuição das taxas americanas para o álcool brasileiro, do incentivo ao uso dos biocombustíveis, mas está todo mundo se esquecendo da sustentabilidade da produção do álcool, não é novidade para ninguém que a grande maioria da colheita da cana é feita com queimadas (!!), que não uma, mas várias vezes, plantações, usinas de cana e afins já foram acusadas por utilizar trabalho escravo.

É lógico que todos envolvidos afirmam sem pestanejar que para aumentar a produção de álcool no Brasil não é preciso derrubar mais uma árvore, quem diria ao contrário em tempos de aquecimento global e um “pequeno” desespero da humanidade em plantar árvores? Lembre-se, estamos no Brasil, quem vai fiscalizar isso de fato?

Os países até hoje grandes fornecedores de energia (leia-se petróleo), quais e quantos conseguiram sair da condição de países em desenvolvimento e se tornaram de fato, desenvolvidos? Vide países membros da Opep.

Gente, eu não sou contra os biocombustíveis, etanol e afins, só acho que não podemos esquecer desses fatos antes de proclamarmos aos quatro ventos que a solução dos problemas de crescimento do Brasil, do aquecimento global serão resolvidos com a tecnologia brasileira de biocombustíveis e um acordo com os EUA. Antes de tudo sou a favor da sustentabilidade e qualquer solução que se pense para os problemas não devemos, nem podemos, esquecer de pensar no desenvolvimento sustentável. De que adianta uma energia limpa, um combustível renovável se a sua produção não for sustentável? Se utiliza mão de obra escrava, polui e não tem nenhuma responsabilidade socioambiental?

O principal desafio dos biocombustíveis no Brasil está em fazer uma industria exportadora, ao mesmo tempo sustentável, distribuidora de renda e capaz de dar conta da demanda que virá do mercado internacional.

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Palestra do diretor da PNUMA

Estou querendo falar de vários assuntos, meus posts estão meio atrasados mas vamos lá, antes tarde que nunca.

A palestra do Diretor Executivo da PNUMA foi muito interessante, de verdade não imaginava que existiam pessoas além de ambientalistas ideológicos preocupados com o meio ambiente. Estavam presentes o presidente da Bovespa (o que realmente me chocou!), presidentes e superintendentes de diversas empresas e bancos.

Todos foram unânimes em dizer que estamos vivendo um momento de mudanças, de ruptura e que nossas ações, ou omissões de hoje, podem determinar o futuro das próximas gerações. Também foi consenso que estamos atrasados em relação às nossas ações. E que a sociedade civil tem um papel importante nas realizações a serem efetuadas. Só fica a dúvida se ainda dá tempo de “salvar” o Planeta.

O que realmente me surpreendeu foi a quantidade de pessoas na palestra, o auditório da Bovespa estava lotado com várias pessoas assistindo em pé. Não é possível saber qual o real interesse das pessoas presentes, mas é importante ver que existem pessoas que se interessam pelo assunto ou pelo menos tiveram o trabalho de se descolar de onde estavam até o centro de SP para ouvir sobre meio ambiente e mudanças climáticas, este não é mais um tema que passa sem ser notado.

Me deixa contente saber que há uma preocupação dos empresários a respeito do assunto, não me importa se é um interesse genuíno de querer um mundo melhor para as próximas gerações, que seja apenas o objetivo de ganhar mais dinheiro, desde que a partir de agora as coisas aconteçam a favor do meio ambiente e da vida humana na Terra. Não dá para querer uma mudança de comportamento radical dos empresários depois de mais de 1 século de capitalismo, ninguém vira bonzinho querendo salvar o mundo de uma hora pra outra. Acho que só eu nasci querendo um mundo melhor para todos, acreditando que as coisas podem ser melhores do que são, que pode existir um equilíbrio.

Como sempre diz meu professor Leandro Cerri: O verde do meio ambiente não é o verde das matas ou das árvores, o verde do meio ambiente é o verde dos dólares!!

Propaganda Greenpeace

Eu tinha ouvido falar dessa propaganda mas não tinha dado muita bola, ai hoje na fila do Supermercado meu irmão perguntou se eu ja tinha visto. Ai fui procurar no Youtube e lógico que eu achei.

Achei muito boa! Agora temos mais uma vez que mudar o mundo! 😉

P.S.: Pessoas, desculpem o últimos posts pequenos e pouco elaborados, to sem internet em casa, as coisas ficam um pouco mais complicadas… Já,já isso volta ao normal! 😉

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