Cana de açúcar, África, diamantes, consumo e maçãs desidratadas…

São tantos os assuntos que eu quero abordar de uma vez só que eu não sei se vai dar muito certo, mas vamos lá…

Ontem assistindo um Jornal na TV vi uma declaração do nosso Presidente sobre os trabalhos na lavoura de cana-de-açúcar. Ele se perguntava se o trabalho na lavoura de cana era muito pior que o trabalho em minas de carvão, que existiu por muito tempo e ainda existe em muitos lugares do mundo… Ai, ai… Que argumento fraquinho, não? Poxa, eu esperava mais dos assessores do Presidente, ou dele próprio. Já que é pra usar esse raciocínio pra que se preocupar com a fome ou qualquer outro problema do gênero no Brasil? A África com certeza é pior, lá as pessoas não podem sequer contar com o governo, elas contam com ajuda internacional para tentar minimizar a fome em alguns locais. Gente, vamos nos conformar com a pobreza no Brasil por que na Nigéria é pior, vamos nos conformar com as condições absurdas de trabalho na lavoura de cana pois nas minas de carvão na China é muito pior… Resolvido o problema? Sua consciência tá mais leve? Conseguimos alguma coisa mais sustentável, né?

Aí, falando de África assisti um filme esse fim-de-semana, Diamante de Sangue. O filme trata do “comércio” (leia-se tráfico) de diamantes em Serra Leoa. Tirando o fato de ser um filme hollywoodiano, superprodução e ter nada mais que Leonardo Di Caprio no elenco a estória contada me impressionou muito. Como o ser humano permitiu que um país chegasse ao ponto que chegou por pedrinhas? Tá, eu sei que não são quaisquer pedrinhas, mas nada justifica vidas humanas, guerras e violência. E como é bem lembrado no filme tudo para que mocinhas americanas tenham seu anel de diamante no noivado. Tomara que alguma delas tenham visto o filme, se sensibilizado e ao menos tenham pedido algum tipo de certificado do diamante, se bem que será que isso resolve alguma coisa? Na realidade seria preciso repensar a real necessidade de um anel de diamante para um casamento…

E pra finalizar… Parece que o assunto do momento tem sido o consumo consciente, consumo verde, já leu alguma coisa a respeito? Acredito que devemos reduzir o consumo, mas não vou discutir isso hoje, vou só citar um passagem sobre a escolha na hora de consumir… Eu gosto muito de maçã desidratada e lá fui eu comprar um pacotinho para meu lanchinho. Tinham 2 opcões, uma custava R$2,10 e outra R$2,50, aparentemente as 2 eram iguais, ai fui ver de onde vinham… A mais barata de SC e a mais cara do PR! Eu to em SP, por que o pacote que vem de mais longe é mais barato e o que está mais perto mais caro? Devem ser leis da economia que eu desconheço ou não entendo por que não faz nenhum sentido… As 2 maçãs são igualmente boas, compro a mais cara por que teoricamente o seu transporte polui menos, mas ao mesmo tempo é de uma marca mais “chique”? Ou compro a mais barata que é uma marca menor, mas seu transporte polui mais? Fiquei sem saber, acho que vou é parar de comer maçãs desidratadas e consumir menos mesmo…

2 Comments

  • Bel Marques
    20 de setembro de 2007 - 19:26 | Permalink

    Oi ClaúdiaTambém assisti o filme e realmente é horrível que ainda aconteça esta degradação humana nos dias de hoje. Mas como vc bem colocou o desejo de alguns impulsiona esta prática. Com certeza a maioria das pessoas que usa um diamante não tem idéia do que acontece nos “garimpos” clandestinos e que ainda existem.Quanto as maças, também não entendo nada de economia, mas acho que tem alguma coisa com os impostos dos Estados.Abraços Bel.www.pitecosdabel.blogspot.com

  • Bel Marques
    21 de setembro de 2007 - 20:21 | Permalink

    Oi Claudiaeu de novo! Mas lembrei de seu comentário quando ouvi sobre os diamantes de Porto Velho, é aqui no Brasil, também temos algo parecido com o mostrado no filme.DEu hoje no Jornal Hoje, TV Globo as 13:00. bjus

  • Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado.

    Skip to content