A frustração do descarte

Eu não tenho outra definição para o meu sentimento no momento: frustração, impotência, indignação.

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Pra uma pessoa que está aqui há 11 anos falando de meio ambiente, sustentabilidade, lixo, novas formas de economia e etc isso é um tapa na cara. Mas a única coisa que eu posso fazer é manifestar esse sentimento, né? Pois bem, aqui está:

Isso sem contar os R$200 q terei q desembolsar tb por conta do tampo traseiro trincado. É justo um produto tão caro durar tão pouco? E simplesmente a manutenção não valer a pena?

Eu como ativista de meio ambiente, preocupada c/ os resíduos gerados nesse planeta pensei q o investimento tão alto num aparelho top de linha seria uma solução inteligente p/ gerar menos resíduos, mas vejo q não, essa lógica não funciona p/ o produto de vcs.

Ou talvez eu seja uma estúpida mesmo em querer comprar um produto de luxo e não querer bancar um novo a cada estação. Agora como deve agir uma pessoa preocupada c/ o impacto q deixa no planeta?

Desembolsar um valor maior do mesmo produto novo p/ evitar que mais resíduos sejam gerados ou simplesmente ignorar essa preocupação e comprar um produto novo?

E não, não me venha c/ o papo de descarte ecologicamente correto pois isso é balela. É a lógica do descarte aqui q estou tentando combater, a ideia de q se é reciclável ou vai ser reciclado tudo bem consumir mais.

É muito mais do que apenas mandar o produto p/ um destino melhor q o lixão. É sobre ser responsável pelo q se consome e como se consome.

Mas o meu caso deve ser um número irrelevante p/ vc, né Afinal, qtos dos produtos de vcs dão problema como o meu depois de 1 ano e meio de uso? Quantas pessoas se dão ao trabalho de reclamar? Ficarei aqui c/ a minha frustação e indignação.

Obrigada, por não ser uma empresa melhor para o mundo. Só mais uma como tantas outras.

A China e o meio ambiente

Foto: Clay Gilliland (CC BY-SA 2.0)

Foto: Clay Gilliland (CC BY-SA 2.0)

Em 2007, ano de início desse blog, escrevi um post falando sobre a China e um pouco da realidade ambiental daquele país, usando como referência histórias de conhecidos e notícias da imprensa. Passados exatos 11 anos, o que mudou? Olha, pode ser um longo tempo, mas fico contente que a China tem olhado para o meio ambiente com um pouco mais de preocupação, toda semana recebo pela imprensa alguma notícia, de certa forma, empolgante sobre o assunto.

Semana passada Ronaldo Lemos me trouxe a informação que a poluição está na agenda da ciência para ser nada mais nada menos que eliminada e que “o próximo ciclo de desenvolvimento chinês prevê a transformação do país em uma economia verde.” Pra quem há 11 anos leu que durante uma semana inteira a poluição impedia que os habitantes de Pequim não vissem o céu por conta da espessa camada de poluição isso é um avanço considerável.

Hoje (atrasada diga-se de passagem) li que a China investiu entre 1999-2013 algo em torno de R$60 bilhões em projetos de reflorestamento e que eles tem apresentado resultados positivos.

O anúncio do país ano passado em investir US$360 bilhões em energia renovável até 2020 tem me deixado otimista quanto aos rumos que a China tem dado na sua preocupação ambiental. Parece mesmo que o meio ambiente é uma assunto que está na pauta para eles. E se eles são um dos poucos exemplos de tecnocracia no mundo, se não o único, não é preciso ser nenhum gênio para entender essa mudança de direção.

Mas como uma pessimista inveterada não posso deixar de ver como o ser humano ainda tem muito a melhorar e repito de certa forma aqui parte do meu discurso quando escrevi o texto aqui no blog em 2007. A China pode estar no caminho de acertar o rumo, mas precisava perceber isso depois do estrago feito? Parece que a humanidade tem um certo apreço por repetir erros, né? Ou simplesmente ignora os erros e só depois que o estrago tá feito é que se dá conta. Bom, pelo menos a China está tentando acertar a direção. E o que podemos dizer do Brasil? Essa reportagem nos dá uma pequena amostra de como as florestas brasileiras tem sido tratadas, por onde a preferência por combustível fóssil tem nos levado entre tantos outros exemplos e não tem me parecido um acerto de rumo na melhor direção, tanto para os brasileiros, como para a humanidade como um todo.

É, China, antes tarde do que nunca…

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